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Banca, energia e telecomunicações concentram investimento angolano

O investimento direto de Angola em Portugal está concentrado nos setores de banca, energia e telecomunicações, grande parte através da empresária angolana Isabel dos Santos, que detém a Efacec e é acionista da operadora NOS.

Banca, energia e telecomunicações concentram investimento angolano
Notícias ao Minuto

08:15 - 19/11/18 por Lusa

Economia Efacec

O Presidente de Angola realiza entre 22 e 24 de novembro uma visita a Portugal, que inclui no primeiro dia uma sessão no parlamento e uma cerimónia nos Jerónimos.

Portugal tem captado investimento angolano nos últimos anos, com a maioria concentrada nos setores de energia, banca e telecomunicações. O setor de media chegou a ser uma aposta, mas nos últimos anos o investimento de Angola nesta matéria reduziu a sua exposição.

No setor da energia, a Sonangol detém uma participação indireta na Galp Energia, através da Amorim Energia. Isto porque a petrolífera angolana controla a Esperanza Holding, empresa que, conjuntamente com o grupo Amorim, detém a Amorim Energia, detentora de 33,34% da Galp Energia.

Por sua vez, a empresária angolana Isabel dos Santos, filha do antigo chefe de Estado, tem uma participação na Esperanza Holding, desconhecendo-se a posição.

Na banca, a Sonangol detém 19,49% do BCP, de acordo com os dados disponíveis no 'site' do banco português relativos a 30 de junho último.

Entre os investimentos de Angola em Portugal, os mais visíveis são os de Isabel dos Santos, que em outubro de 2015, através da sociedade Winterfell Industries, adquiriu a maioria do capital da Efacec Power Solutions, que opera nas áreas da engenharia, energia e da mobilidade, mas o seu interesse pelo mercado português vem de mais longe.

Nos últimos anos, Isabel dos Santos reforçou a sua 'posição acionista' no mercado português, nomeadamente em setores como as telecomunicações, onde tem uma participação na NOS - ainda tentou comprar a PT SGPS, atual Pharol, quando em 09 de novembro de 2014, através da Terra Peregrin, lançou uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre a totalidade das ações por 1,21 mil milhões de euros.

Tudo começou em 20 de dezembro de 2009, quando a empresária, através da Kento Holding Limited, ficou com 10% da ZON Multimédia. Em maio de 2012, a Unitel International Holdings B.V. adquiriu 19,24% da operadora, no âmbito de movimentações que tinham como cenário uma possível fusão com a Optimus, da Sonaecom, do grupo Sonae.

Em dezembro de 2012, a Sonaecom e Isabel dos Santos tornaram pública a operação de fusão, que viria a dar origem à NOS, operadora controlada pela ZOPT, de que são acionistas a empresária angolana e o grupo português liderado por Paulo Azevedo.

A empresária é ainda a maior acionista do EuroBic, controlado pelo BIC Angola, e do qual detém 42% do capital, após ter comprado uma parte do capital que pertencia ao empresário Américo Amorim.

O empresário português, já falecido, foi aliás, entre 2005 e 2010, o grande parceiro de negócios da filha mais velha de José Eduardo dos Santos, quer na área financeira (através do banco BIC), quer na Galp Energia.

Os investimentos de origem angolana estendem-se ainda ao setor dos media, com uma posição de 19,25% na Global Media, e à área desportiva, nomeadamente ao Sporting, com a Holdimo, liderado pelo empresário Álvaro Sobrinho, a deter 30% das ações da SAD.

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