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"Os portugueses hoje pagam mais impostos porque ganham mais"

O ministro das Finanças disse hoje "ser falso" que tenha havido aumento de impostos nesta legislatura e afirmou que em 2019 as famílias pagarão menos mil milhões de euros de IRS do que em 2015.

"Os portugueses hoje pagam mais impostos porque ganham mais"

"Todos os portugueses sabem o que é um enorme aumento de impostos. E sabem que esse aumento aconteceu em 2012 e 2013. E sabem que, para o mesmo rendimento, o IRS pago em 2019 será mais de 1000 milhões de euros inferior ao de 2015", referiu Mário Centeno na sua intervenção inicial numa audição na Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa.

O governante afirmou, por isso, que "os portugueses hoje pagam mais impostos porque ganham mais, porque estão a trabalhar mais, porque as empresas dão mais lucro".

Esta afirmação suscitou comentários por parte de deputados da oposição, recordando que há outros impostos além do IRS e do IVA.

Neste contexto, precisou que, se forem tidas apenas as políticas do Governo, a evolução da receita dos três principais impostos (IVA, IRS e IRC) recuou em 1,9 mil milhões de euros. O aumento que efetivamente se registou e que ronda os 6,6 mil milhões de euros de receita resulta do crescimento económico.

Entre as medidas que contribuíram para este "alívio fiscal", Mário Centeno elencou a eliminação da sobretaxa, a reorganização dos escalões do IRS, a subida do mínimo de existência e a descida da taxa do IVA na restauração.

"Isto é exatamente o contrário de um colossal aumento de impostos, é falso que tenha havido um aumento de impostos nesta legislatura", sublinhou.

O ministro apontou alguns exemplos que ilustram a descida do IRS em 2019 face a 2015, referindo o caso de um casal com dois filhos e um salário de 660 euros cada e um rendimento anual de 18.480 euros, que este ano pagará menos 750 euros de imposto, ou de um casal com salários de mil euros em que a descida do imposto será de 481 euros

"Estes são casos concretos, de portugueses que pagam muito menos IRS em 2019 do que em 2015 e que não se deixam enganar pelos arautos das notícias falsas", precisou.

Nesta audição, o ministro considerou várias vezes que são falsas algumas ideias que têm sido veiculadas publicamente e falou mesmo em 'fake news' para falar sobre as críticas aos investimentos na saúde.

Mário Centeno fez ainda saber no Parlamento que o défice orçamental de 2018 ficou próximo de 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB), revendo em baixa a última estimativa.

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