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Angola e Total inauguram novo campo petrolífero em águas ultra profundas

Angola e a Total inauguraram hoje a prospeção de um novo campo petrolífero em águas ultra profundas operado pela petrolífera francesa, dando um novo impulso para a recuperação da economia angolana.

Angola e Total inauguram novo campo petrolífero em águas ultra profundas
Notícias ao Minuto

16:17 - 10/11/18 por Lusa

Economia Crude

Localizado a 250 quilómetros ao largo de Luanda, o projeto Kaombo é a maior operação de prospeção de petróleo lançada em Angola no "offshore" e que custou 16.000 milhões de francos franceses (14.000 milhões de euros).

O projeto Kaombo, o nome de um tipo de malagueta muito utilizado em Angola, com um sabor intenso, colocou grandes desafios geológicos e técnicos aos especialistas, segundo a petrolífera francesa.

Este projeto localiza-se no Bloco 32, no Oceano Atlântico, na região central e sudeste do bloco, a uma profundidade entre 1.400 e 1.950 metros, sendo que o crude será bombeado de seis campos, com reservas estimadas de 658 milhões de barris, espalhados por 800 quilómetros quadrados, o equivalente à área de Paris.

As reservas de crude vão ser produzidas através de uma das maiores redes submarinas do mundo, ligadas à superfície, pela primeira vez no caso da Total, e por duas embarcações (Kaombo Norte e Kaombo Sul), cada uma com mais de 300 metros de comprimento e que foram convertidas com torre de sustentação, possuindo uma capacidade de produção conjunta de 230.000 barris diários, isto é, 15% da produção atual do país para reservas totais estimadas em 660 milhões de barris.

A rede, com mais de 300 quilómetros de tubos, o que constitui o recorde mundial, foi colocada a 2.000 metros de profundidade para elevar os hidrocarbonetos para a superfície.

O projeto francês liderado pelo grupo, em parceria com a Sonangol de Angola, SSI (Sonangol Sinopec e chinês), Esso (EUA) e Galp (Portugal), é "uma oportunidade" para a recuperação e o desenvolvimento da economia angolana, segundo as autoridades do país.

O presidente executivo da Total, Patrick Pouyanné, afirmou aos jornalistas, durante a inauguração, que Angola "vai manter a produção nos próximos anos".

"Há uma dinâmica muito positiva, os preços do petróleo estão mais altos e a disposição do Governo angolano para favorecer a indústria do petróleo é bem-vinda", salientou o gestor.

A Total é o operador do Bloco 32, com uma participação de 30% e em parceria da Sonangol P&P (30%), Sonangol Sinopec Internacional (20%), Esso Exploration and Production Angola (Overseas) Limited (15%) e a Galp Energia (5%).

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