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Novos trabalhadores da EMEF custam 1,8 milhões de euros por ano

Os 112 novos trabalhadores que entram para a EMEF custam 1,8 milhões de euros por ano, num total de massa salarial do grupo CP, que integra a empresa, de 130 milhões de euros.

Novos trabalhadores da EMEF custam 1,8 milhões de euros por ano
Notícias ao Minuto

15:34 - 14/12/18 por Lusa

Economia massa

Os números foram avançados pelo presidente da CP, Carlos Nogueira, que esteve hoje no Porto, numa cerimónia que assinala a contratação de 73 destes funcionários, que começam a trabalhar até ao final do ano.

Dos 112, 102 são novos e dez entram ao abrigo do PREVPAP - Programa de Regularização Extraordinária dos Vínculos Precários na Administração Pública e serão distribuídos pelas várias instalações da EMEF - Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário, por todo o país.

O secretário de Estado das Infraestruturas, Guilherme W. d'Oliveira Martins, salientou que "este reforço de trabalhadores por parte da EMEF vem demonstrar que há uma necessidade de investimento na manutenção ferroviária e a manutenção ferroviária abrange todos os tipos de material circulante".

"Estamos a falar dos urbanos, dos Alfa, dos diesel que são usados em várias linhas", referiu o governante.

Para a tutela, estas contratações, aprovadas em julho, irão permitir "uma nova capacidade para garantir que a circulação é feita sem supressões, sem qualquer tipo de problemas" e com a garantia que de que a segurança será máxima, de acordo com o secretário de Estado.

"Temos assistido a um desinvestimento forte no campo ferroviário e que se sente na idade do material circulante e na manutenção. Entre 2011 e 2015 tivemos uma redução de cerca de um terço da força laboral da EMEF. Estamos a falar em 1500 trabalhadores que passaram para 979 em 2015", referiu o governante.

"Houve um 'secar' da empresa, com o intuito de fazer uma privatização que nós não aceitamos e negamos desde a primeira hora", ressalvou o responsável, referindo que no final deste ano a EMEF terá no seu ativo 1022 trabalhadores.

Guilherme W. d'Oliveira Martins também comentou as sucessivas greves que têm afetado o setor ferroviário: "As greves são um exercício de direitos por parte dos trabalhadores, há reivindicações, há uma negociação em cima da mesa que respeita o acordo de empresa", salientou.

No dia 07 de dezembro, uma paralisação de vários sindicatos suprimiu a maioria dos comboios previstos para esse dia.

A tutela garantiu que está "sempre disponível para falar, negociar, encontrar vias de acordo e garantir que este esforço por parte dos trabalhadores do grupo CP tem o seu mérito e tem de ser valorizado. Este ano tem havido várias greves e tem havido cedências de parte a parte, faz parte do processo negocial", salientou o secretário de Estado.

Guilherme W. d'Oliveira Martins garantiu que os problemas em torno do material circulante, que complicaram a circulação de comboios nos últimos meses, estavam em resolução, recordando o concurso internacional que será lançado até ao final do ano, para a aquisição de 22 unidades.

O governante salientou que entre 2017 e o primeiro semestre de 2018, a Infraestruturas de Portugal aumentou o investimento em 80%.

O secretário de Estado garantiu também que o problema do Alfa para Braga, que tem funcionado com recurso a um transbordo, no Porto, para um suburbano, será resolvido em breve.

"Há um esforço de recuperação e quando chegam a uma idade de 15 anos têm que ser reformados. Nos dez Alfa que temos disponíveis reformamos seis. Neste esforço há sempre um Alfa que tem estado em manutenção, o que reduz a oferta", explicou o governante.

Guilherme W. d'Oliveira Martins confirmou ainda que o Governo está a analisar um projeto para um alargamento da linha ferroviária em Valongo, até Felgueiras, numa "extensão de cerca de 30 quilómetros", uma reivindicação de autarcas da zona.

"Requer um estudo aprofundado por parte do Governo e já se comprometeu que irá fazer este estudo no âmbito do programa de investimentos 2030, para a próxima década", informou.

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