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Modernização permite enfrentar melhor riscos da automação, diz ministro

O ministro do Trabalho considerou hoje que, apesar dos "riscos" de perda de empregos associados à digitalização e à automação, Portugal "tem condições mais favoráveis" do que no passado devido ao "processo de modernização da economia" nacional.

Modernização permite enfrentar melhor riscos da automação, diz ministro
Notícias ao Minuto

15:03 - 18/09/18 por Lusa

Economia Vieira da Silva

"Portugal tem condições mais favoráveis do que noutras transformações tecnológicas para sustentar o dinamismo da criação de emprego, porque as transformações tecnológicas têm sido acompanhadas de um processo de modernização da nossa economia", afirmou Vieira da Silva à margem de um fórum da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) dedicado aos postos de trabalho do futuro, que decorre hoje e quarta-feira no Porto.

Segundo admitiu o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, "as transformações tecnológicas sempre trouxeram riscos associados à manutenção ou criação de empregos", mas "em geral os progressos tecnológicos criam mais empregos do que os que destroem".

"Será que na era da digitalização e da automação o mesmo vai acontecer", questionou, considerando tratar-se de uma "realidade complexa", na qual, por exemplo, "não há nenhuma garantia que as regiões que assistem à destruição de emprego sejam as mesmas que assistem à sua criação".

"Hoje o paradigma está a mudar. Se a evolução tecnológica gera novas fontes de assimetrias, também oferece recursos e ferramentas que, se bem utilizados, podem contribuir para diminuir estas desigualdades. Vivemos num momento que constitui uma nova oportunidade para o reequilíbrio das assimetrias regionais e que oferece possibilidades para as regiões reinventaram a sua orientação estratégica e as suas competências", afirmou o governante.

Lamentando o facto de Portugal não estar entre os países analisados por um estudo apresentado hoje pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) sobre o risco da automação do trabalho - no qual se alerta que o crescimento da automação nas empresas pode pôr em risco postos de trabalho, sobretudo em regiões onde a taxa de desemprego já é elevada -- Vieira da Silva destacou que o país está, atualmente, "a viver um período de enorme recuperação de emprego", no qual a região Norte tem assumido um papel de liderança.

"O Norte é a região que lidera este processo de criação de emprego: ao longo dos últimos três anos, desde o final de 2015 até ao segundo trimestre de 2018, mais de 40% do emprego foi criado na região Norte, o que significa que este processo de recuperação tem sido bem assumido pela região e pelas suas sub-regiões", sustentou.

Aliás, disse, as indústrias exportadoras da região Norte têm mesmo sentido "dificuldades de contratação" de novos quadros, já que são "empresas com uma forte capacidade de inovação e competitividade".

Relativamente à precariedade do emprego criado, o ministro admitiu que "Portugal e a região Norte têm uma taxa de empregos atípicos mais elevada do que a média dos países da OCDE", mas salientou que, "nos últimos anos, essa criação de emprego tem tido uma forte participação de empregos permanentes", sendo que "mais de três quartos" dos 315 mil empregos líquidos criados desde o final de 2015 até ao segundo trimestre de 2018 "é emprego sem termo".

"Portugal tem uma taxa demasiado elevada, excessiva, de contratos ditos precários, e por isso mesmo foi aprovado pelo Governo e na generalidade na Assembleia da República uma lei que tem um conjunto de mudanças no sentido de reduzir as condições em que é possível criar empregos precários, incentivando em alternativa a criação de empregos permanentes", sustentou.

Contudo, ressalvou Vieira da Silva, "não é verdade" que a precariedade tenha vindo a crescer em Portugal, "mesmo num período de forte criação de emprego onde por regra os primeiros empregos que se criam são temporários": "A realidade do mercado de trabalho hoje em Portugal não está a ter essas características, ainda que, particularmente nos jovens, o peso dos contratos a termo, dos falsos recibos verdes ou de outras formas de trabalho temporário tem uma dimensão que é claramente excessiva", disse.

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