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“Vai ser muito difícil encontrar a pistola fumegante” da CGD

O fundador do Bloco de Esquerda defende que não é mais uma comissão de inquérito que vai descobrir as formas de interferência e os responsáveis pela gestão danosa do banco público.

“Vai ser muito difícil encontrar a pistola fumegante” da CGD
Notícias ao Minuto

23:22 - 01/02/19 por Natacha Nunes Costa 

Economia Francisco Louçã

Francisco Louçã admitiu, esta sexta-feira, no seu espaço semanal na SIC Notícias, que o relatório da auditoria à Caixa Geral de Depósitos (CGD) divulgado na tarde de hoje “é interessante” e revela “bastante mais do que já se sabia”.

“O texto revela o que já se sabia, os grandes processos em que houve grandes perdas, mas revela bastante mais. Uma prática de não verificação do risco de muitas das operações, algumas nem sequer foram submetidas à avaliação de risco. E uma prática de prémios aos administradores e aos responsáveis, bastante leviana”, refere.

Contudo, para o fundador do Bloco de Esquerda, apesar desta auditoria e das três comissões de inquérito, vai ser difícil descobrir os responsáveis pela gestão danosa do banco público e as formas de interferência.

Encontrar a pistola fumegante de uma decisão sobre um determinado crédito, isso vai ser muito difícil”, garante, aproveitando para relembrar que o Parlamento pode “pressionar” para que sejam cumpridos os critérios, mas “não tem competência nem o poder legal para verificar a imputação de risco, nem para verificar como é que um processo é avaliado”.

Ainda sobre as comissões de inquérito, Louçã decidiu dar um puxão de orelhas à Assembleia da República. Para o bloquista não há dúvidas que “toda a gente aceitará a proposta da Comissão de Inquérito”. No entanto, “o Parlamento deve ter menos comissões de inquérito, provavelmente com menos deputados e com mais capacidade técnica de realização” porque ao realizar três comissões de inquérito sobre o mesmo objeto, “acabará por ser pouca conclusão para o muito que há que investigar”.

Já sobre a divulgação do relatório da auditoria à Caixa Geral de Depósitos, Francisco Louçã diz que foi um bom exemplo. “A CGD tem de deixar de ser um poço escuro no meio da nossa história e é um bom contributo para a transparência do sistema bancário que a CGD dê os exemplos. Não se pode tolerar nenhuma prática de facilidade, de interferência política, de manipulação de créditos", conclui.

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