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Mario Draghi pede "maior integração" no setor bancário

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, pediu hoje uma maior integração dos mercados financeiros e do setor bancário na Europa.

Mario Draghi pede "maior integração" no setor bancário
Notícias ao Minuto

17:52 - 19/09/18 por Lusa

Economia BCE

O responsável, que falava num colóquio em Berlim, salientou que "a integração dos mercados e, em especial, dos mercados financeiros, ajuda a repartir riscos entre os países".

Para o presidente do BCE, citado pela agência EFE, o primeiro passo neste sentido é impulsionar a integração dos mercados de capitais no continente europeu, para que os investidores possam diversificar as suas atividades em caso de crise, e o segundo passo passa pela integração da banca, que permite uma maior flexibilidade nos créditos caso haja uma recessão.

"Como os bancos locais estão normalmente muito expostos à economia doméstica, se esta cair são afetados e acabam por agravar a situação de todos os setores", explicou Draghi.

O presidente do BCE acredita que, "se os bancos trabalharem de maneira transnacional, podem compensar as suas perdas com ganhos em outras regiões e continuar a conceder crédito".

Draghi detalhou que, nos EUA, 70% das crises locais são absorvidas pelos mercados financeiros, mas que na União Europeia isto só acontece em 25% dos casos, porque a integração é demasiado baixa.

"Explicando de outra maneira, esta é uma das razões pelas quais a nossa crise foi tão persistente e muitos países registaram discrepâncias económicas", salientou o líder do BCE.

Draghi quer que se faça frente aos obstáculos que impedem uma integração mais profunda: "Já demos passos importantes nessa direção com a criação de uma supervisão bancária europeia e das regras comuns para um mecanismo de resolução único. Mas ainda falta muito trabalho", salientou.

Entre as prioridades do responsável está a redução dos impedimentos para que a banca possa trabalhar sem fronteiras, e que Draghi diz estarem relacionados com o facto de "o mecanismo de resolução dos bancos estar incompleto".

O presidente do BCE acredita que só com uma "repartição dos riscos públicos" haverá menos incentivos a limitar os fluxos de capitais.

Na terça-feira, Mario Draghi insistiu que depois da crise económica houve avanços na regulação bancária, mas apelou aos Estados-membros para progredirem na integração para a união bancária para reduzir riscos no futuro.

Draghi mostrou-se "convencido" de que se darão "passos importantes" naquela direção e considerou "essenciais" medidas como a da harmonização bancária e a criação de um mecanismo eficaz de garantia dos depósitos.

Apesar dos avanços registados, Draghi sublinhou que "são necessários mais esforços se se quiser recolher os frutos de um mercado integrado que permita partilhar os riscos no setor privado e melhorar a estabilidade macroeconómica da união monetária".

Numa conferência sobre supervisão bancária em Paris, Draghi considerou que a exposição das entidades europeias à dívida duvidosa é "ainda superior" à da dos Estados Unidos, apesar de ter diminuído "à medida que se produziu um reforço da economia" suportado pela ação do BCE.

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