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Efacec quer entrar no mercado asiático 'à boleia' da Fórmula E

A Efacec quer entrar no mercado asiático e vai apoiar a equipa chinesa DS Techeetah Formula E Team, detentora do título de corridas elétricas Fórmula E, graças a um acordo com a empresa China Media Capital.

Efacec quer entrar no mercado asiático 'à boleia' da Fórmula E
Notícias ao Minuto

09:12 - 03/10/18 por Lusa

Economia Empresas

O nome da empresa portuguesa é um dos que decora o carro de 2.ª geração da equipa, fabricado pela francesa DS Automobiles, que vai ser apresentado no 'Mondial Paris Motor Show', que abre ao público na quinta-feira e decorre até 14 de outubro no Parque de Exposições da Porta de Versalhes, na capital francesa.

"Isto é uma porta de entrada para o mercado asiático, para novas parcerias, para novos desenvolvimentos em tecnologia -- o que quer que eles sejam, mas desde logo os da mobilidade elétrica, é evidente --, mas tudo isto é um manancial de oportunidades que nós queremos explorar desde o primeiro minuto", disse à Lusa, em Paris, Ângelo Ramalho, o presidente executivo (CEO) da Efacec.

O veículo vai ser usado na 5.ª temporada da Fórmula E, conhecida como "a fórmula 1 dos carros elétricos", que se inicia em dezembro e que pretende ser uma rampa de lançamento da marca portuguesa nos mercados asiáticos.

A parceria surge após a conclusão de um acordo com a China Media Capital (CMC), que detém a equipa DS TECHEETAH Formula E Team e que investe em áreas de negócio ligadas às novas tecnologias, aos 'media' e ao desporto.

"A Fórmula E não aconteceu hoje, já vinha de trás, tem toda uma herança de compromissos. A Efacec entrou hoje e vai construir novos compromissos dentro da Fórmula E, nomeadamente na carga desses veículos, mas esse é um processo que ainda não é hoje. É um processo evolutivo, trata-se de um contrato a três anos, começa em 2019", acrescentou Ângelo Ramalho.

O CEO da Efacec sublinhou que se está com "toda a antecedência a começar a construir uma relação" e que "a Fórmula E é uma plataforma de desenvolvimento de negócio" não apenas no setor da mobilidade elétrica, mas também nos setores da energia e do ambiente em que a empresa opera.

A Efacec -- que se apresenta como líder mundial e pioneira em soluções de carregamento ultra-rápido para veículos elétricos -- encara a Fórmula E não como "uma plataforma exclusiva para a mobilidade elétrica", mas como "uma plataforma além da mobilidade elétrica", reiterou Ângelo Ramalho.

Apesar de a mobilidade elétrica ser uma aposta da Efacec, que "valia nove milhões de euros em 2016, vai valer cerca de 40 milhões de euros em 2018 e espera-se que atinja cerca de 100 milhões de euros em 2020", a empresa quer ir "muito além disso e procurar formas de responder a desafios de mercado".

O CEO da empresa disse que a parceria chinesa pretende, ainda, a projeção e posicionamento da Efacec no mundo como "uma marca de tecnologia", lembrando que a marca tem "referências em mais de 90 mercados e contactos regulares com mais de 60 mercados".

"A componente China, a componente Ásia é de facto uma novidade ou uma novidade a referenciar. É um mercado onde não estamos presentes -- ou as presenças que temos tido são presenças esporádicas -- e o que queremos é construir uma presença estruturada, sustentável, reconhecendo que a China é um significativo mercado para a mobilidade elétrica", continuou.

A China representa "metade do mercado da mobilidade elétrica no mundo", ao nível de veículos e carregadores elétricos, dispondo, no final de 2017, de mais de 400 mil estações de carregamento.

Numa primeira etapa, a Efacec vai procurar, "parcerias locais para produzir a partir dos mercados asiáticos produtos que sejam do 'portfolio' da Efacec".

Numa segunda fase, a empresa quer expandir-se para o mercado asiático "como um destino em si próprio em que os produtos Efacec se projetam no mercado asiático e na China em particular", sejam eles "fabricados localmente ou a partir das bases na Europa, em particular em Portugal".

A expansão para os mercados asiáticos deve implicar recrutamentos -- além dos 700 postos que foram anunciados, em 2016, para o período de 2018-2020 --, porque "quando se materializar o projeto da expansão para os mercados asiáticos" já se está "para além de 2020".

"O objetivo é recrutar mais porque temos mais negócio, mais atividade, mas como não sabemos quanto, não vale a pena eu estar-lhe a antecipar e a fazer futurologia sem ter dados concretos", afirmou Ângelo Ramalho quando questionado sobre o número de postos de trabalho que a expansão poderá envolver.

A Efacec participa em vários principais projetos de mobilidade elétrica a nível mundial, nomeadamente o Electrify America (que prevê um investimento de dois mil milhões de dólares nos próximos 10 anos em infraestruturas de carregamento nos Estados Unidos), o consórcio europeu de fabricantes de automóveis (que vai instalar 400 estações de carga de grande potência nas principais autoestradas da Europa) e ganhou um projeto internacional para a construção do metro de Odense, na Dinamarca.

Fundada em 1948, a Efacec opera nos setores da energia, engenharia e mobilidade e, em outubro de 2015, passou maioritariamente (66,1% do capital) a ser detida pela Winterfell Industries, empresa cuja principal acionista é a empresária angolana Isabel dos Santos.

O Grupo Efacec está presente na Europa, Estados Unidos da América, América Latina, Ásia, Magrebe e África do Sul.

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