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Precariedade no Porto de Setúbal estragou fim de ano à Autoeuropa

Um conflito laboral devido aos novos horários de laboração contínua marcou o ano de 2018 na Autoeuropa, mas foi a paralisação dos estivadores precários do Porto de Setúbal que mais problemas provocou à fábrica de automóveis de Palmela.

Precariedade no Porto de Setúbal estragou fim de ano à Autoeuropa
Notícias ao Minuto

09:00 - 13/12/18 por Lusa

Economia 2018

Num ano em que arrancou com a laboração contínua, para dar resposta ao elevado volume de encomendas do novo T-Roc, a Autoeuropa também já ultrapassou os 200 mil veículos, número superior ao anterior máximo de 138.890 veículos atingido em 1998.

O aumento significativo da produção obrigou a empresa a implementar novos horários que, inicialmente, foram muito contestados pelos trabalhadores, designadamente pela obrigatoriedade do trabalho ao sábado, e em meados deste ano, com a implementação da laboração contínua, por defenderem que o trabalho ao sábado e ao domingo deveria ser pago a 100% em cada um desses dois dias, quando a administração pretendia pagar apenas os sábados a 100%.

As negociações da Comissão de Trabalhadores com a administração da empresa permitiram ultrapassar divergências e alcançar um acordo que garantiu a laboração normal da fábrica ao sábado e ao domingo mediante o pagamento dos turnos efetuados ao sábado e ao domingo com um acréscimo de 100%, como ficou consagrado no acordo de empresa alcançado no passado mês de outubro e ratificado por mais de 73% dos funcionários da fábrica de Palmela.

Muitas vezes apontada como um exemplo, a Autoeuropa voltou a fazer jus a esse reconhecimento público ao conseguir reencontrar o caminho do diálogo e do consenso com um novo acordo laboral.

O conflito sobre os novos horários e a obrigatoriedade do trabalho ao fim de semana, que já tinha estado na origem da primeira greve por motivos laborais na fábrica, em 30 de agosto de 2017, não terá passado de um pequeno incidente se comparado com os prejuízos que a empresa sofreu nos últimos dois meses, devido à paralisação dos estivadores do Porto de Setúbal.

Por ironia, a fábrica da Volkswagen em Palmela, que não procedeu a nenhum despedimento coletivo e manteve todos os trabalhadores durante uma das maiores crises do setor automóvel a nível mundial, não consegue escoar a produção porque as empresas portuárias de Setúbal estão dependentes de mais de um centena de trabalhadores precários, contratados à jorna e sem quaisquer direitos.

Estes trabalhadores precários, que representam mais de 90% da mão-de-obra disponível no Porto de Setúbal, recusam apresentar-se ao trabalho desde o dia 05 de novembro, como forma de pressão para que lhes seja reconhecido o direito a um contrato de trabalho.

A recusa destes trabalhadores em se apresentarem ao trabalho, que tecnicamente nem pode ser considerada como uma greve, porque não têm qualquer relação contratual com as empresas do Porto de Setúbal, já inviabilizou a exportação de mais de 20.000 viaturas produzidas pela Autoeuropa.

Devido à paralisação do Porto de Setúbal, a Autoeuropa tem milhares de viaturas parqueadas na Base Aérea do Montijo, no âmbito de um acordo entre a Autoeuropa e a Força Aérea Portuguesa.

O recurso ao Porto de Leixões e aos portos espanhóis de Vigo e Santander não tem sido suficiente para escoar normalmente toda a produção da fábrica de Palmela, com todos os prejuízos de que daí decorrem para a empresa do grupo Volkswagen.

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