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Delegações de alto nível dos EUA e China discutem comércio este mês

A próxima ronda de negociações de alto nível sobre o comércio entre a China e os Estados Unidos realiza-se em Washington entre 30 e 31 de janeiro, anunciaram hoje fontes oficiais.

Delegações de alto nível dos EUA e China discutem comércio este mês

Uma delegação chinesa liderada por Liu He, o vice-primeiro-ministro chinês encarregado dos assuntos económicos, desloca-se a Washington a convite do Representante do Comércio dos EUA, Robert Lighthizer.

Liu He participou já numa das reuniões, durante a ronda de diálogos que se realizou em Pequim, entre os dias 07 e 09 deste mês.

Tratou-se do primeiro frente-a-frente desde que, no início de dezembro, os Presidentes dos Estados Unidos e da China, Donald Trump e Xi Jinping, respetivamente, concordaram uma trégua de 90 dias, para encontrar uma solução para as disputas comerciais que ameaçam a economia mundial.

Mas analistas consideram que a decisão de Liu e Lighthizer de liderarem as delegações na próxima rondam indica que as discussões técnicas atingiram progresso suficiente para entrarem agora num nível mais alto.

Apesar de Trump ter escrito na rede social Twitter que a primeira ronda de diálogos "correu bem", as duas partes não abordaram ainda as divergências fundamentais, limitando-se a falar da promessa da China de comprar uma "quantidade substancial" de produtos agrícolas, energia, bens manufaturados e outros produtos e serviços dos EUA.

Mas Washington quer também "mudanças estruturais" na política chinesa para o setor tecnológico, mais acesso ao mercado ou melhor proteção da propriedade intelectual e o fim da ciberespionagem sobre segredos comerciais de firmas norte-americanas.

A próxima ronda de negociações deverá abordar reclamações mais complexas dos EUA sobre a política chinesa, na qual funcionários de nível mais baixo "não poderiam responder", argumenta Yu Chunhai, especialista em comércio da Universidade Renmin, em Pequim.

Liu vai provavelmente dizer aos funcionários norte-americanos o que é que a China "pode ou não pode fazer", acrescenta.

Os dois países aumentaram já as taxas alfandegárias sobre centenas de milhões de dólares de produtos de cada um.

Trump exigiu que a China ponha fim a subsídios estatais para certas indústrias estratégicas, à medida que a liderança chinesa tenta transformar as firmas do país em importantes atores em atividades de alto valor agregado, como inteligência artificial, energia renovável, robótica e carros elétricos, ameaçando o domínio norte-americano naquelas áreas.

Mas o Partido Comunista Chinês está relutante em abdicar dos seus planos, que considera cruciais para elevar o estatuto global do país.

Os líderes chineses querem ainda o fim das restrições sobre importação de tecnologia norte-americana para possível uso militar e queixam-se que o investimento chinês é discriminado nas revisões por motivos de segurança nacional.

"Este tipo de assuntos tem de ser discutido por funcionários de um nível mais alto", justifica Yu.

Nenhum dos lados revelou vontade de ceder nas suas principais posições, enquanto analistas consideram que o período de trégua é muito curto para resolver conflitos que perturbam as relações há duas décadas.

Desde que os líderes dos dois países concordaram com o período de trégua, a China reduziu as taxas alfandegárias sobre veículos importados dos EUA, retomou a compra de soja norte-americana e apresentou um projeto de lei para proibir a transferência forçada de tecnologia.

Trump suspendeu temporariamente o aumento, de 10% para 25%, das taxas alfandegárias sobre 200 mil milhões de importações oriundas da China.

Mas a relação entre a China e os EUA está cada vez mais tensa, com as disputas a irem para além de questões comerciais.

No início de dezembro passado, a diretora financeira da gigante chinesa das telecomunicações Huawei, Meng Wanzhou, foi detida, em Vancouver, a pedido dos Estados Unidos, por suspeita de que a Huawei tenha exportado produtos de origem norte-americana para o Irão e outros países visados pelas sanções de Washington, violando as suas leis.

A executiva aguarda agora que as autoridades norte-americanas apresentem um pedido formal de extradição.

Na quinta-feira, o jornal The Wall Street Journal revelou que procuradores norte-americanos estão a investigar se a Huawei usurpou segredos comerciais de empresas dos EUA.

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