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"ADSE só não é autossuficiente se receitas foram desviadas para o Estado"

No dia em que o jornal Expresso avança com a informação de que a José de Mello Saúde e a Luz Saúde se preparam para suspender a convenção com a ADSE, Manuela Ferreira Leite explica que este sistema só não é autossuficiente se os descontos feitos pelos funcionários públicos não estiverem a ser canalizados de forma correta.

"ADSE só não é autossuficiente se receitas foram desviadas para o Estado"
Notícias ao Minuto

23:43 - 06/02/19 por Patrícia Martins Carvalho 

Economia Ferreira Leite

Manuela Ferreira Leite não percebe por que razão a ministra da Saúde está “tão eriçada relativamente à ADSE”, uma vez que atualmente o “Estado não dá absolutamente nada” a este “seguro”.

Aliás, a comentadora da TVI questiona-se mesmo se a “ministra sabe exatamente o que é a ADSE”, uma vez que a “considera uma entorse no Serviço Nacional de Saúde”.

Focando-se na forma como se sustenta a ADSE, a antiga ministra das Finanças lembra que são os funcionários públicos que a capitalizam, uma vez que as contribuições são atualmente de 3,5%, quando antes da troika eram 1,5% - "mesmo os aposentados descontam 13,5% da sua reforma".

Face ao exposto, Ferreira Leite considera que o “sistema tem a obrigação e deveria ser autossuficiente e só não é – e disso não tenho a certeza – caso as receitas provenientes das cotizações dos funcionários públicos estejam a ser desviadas para receitas do Estado”.

Vem logo a ideia de que é o privado a viver à conta do público, mas o público não terá de lhes dar dinheiro do Orçamento se lá estiver o dinheirinho dos descontos que as pessoas fizeram

E é só nesta perspetiva que a comentadora da estação de Queluz diz compreender a discussão e o conflito que está em aberto entre o Governo e as instituições privadas de prestação de cuidados de saúde.

O que a antiga líder do PSD quer que não se esqueça com toda esta discussão é que a ADSE é um “sistema de seguro em que as pessoas descontam todos os meses para lá e não é tão pouco quanto isso” e, por isso, é um “seguro caro”.

“E o Governo está em conflito porque quer impor às instituições privadas um determinado preço para as convenções que elas não estão para isso”, atira.

Com o fim das convenções a aproximar-se, tendo em conta a posição da José de Mello Saúde e a Luz Saúde, Ferreira Leite alerta para o que vai acontecer ao Serviço Nacional de Saúde: “É mais de um milhão de pessoas que cai no SNS. Se o SNS agora já não tem capacidade para os que lá estão, imagine para os que estão para vir”.

E assim, a comentadora deixa ainda uma farpa a Mário Centeno que hoje anunciou que o défice do ano passado ficou próximo de 0,6% do PIB: “Tem o défice em 0,6%, mas não pode dar nem mais um cêntimo à Saúde. O equilíbrio orçamental por si só não é virtuoso, como se vê pelo SNS”.

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