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Vários elementos vão pressionar queda dos preços do petróleo

A Agência Internacional da Energia (AIE) sublinhou hoje que há diversos elementos que vão pressionar a descida dos preços do barril de petróleo, apesar dos compromissos da OPEP e dos parceiros no sentido de baixar a a produção.

Vários elementos vão pressionar queda dos preços do petróleo
Notícias ao Minuto

12:31 - 18/01/19 por Lusa

Economia AIE

No relatório mensal sobre o mercado petrolífero, a AIE mantém as previsões sobre a procura mundial, que depois de ter aumentado 1,3 milhões de barris por dia em 2018, deverá subir em 1,4 milhões este ano para uma média de 100,7 milhões diários.

Esta ligeira aceleração, em aparente contradição com o contexto de desaceleração económica global, explica-se pelo efeito da queda dos preços do barril, já que desde o 'pico' de 85 dólares para o barril de Brent em outubro o preço caiu para cerca de 50 dólares nas vésperas do Natal.

Desde então, o Brent voltou a superar a bareira dos 60 dólares, o que para a AIE responde ao compromisso de redução da extração da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP).

A extração da OPEP caiu 590.000 barris por dia em dezembro e a Arábia Saudita já anunciou que continuará a reduzir a produção.

Mas à vista do que ocorreu em dezembro está menos claro que outros parceiros e membros da OPEP também cumpram o acordo de redução da produção, como o México e sobretudo a Rússia, que no último mês do ano atingiu um novo valor recorde de 11,5 milhões de barris por dia.

Há outros sinais de que o reequilibrio do mercado será mais gradual do que os signatários do pacto de redução da produção quereriam, já que as exportações do Irão subiram ligeiramente para 1,3 milhões de barris por dia, mais do que o previsto pelo embargo norte-americano.

Entretanto, o ritmo da queda da produção da Venezuela desacelerou. Atualmente o decréscimo da produção da Venezuela é de 10.000 barris diários, em vez do de 40.000 da primeira metade de 2018.

Finalmente, em dezembro do ano passado a produção mundial foi de 100,6 milhões de barris por dia, menos que em novembro, mas mais 2,8 milhões do um ano antes.

Esta evolução deve-se em primeiro lugar ao inesperado e inédito aumento da produção dos Estados Unidos (2,1 milhões de barris diários adicionais em 2018), que em 2019 consolidará ainda mais a sua posição de maior produtor mundial com uma nova subida de 1,3 milhões de barris por dia, refere a AIE.

Pelo lado da procura, o aumento anticipado para este ano virá da China e da Índia, 62%, os dois gigantes emergentes asiáticos, e do mundo desenvolvido, essencialmente dos Estados Unidos.

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