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"Portugal não tem ponta por onde se pegue. É um peso para os portugueses"

Joaquim Jorge comenta o que classifica de “rombo no dinheiro público dos contribuintes portugueses na Caixa Geral de Depósitos”.

"Portugal não tem ponta por onde se pegue. É um peso para os portugueses"
Notícias ao Minuto

13:42 - 04/02/19 por Natacha Nunes Costa 

Economia Joaquim Jorge

Joaquim Jorge defende, esta segunda-feira, num artigo de opinião enviado ao Notícias ao Minuto, que “Portugal não tem ponta por onde se lhe pegue, é uma lástima e é um peso enorme para os portugueses. Porque quem nos governou desmantelou este país que se tornou inviável e sem saída continuando a andar aos trambolhões”.

As palavras do fundador do Clube dos Pensadores surgem perante o que classifica de “enorme rombo no dinheiro público dos contribuintes portugueses na Caixa Geral de Depósitos (CGD)”.

“Foram aprovados 80 créditos sem qualquer controlo que causaram perda de 769 milhões de euros; recomendações desfavoráveis das comissões de crédito de risco ignoradas provocando perdas de 48 milhões de euros; entre outros. Conclusão, os prejuízos para a CGD ascendem a 1.647 milhões de euros por gestão danosa”, destaca.

Para Joaquim Jorge não há dúvidas de que “somos um país de mansos, de distraídos, de cobardolas e de indiferentes, que nos deixamos governar e dirigir por este tipo de pessoas”, o que o deixa sem palavras perante “tanto compadrio, desleixo, desresponsabilização”.

O biólogo de profissão diz ainda que o caso da CGD é apenas mais um, porque o “anormal” em Portugal é não haver casos “lamentáveis” de corrupção.

“Não tenho dúvidas que em Portugal há gente séria, mas contam-se pelos dedos e cada vez é mais rara. Ser honesto, honrar a palavra e o compromisso, ser responsável pelos seus atos é algo em extinção. Quem o faz é lorpa, imbecil, néscio e palerma”, refere.

Joaquim Jorge explica ainda que estes rombos nos bancos portugueses “dariam com certeza para respeitar os professores, acalmar os enfermeiros, juízes e polícias, ter melhor SNS e ensino público” e que a gestão danosa da CGD é “mais um insulto ao comum dos portugueses que paga os seus impostos e faz imensa ginástica para chegar ao fim do mês com dinheiro no bolso”.

Já em jeito de conclusão, defende que quem permite que se empreste dinheiro de um banco público sem garantias “deveria ir preso” porque, parafraseando o escritor brasileiro Vinci Tadeu, ‘quem rouba, rouba seja de Direita ou de Esquerda é indiferente’”. Só é pena, escreve Joaquim Jorge, que o Ministério Público “não tenha mãos a medir, para cuidar da ordem e da lei”.

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