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Previsões: Medidas protecionistas não são ainda razão de revisão em baixa

O comissário europeu dos Assuntos Económicos disse hoje que as medidas protecionistas tiveram, até ver, um "impacto limitado" e não são a razão da ligeira revisão em baixa do crescimento da economia europeia, mas advertiu que tal pode mudar.

Previsões: Medidas protecionistas não são ainda razão de revisão em baixa
Notícias ao Minuto

10:57 - 12/07/18 por Lusa

Economia Moscovici

Pierre Moscovici falava, em Bruxelas, na conferência de imprensa de apresentação das previsões económicas intercalares de verão da Comissão Europeia, que reviu hoje em ligeira baixa o crescimento da economia europeia para este ano, antevendo que abrande para os 2,1% na zona euro e na União Europeia, quando na primavera antecipava 2,3%.

"É importante sublinhar que estas previsões, relativamente favoráveis, ainda assim, estão expostas a riscos negativos que não queremos subestimar. E, claro, o risco principal relaciona-se com o comércio", disse, aproveitando a ocasião para fazer um "parêntesis" sobre as disputadas comerciais provocadas pelos Estados Unidos.

"O impacto das medidas protecionistas já postas em prática foi limitado, e por isso não vamos argumentar que essa é a explicação principal da ligeira revisão em baixa, mas o risco de escalada está bem presente, e se se materializar, o que ainda não é o caso, pode ter impacto no crescimento, não só das economias europeias, mas também dos nossos parceiros comerciais, a começar pelos EUA", declarou.

Voltando ao assunto numa fase mais adiantada da conferência de imprensa, reforçou que "as tensões comerciais estão no centro da avaliação de risco" levada a cabo por Bruxelas, e sublinhou que as previsões macroeconómicas de hoje têm em consideração as medidas protecionistas já implementadas, mas "várias medidas adicionais estão a ser consideradas e poderiam provocar retaliações se implementadas", com inevitáveis riscos de consequências negativas para as economias dos países envolvidos.

Moscovici reiterou que "as guerras comerciais não produzem vencedores, apenas vítimas" e considerou que seguir esse caminho "não é razoável nem racional".

Depois de nos dois anteriores exercícios de previsões macroeconómicas -- as do inverno (em fevereiro) e da primavera (em maio) -- ter antecipado um crescimento do PIB de 2,3% este ano tanto no espaço da moeda única como no conjunto da União Europeia, o executivo comunitário, nas suas previsões intercalares de verão hoje divulgadas, indica que "após cinco trimestres consecutivos de expansão vigorosa, a dinâmica económica abrandou no primeiro semestre de 2018", levando a uma revisão em baixa de 0,2 pontos percentuais.

Embora acredite que "a dinâmica de crescimento se fortaleça de alguma forma durante o segundo semestre do ano", e que continuam a estar reunidas "as condições fundamentais para um crescimento económico sustentado", com as perspetivas de "uma melhoria das condições do mercado de trabalho, um declínio do endividamento das famílias, e a manutenção de uma elevada confiança do consumidor e de uma política monetária que apoia", Bruxelas adverte, todavia, para a "crescente incerteza".

"Ainda que o recente desempenho económico robusto já tenha dado provas de resiliência, as previsões continuam à mercê de riscos negativos significativos, que aumentaram desde a primavera", adverte Bruxelas, apontando então em concreto para a ameaça de escalada das tensões comerciais, iniciadas pela administração norte-americana liderada por Donald Trump, que hoje mesmo se encontra em Bruxelas, para a cimeira da NATO.

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