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Piketty propõe taxar multinacionais e fortunas para uma Europa mais justa

Um grupo de "progressistas europeus" liderado pelo economista francês Thomas Picketty apresentou um plano de democratização da Europa com um orçamento próprio, financiado através de um "enorme" aumento dos impostos às multinacionais, fortunas e emissões de carbono.

Piketty propõe taxar multinacionais e fortunas para uma Europa mais justa
Notícias ao Minuto

13:39 - 10/12/18 por Lusa

Economia Economista

"A Europa tem de construir um novo modelo para garantir aos seus cidadãos um desenvolvimento justo e duradouro", lê-se no manifesto publicado no domingo pelo jornal The Guardian e assinado por 50 economistas, políticos e historiadores de 12 países liderados pelo economista francês.

O objetivo é estabelecer um plano para contrariar as divisões, desencanto e desigualdade que alimentam o populismo de direita em rápido crescimento na União Europeia (UE), explicam.

"A nossa proposta baseia-se na criação de um orçamento para a democratização, a debater e votar por uma nova e soberana assembleia europeia [...] uma instituição pública capaz de lidar com as crises imediatamente e de produzir um conjunto de bens e serviços fundamentais no quadro de uma economia baseada na solidariedade", acrescentam, referindo medidas para lidar com as questões mais urgentes, como a pobreza, migrações, alterações climáticas e o chamado défice democrático.

Uma tal assembleia disporia de um orçamento de até 800 mil milhões anuais, financiados com um imposto extra de 15% sobre as grandes multinacionais, um aumento dos impostos sobre os salários superiores a 100.000 euros, um imposto sobre as fortunas superiores a 1 milhão de euros e o aumento das taxas às emissões de carbono, que devem ser no mínimo de 30 euros por tonelada.

O manifesto sustenta que a UE está num "impasse tecnocrático" que beneficia os mais ricos e defende "mudanças fundamentais" antes que, após a saída do Reino Unido, outros decidam abandonar o projeto europeu.

O documento sublinha a preocupação na Europa de evitar grandes perdas para os populistas antieuropeus nas próximas eleições para o Parlamento Europeu, em maio de 2019, e critica os movimentos que se dedicam a "caçar estrangeiros e refugiados" tanto quanto censura aqueles que defendem "um liberalismo primário e a ampliação da concorrência" a todas as esferas, sem perceberem que é "a falta de ambição social que gera o sentimento de abandono" junto dos cidadãos.

Além do economista francês, que se tornou internacionalmente conhecido com o livro "O Capital no Século XXI", sobre a desigualdade económica, subscreveram este manifesto o antigo primeiro-ministro italiano Massimo D'Alema, o cientista político belga e presidente da câmara de Charleroi, Paul Magnette, ou o conselheiro do antigo primeiro-ministro britânico Gordon Brown Michael Jacobs, entre outros.

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