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Angola cresce 2,2% e escapa de três anos seguidos de recessão

A consultora Fitch Solutions previu hoje que o crescimento da economia de Angola atinja os 2,2% em 2019, depois de ter enfrentado mais uma recessão de 0,8% do Produto Interno Bruto (PIB), em 2018, o terceiro consecutivo.

Angola cresce 2,2% e escapa de três anos seguidos de recessão
Notícias ao Minuto

09:11 - 30/01/19 por Lusa

Economia Fitch

"Estamos a prever um aumento na produção de petróleo, a principal exportação de Angola, que aumente o crescimento do PIB real de -0,8% em 2018 para 2,2% este ano", escrevem os analistas desta consultora detida pelo mesmo grupo que tem a agência de 'rating' Fitch.

"A recessão que dura há três anos foi desencadeada pela descida dos preços do petróleo e pela queda da produção de petróleo, cujo setor viu a qualidade dos ativos deteriorar-se significativamente, com o rácio de crédito malparado a ficar nos 26,7% em novembro do ano passado, o que compara com uma média de 10,4% registada entre 2014 e 2016", lê-se no relatório enviado aos investidores, e a a que Lusa teve acesso.

O Governo angolano anunciou na terça-feira que vai avançar com uma revisão do Orçamento Geral do Estado (OGE) deste ano "no primeiro trimestre", devido à "tendência baixista" do preço do barril do petróleo, que continua abaixo da previsão do Governo, estabelecida nos 68 dólares.

"Vamos entrar para o segundo mês do ano, estamos a analisar a situação e estamos numa posição de organizar já um Orçamento que tenha um preço de referência do petróleo, que não seja aquele que apresentamos em dezembro", disse Manuel Nunes Júnior, ministro de Estado para o Desenvolvimento Económico e Social de Angola.

Atualmente, a cotação do barril de petróleo no mercado internacional ronda os 60 dólares.

De acordo com o governante, a perspetiva da revisão do OGE de 2019, cuja versão em vigor estima receitas e fixa despesas em 11,3 biliões de kwanzas (32,2 mil milhões de euros), está expressa numa resolução entregue ao parlamento angolano aquando da discussão do proposta.

"Onde o Executivo deveria continuar a acompanhar a evolução do preço do petróleo no mercado internacional e caso a tendência baixista do preço do petróleo se mantivesse aí sim o executivo deveria aparecer com um Orçamento retificativo ou revisado", explicou.

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