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Acordo com credores colocou Moçambique no caminho da recuperação

A consultora capital Economics considerou hoje que o acordo preliminar entre o Governo de Moçambique e os credores da dívida pública "colocou o país no caminho da recuperação gradual", mas alerta para um fraco crescimento.

Acordo com credores colocou Moçambique no caminho da recuperação
Notícias ao Minuto

09:37 - 03/02/19 por Lusa

Economia Capital Economics

"A negociação de um acordo entre Moçambique e os detentores dos títulos de dívida em incumprimento financeiro colocou o país no caminho da recuperação gradual, mas o crescimento será fraco até os novos projetos do gás estarem em funcionamento, em meados da próxima década", escrevem os analistas.

Numa análise a várias economias da África subsaariana, enviada aos clientes e a que a Lusa teve acesso, os analisas acrescentam que apesar de os juros da dívida terem caído em novembro, no seguimento do anúncio do acordo, "o país ainda não está livre de perigo, o nível de dívida continua precário e a economia nacional é fraca".

Na parte da análise que incide sobre Moçambique, os especialistas alertam que a política orçamental terá de continuar rigorosa neste e no próximo ano, o que, "juntamente com a fraca confiança, fará o país crescer abaixo de 4%" nestes dois anos.

A longo prazo, concluem, "a taxa de crescimento vai provavelmente acelerar", alimentada pelos projetos de desenvolvimento de gás natural, que continuaram apesar da crise da dívida.

Em 2016, na sequência da revelação de empréstimos não declarados por empresas estatais que tornaram a dívida pública insustentável e por haver indícios de corrupção, vários doadores internacionais cortaram o financiamento ao país, fazendo o país entrar em incumprimento financeiro.

Naquele que é conhecido como o caso das "dívidas ocultas", no valor de dois mil milhões de dólares, o ex-ministro das Finanças de Moçambique, Manuel Chang, três ex-banqueiros do Credit Suisse e um intermediário da empresa naval Privinvest foram detidos em diferentes países desde 29 de dezembro a pedido da justiça norte-americana.

De acordo com a acusação, as dívidas garantidas pelo Estado moçambicano entre 2013 e 2014 para três empresas de pesca e segurança marítima terão servido de base para um esquema de corrupção e branqueamento de capitais com vista ao enriquecimento de vários suspeitos.

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