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"É desejável encontrar soluções para um ciclo de consolidação" no Turismo

O presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT) reconhece que o Turismo em Portugal está "em fim de ciclo", defendendo soluções para, pelo menos, se enveredar por uma fase de consolidação.

"É desejável encontrar soluções para um ciclo de consolidação" no Turismo
Notícias ao Minuto

06:30 - 22/11/18 por Lusa

Economia APAVT

"Estamos em fim de ciclo. O que queremos debater com o setor são os caminhos do futuro. Isto é, os ciclos são os ciclos. Os ciclos económicos existem e, por isso, se chamam ciclos. Não é óbvio, nem é necessário que atrás de um ciclo de grande sucesso venha um ciclo de decrescimento. Mas sabendo todos que não vamos continuar a crescer como temos vindo a crescer, é desejável encontrarmos as soluções necessárias para que, pelo menos, tivéssemos um ciclo de consolidação. Isso seria importante", afirma Pedro Costa Ferreira à Lusa.

Ideias para soluções é o que Pedro Costa Ferreira espera que possam sair do 44.º Congresso Nacional da APAVT que começa hoje, em Ponta Delgada, nos Açores, e reunirá mais de 600 agentes do setor exatamente para debater 'os desafios do crescimento' do Turismo em Portugal.

Pedro Costa Ferreira já tinha afirmado à Lusa na quarta-feira, a propósito do congresso, que "os desafios não são poucos", enumerando alguns como o aeroporto de Lisboa esgotado, as companhias aéreas de baixo custo com uma quota de mercado já 'adulta', o facto de o alojamento local não poder, "certamente, ser aquilo que foi em Portugal nos últimos anos" e, finalmente, as condições externas que antes eram favoráveis a Portugal e "são hoje bem mais desfavoráveis".

Por exemplo, a concorrência de destinos que estão novamente em crescimento, como a Tunísia, o Egito e, sobretudo, a Turquia.

Questionado sobre a quota de mercado das companhias 'low-cost' (de baixo custo) em Portugal, o responsável da APAVT afirma ser de 30%.

"A grande verdade é que as 'low-cost' pelo seu relacionamento com o 'corporate' [segmento de viagens de negócios] dificilmente atingem, em mercados como o nosso, 'shares' superiores a 30%. E, portanto, elas já lá estão. (...) Em relação às 'low-cost', a grande questão é que estão com um 'share' de mercado que é maduro, que lhes pertence na atualidade e não encontramos muitos mercados - pelo menos similares ao nosso - onde os 'shares' de mercado das 'low-cost' sejam superiores", reforça Pedro Costa Ferreira.

Já quanto à construção da infraestrutura aeroportuária do Montijo, complementar ao aeroporto de Lisboa, assume-se mais preocupado do que estava há uns meses.

"Daquilo que nós conhecemos do processo, creio que já haverá uma negociação completada. Estamos é todos dependentes de um estudo de impacto ambiental, que tem de ser favorável ao projeto e que ainda não saiu", afirma.

"Estamos mais preocupados do que no verão porque é público e notório que estamos dependentes do transporte aéreo para que os turistas cheguem ao nosso destino e estamos com a maior porta de entrada, que é o aeroporto de Lisboa, fechada. Não passa mais gente do que aquela que já passou. Evidentemente que cada dia que passa - sabendo que quando fosse tomada uma posição nos esperam, pelo menos, quatro anos, até que, por exemplo, a solução do Montijo esteja operacional - é evidente que nos faz mais preocupados do que no dia anterior", refere.

No entanto, o presidente da APAVT refere que, neste caso, "todos" têm de fazer pressão "como um todo".

"Não é só o setor turístico, não é só o setor das agências de viagens, é a economia nacional como um todo que precisa de uma solução para o aeroporto de Lisboa seja efetivada", conclui.

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