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Acionista chinês da TAP abdica de controlo de companhia aérea

O conglomerado chinês HNA, acionista da TAP através da Atlantic Gateway, anunciou hoje que vai vender a sua posição maioritária na companhia aérea Urumqi Airlines, numa altura em que enfrenta problemas de liquidez.

Acionista chinês da TAP abdica de controlo de companhia aérea
Notícias ao Minuto

11:06 - 21/11/18 por Lusa

Economia enfrentar dívida

A empresa vai reduzir a sua participação na Urumqi Airlines de 70% para 30%. O governo de Urumqi, cidade no extremo noroeste da China, vai comprar a posição.

O grupo HNA tem vindo a alienar investimentos e a cancelar negócios, incluindo na indústria da aviação, que é parte fundamental da empresa.

No início deste mês, o grupo cancelou a compra de uma participação de 60% na companhia aérea chinesa Chongqing Western Airlines.

Segundo o jornal Financial Times, a empresa planeia ainda vender a Lucky Airlines, uma companhia aérea regional, a duas firmas estatais chinesas.

Este ano, a empresa falhou já o pagamento de uma dívida superior a 43 milhões de dólares (37 milhões de euros) contraída a um fundo de investimento chinês.

O HNA falhou já também em vários empréstimos constituídos junto de individuais, através de plataformas 'online' de financiamento direto (P2P, na sigla em inglês).

A entrada em incumprimento ocorre apesar do grupo ter vendido mais de 15 mil milhões de euros em ativos, este ano, visando enfrentar uma grave crise de liquidez.

Em Portugal, o HNA detém uma participação na Atlantic Gateway, consórcio que detém 45% da TAP. O Estado português é dono de 50% da TAP, estando os restantes 5% do capital nas mãos dos trabalhadores.

Uma das suas subsidiárias, a Capital Airlines, inaugurou em julho de 2017 o primeiro voo direto entre a China e Portugal. No entanto, pouco depois de celebrar o primeiro aniversário do voo, a empresa anunciou a sua suspensão.

O HNA, que detém ainda importantes participações em firmas como Hilton Hotels, Swissport ou Deutsche Bank, está já sob supervisão de um grupo de credores, liderado pelo Banco de Desenvolvimento da China.

Nos últimos anos, a alteração dos veículos de financiamento na China, do setor bancário formal para outros menos regulados, mas com altas taxas de juro, resultou numa vaga de incumprimentos por todo país e excesso de endividamento corporativo.

O grupo recusou revelar o nível de exposição da sua dívida a plataformas P2P e outros produtos no sistema financeiro informal.

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