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Novo Banco vai pedir injeção de 1.149 milhões ao Fundo de Resolução

O Novo Banco vai pedir uma injeção de capital de 1.149 milhões de euros Fundo de Resolução, divulgou o banco liderado por António Ramalho.

Novo Banco vai pedir injeção de 1.149 milhões ao Fundo de Resolução
Notícias ao Minuto

17:14 - 01/03/19 por Lusa

Economia Prejuízos

"Em resultado das perdas das vendas e da redução dos ativos 'legacy', o Novo Banco irá solicitar uma compensação de 1.149 milhões de euros ao abrigo do atual Mecanismo de Capital Contingente (CCA). Este montante decorre em 69% das perdas assumidas sobre os ativos incluídos no CCA e 31% devido a requisitos regulatórios de aumento de capital no quadro do ajustamento do período transitório dos rácios de capital e ao impacto do [normas de contabilidade] IFRS 9", refere o banco em comunicado.

O ano passado, para fazer face a perdas de 2017, o Novo Banco já tinha recebido uma injeção de capital de 792 milhões de euros do Fundo de Resolução, pelo que, a concretizar-se o valor pedido hoje conhecido, as injeções públicas ficarão em mais de 1.900 milhões de euros.

Contudo, nos próximos anos, o banco ainda poderá pedir mais quase 2.000 milhões de euros ao Fundo de Resolução, uma vez que aquando da venda do Novo Banco à Lone Star (outubro de 2017) foi acordado um mecanismo de compensação até 3.890 milhões de euros.

No ano passado, o Estado teve de emprestar dinheiro ao Fundo de Resolução (mais de 400 milhões de euros) para que este pudesse recapitalizar o Novo Banco.

Este ano, para o mesmo efeito, o Estado pode emprestar ao Fundo de Resolução até 850 milhões de euros, segundo o Orçamento do Estado.

Na apresentação hoje aos jornalistas das contas do Novo Banco de 2018, em que teve prejuízos de 1.412,6 milhões de euros, o presidente do banco, António Ramalho, justificou o pedido de recapitalização (bem superior aos 792 milhões de 2017) pelas exigências de capital colocadas ao Novo Banco e, sobretudo, pelas perdas com ativos e considerou que o valor pedido é controlado por várias entidades.

Além disso, afirmou, em 2017 o Novo Banco tinha tido o aumento de capital de 1.000 milhões de euros da Lone Star, a operação de recompra de obrigações e a emissão de obrigações subordinadas, que permitiu reduzir o valor requerido ao Estado.

Ramalho considerou ainda que são "elevadas" as exigências feitas banco e que foi a Lone Star que em 2017 teve "coragem", quando "nenhum dos [bancos] concorrentes quis comprar o Novo Banco".

Sobre o mecanismo de capital contingente, considerou que este tem "incentivos para que banco seja saneado e recuperado integralmente e nesse sentido seja criado valor que beneficie os dois acionistas, o que tem 75% [a Lone Star] e o que tem 25% [o Fundo de Resolução]".

Questionado em quanto mais vai o Novo Banco recapitalizar-se junto do Fundo de Resolução, Ramalho declarou não ser possível estimar e que "o montante a solicitar durante este período de transição dependerá sempre de perdas [com ativos] e efeitos regulatórios".

O gestor considerou ainda normal a atenção mediática a esta injeção de capital do Fundo de Resolução, tendo em conta que o "contribuinte português está a emprestar indiretamente ao Novo Banco".

Já depois de conhecido o pedido da injeção de capital, o Fundo de Resolução indicou hoje que vai recorrer ao empréstimo acordado com o Estado, com o limite anual de 850 milhões de euros, para pagar ao Novo Banco, mas primeiro é preciso uma certificação legal das contas.

O Ministério das Finanças, por seu lado, considerou "indispensável" a realização de uma auditoria aos créditos para escrutinar o processo de recapitalização do Novo Banco.

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