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"CGD não terá comissões mais baixas, salários mais altos e mais agências"

O presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos (CGD), Paulo Macedo, disse hoje que não será possível o banco ter comissões mais baixas, ordenados mais altos e mais agências.

"CGD não terá comissões mais baixas, salários mais altos e mais agências"
Notícias ao Minuto

22:14 - 07/02/19 por Lusa

Economia Paulo MAcedo

Respondendo a uma pergunta do deputado do PCP Duarte Alves sobre as comissões cobradas pelo banco público, durante a audição na comissão parlamentar de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa, Paulo Macedo referiu que, "mais uma vez", o debate está à volta "do que se quer da Caixa", referindo-se ao seu papel como banco público.

"Há uma coisa que a Caixa não fará, que é ter comissões mais baixas, ordenados mais altos, mais agências e não dar crédito aos grupos económicos", disse Paulo Macedo, perante os sorrisos dos deputados presentes na comissão.

"É preciso que sejamos todos consequentes", instou Paulo Macedo.

O presidente da CGD considerou que se pede ao banco que tenha custos baixos, mas depois os clientes "não estão disponíveis para pagar comissões de mercado", dizendo mesmo que a CGD é o único banco dos grandes em que as receitas com comissões não cobrem os custos com trabalhadores.

Sobre o ambiente na CGD no sistema bancário, Paulo Macedo disse que "mudou radicalmente" face há alguns anos, tanto pelas exigências dos reguladores, como pela exigência da concorrência.

"Há uma concorrência à Caixa que não houve no passado, quer pelos bancos espanhóis, quer seja Santander, BPI ou Bankinter (na sua dimensão), quer pelos que estão a lutar pela sobrevivência", afirmou.

Sobre o novo Acordo de Empresa que a CGD quer negociar, depois de ter denunciado o anterior, o gestor disse que não é favorável a que haja promoções por mérito, mas apenas por antiguidade.

Paulo Macedo referiu ainda, sobre os salários dos trabalhadores da CGD, que o banco negociou um aumento salarial de 1,15% (com retroativos a 01 de janeiro de 2018), quando a restante banca apenas aceitou 0,75%.

"A Caixa não lamenta o dinheiro pago aos trabalhadores, tem é de ter a certeza de que no futuro há equilíbrio entre a remuneração dos contribuintes e a remuneração dos trabalhadores", afirmou.

O gestor voltou a dizer que a média salarial da CGD é superior em 20% aos outros bancos e que isso não mudará com as novas tabelas salariais.

Paulo Macedo falou também sobre o plano de reestruturação negociado há dois anos com a Comissão Europeia, dizendo que o banco está a cumprir todos os objetivos estabelecidos em termos de redução de crédito malparado, rentabilidade, capital e rácios de eficiência, que disse ser o indicador mais difícil para a CGD.

O gestor adiantou também que é cumprindo o estabelecido que o banco fica com mais margem de manobra para negociar algumas coisas com a Comissão Europeia, referindo nomeadamente que a CGD quer negociar a dimensão geográfica, para ter uma presença mais abrangente.

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