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TAP nota "impasse" do sindicato dos tripulantes em votar novo AE

O presidente executivo da TAP, Antonoaldo Neves, notou hoje o "impasse" que existe no processo do novo acordo de empresa com os tripulantes de cabine, porque a direção do sindicato já aceitou o acordo, mas não o sujeitou a votação.

TAP nota "impasse" do sindicato dos tripulantes em votar novo AE
Notícias ao Minuto

20:36 - 13/09/18 por Lusa

Economia Presidente executivo

"Chegámos a um acordo. O que eu acho agora é que há um impasse, não no acordo, mas na decisão de o sindicato convocar a assembleia [geral de associados], que é estratégia do sindicato e não posso comentar", explicou o CEO aos jornalistas, depois de uma audição parlamentar.

O dirigente garantiu que o Acordo de Empresa (AE) "está celebrado, foi pactuado, foram feitas cedências", e lembrou que a TAP e a direção do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC)já tinham acordado numa outra versão do documento, que os associados chumbaram em assembleia.

Antonoaldo Neves relatou ter pedido para ver os temas que tinham levado ao chumbo e garantiu que "cedeu tudo e não pediu nada".

"Disse que tinha chegado o momento para encerrar a questão e que tinha passado dos limites. Mas, às vezes, é preciso passar dos limites para poder conquistar uma paz social e, pela segunda vez, a direção do sindicato aceitou o acordo e agora tenho uma dificuldade muito grande em compreender por que o acordo não é levado para votação na assembleia", disse.

Aos deputados da Comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas, o homem forte da transportadora aérea repetiu, por várias vezes, que havia acordo com o SNPVAC e manifestou uma "tristeza enorme" que os tripulantes não usufruam das condições que a TAP apresentou.

Antonoaldo Neves afirmou que as discussões de aumentos salariais até 2023 estavam incluídas na negociação do novo acordo e instou o SNPVAC a clarificar se quer continuar este processo ou abrir um novo.

"É uma questão de palavra, uma questão de honrar o que está comprometido", declarou o responsável, considerando que o novo acordo de empresa "é muito melhor" para os tripulantes, ao contemplar "mais dias de folga e melhores condições de parentalidade".

Na intervenção inicial, tinha referido que faltava chegar a acordo com um dos 15 sindicatos que representam os trabalhadores da TAP, o SNPVAC.

Em novembro de 2017, o SNPVAC questionou, em carta aberta, o primeiro-ministro, António Costa, sobre a denúncia do Acordo de Empresa.

O sindicato perguntou ao chefe de Governo sobre o desrespeito pelas "proteções laborais garantidas pelo anterior executivo", em 24 de dezembro de 2014, e se aceita que, ao contrário do que se encontra previsto na Constituição e no Código do Trabalho, "exista discriminação entre trabalhadores, resultado de convicções políticas ou ideológicas".

"Consideramos que as respostas a estas questões colocam um ponto final sobre a posição do Governo quanto à precariedade no trabalho e à contratação coletiva, bem como à paz laboral na TAP", escreveu o sindicato independente.

Dias antes, o então presidente executivo da TAP, Fernando Pinto, já tinha comunicado, numa carta enviada aos tripulantes, que o AE em vigor não tinha condições para ser mantido "nos seus termos atuais", justificando que "muitas das suas regras estão desajustadas face à realidade" e "outras são utilizadas de forma abusiva por alguns, com prejuízo de todos".

A agência Lusa aguarda uma posição do sindicato às declarações feitas hoje.

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