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Calçado: Empresas portuguesas faturaram quase dois terços no estrangeiro

Quase dois terços do volume de negócios da indústria portuguesa de calçado em 2016 teve origem no mercado externo, pertencendo uma em cada cinco destas empresas ao setor exportador, segundo uma análise do Banco de Portugal (BdP) hoje divulgada.

Calçado: Empresas portuguesas faturaram quase dois terços no estrangeiro
Notícias ao Minuto

15:14 - 09/07/18 por Lusa

Economia BdP

De acordo com a "Análise Setorial da Indústria do Calçado 2012-2016", em 2016 o mercado externo originou 63% do volume de negócios gerado pela indústria do calçado, um peso 17 pontos percentuais superior ao do conjunto das indústrias transformadoras e 42 pontos percentuais acima do registado no total das empresas.

Segundo o BdP, adicionalmente, o mercado externo contribuiu mais do que o interno para o crescimento homólogo do volume de negócios do setor em estudo: 1,7 e 1,4 pontos percentuais, respetivamente.

Nesse ano, a indústria do calçado apresentou um saldo de transações de bens e serviços com o exterior positivo, numa proporção equivalente a 46% do volume de negócios, um valor superior ao saldo de 17% das indústrias transformadoras e ao saldo de 1% do total das empresas, numa situação que o banco central diz ter-se verificado "ao longo de todo o período 2012-2016".

Em 2016, uma em cada cinco empresas da indústria do calçado pertencia ao setor exportador (o que compara 15% nas indústrias transformadoras e 6% no total das empresas), tendo as empresas do setor exportador sido responsáveis por 76% do volume de negócios gerado pelo setor do calçado (contra 71% nas indústrias transformadoras e 34% no total das empresas).

O perfil hoje divulgado pelo BdP aponta que, em 2016, o setor do calçado integrava cerca de 2.100 empresas, metade das quais eram microempresas, destacando-se as pequenas e médias empresas quer em volume de negócios, quer em número de pessoas ao serviço.

Tal significa que nesse ano 0,5% das empresas em Portugal desenvolviam a sua atividade na indústria do calçado, representativas de 1,7% das pessoas ao serviço e 0,8% do volume de negócios do total das empresas.

No agregado das indústrias transformadoras, a indústria do calçado representava 5% das empresas, 3% do volume de negócios e 7% do número de pessoas ao serviço, tendo em 2016 sido criadas 11 novas empresas por cada dez que cessaram atividade no setor.

Os distritos do Porto e de Aveiro agregavam o maior número de empresas do setor (44% e 37%, respetivamente) e cerca de três quartos do volume de negócios e das pessoas ao serviço no setor estavam associados a empresas com sede nestes distritos.

"Aveiro destacava-se ainda na medida em que 4% do volume de negócios e 8% das pessoas ao serviço das empresas aí sediadas estavam ligadas à indústria do calçado", nota o BdP.

Em 2016, o volume de negócios da indústria do calçado aumentou 3,1% (acima dos 2,1% no total das empresas e 0,8% nas indústrias transformadoras), mas os resultados antes de impostos, juros, amortizações e depreciações (EBITDA) do setor diminuíram 5% (aumento de 7% no total das empresas e de 2% nas indústrias transformadoras).

Esta quebra do EBITDA é atribuída ao aumento de 3,5% dos gastos da atividade operacional, "em grande medida" devido ao crescimento de 5% dos gastos com o pessoal, e essencialmente às variações negativas nas PME e grandes empresas.

Quanto à rendibilidade dos capitais próprios da indústria do calçado, em 2016 diminuiu dois pontos percentuais em relação a 2015, para 9%, e ficou pela primeira vez no período 2012-2016 abaixo da rendibilidade das indústrias transformadoras (10%), mas ainda assim acima da do total das empresas (8%).

No que se refere à situação financeira das empresas de calçado, evidenciavam uma autonomia financeira superior à do total das empresas, sendo seis em cada dez euros do seu ativo financiados por capitais alheios (contra sete euros no total das empresas).

Ainda assim, metade das empresas do setor apresentava autonomia financeira inferior a 27% e uma em cada cinco tinha capitais próprios negativos, representando a dívida remunerada 38% do passivo do setor, peso inferior ao verificado nas indústrias transformadoras e no total das empresas.

Em 2016, o passivo da indústria do calçado aumentou 2%, menos do que o aumento de 7% observado nas indústrias transformadoras, e o rácio de crédito vencido situava-se em 13,8%, superior ao registado nas indústrias transformadoras e no total das empresas (9,3% e 13,5%, respetivamente).

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