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Novo Banco quer emitir até 400 milhões de dívida

O Novo Banco inicia hoje um roadshow para a emissão de até 400 milhões de euros em dívida subordinada e para uma oferta de aquisição e de troca de obrigações sénior do grupo, foi hoje anunciado.

Novo Banco quer emitir até 400 milhões de dívida
Notícias ao Minuto

10:25 - 22/06/18 por Lusa

Economia Roadshow

"O Novo Banco inicia hoje o 'roadshow' para emissão de até 400 milhões de euros de instrumentos de dívida subordinada, assim como uma oferta de aquisição e de troca de obrigações sénior do grupo. Estão agendadas reuniões com investidores institucionais em Lisboa e Londres", segundo um comunicado do banco liderado por António Ramalho.

A operação do banco tem como "prioridade" a troca de obrigações sénior, com um valor mínimo indicativo de 250 milhões de euros, o adicional em 'cash' para detentores de obrigações cuja procura exceda a oferta e a "colocação em mercado das restantes obrigações com um montante mínimo de 100 milhões de euros".

"A troca das obrigações sénior por instrumentos de dívida subordinada e a aquisição dessas obrigações permitirá ao Novo Banco melhorar a sua estrutura de capitais otimizando os seus rácios de total capital e ajustar a sua estrutura de financiamento com redução de encargos com juros", assegura a instituição.

A operação terá o montante de troca definido em 28 de junho e será concluída em 29 de junho.

Segundo o comunicado, o Novo Banco assegura que "não pretende efetuar mais recompras de obrigações sénior através de operações 'open market', ofertas de aquisição ou ofertas de troca das obrigações sénior nos próximos 24 meses".

Desta forma, considera o Novo Banco, "a oferta confere aos detentores das obrigações que sejam elegíveis uma alternativa de liquidez antes da data de maturidade das obrigações abrangidas pela oferta e/ou oportunidade de reinvestimento em novos instrumentos de dívida subordinada a ser emitida pelo banco".

Está emissão de dívida serve para reforçar o capital do Novo Banco e foi acordada aquando da sua venda ao fundo de investimento Lone Star, em outubro de 2017.

Segundo o acordo com a Comissão Europeia, caso não consiga ser colocada junto de investidores privados, o Fundo de Resolução (entidade que consolida nas contas públicas) terá de ficar com os títulos que o mercado não subscrever.

Já na quinta-feira, a Caixa Geral de Depósitos (CGD) emitiu 500 milhões de euros em dívida 'tier2' a uma taxa de 5,75%, a última etapa do reforço do capital do banco público, acordado entre o Estado português e a Comissão Europeia em 2017 e que ascende a cerca de 5.000 milhões de euros.

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