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Sindicato quer igualdade salarial para trabalhadores do Grupo EVA

A equiparação salarial de trabalhadores com o mesmo serviço, que pertencem a empresas distintas do mesmo grupo empresarial, é a principal reivindicação que os sindicatos vão fazer quinta-feira frente à EVA Transportes, em Faro, disse hoje fonte sindical.

Sindicato quer igualdade salarial para trabalhadores do Grupo EVA
Notícias ao Minuto

15:58 - 13/06/18 por Lusa

Economia Transportes

A concentração em frente ao terminal rodoviário da EVA, em Faro, vai marcar o primeiro de dois dias de greve convocados pelas estruturas sindicais para reivindicar a igualdade salarial de "cerca de 200 trabalhadores" de quatro empresas do Grupo EVA, que pertence por sua vez ao Grupo Barraqueiro, disse à agência Lusa Paulo Silva, coordenador no Algarve do Sindicato dos Transportes Rodoviários Urbanos de Portugal (STRUP), que convocou o protesto,

A mesma fonte disse que, atualmente, as escalas de serviço são feitas com trabalhadores de todas as empresas, mas estas "têm formas de pagamento diferente, embora o trabalho seja igual para todos".

"Quando sai a escala, aparece o serviço e o trabalhador é escalado independentemente das empresas a que pertence, mas se esse trabalhador for da EVA e se fizer esse serviço todo o mês, ganha quase mais 200 euros por mês do que os colegas das outras três empresas do grupo", precisou.

Entre as desigualdades, esclareceu ainda Paulo Silva, está a forma de contabilização de horas extraordinárias, que são pagas aos trabalhadores da EVA a partir da 11.ª hora de serviço, enquanto os colegas das outras três empresas apenas veem o trabalho extraordinário contabilizado a partir da 12.ª hora de serviço.

"O que queremos é igualdade entre todos os trabalhadores", defendeu o dirigente sindical do STRUP, frisando que o problema só se resolve "quando estes trabalhadores passarem a ser remunerados como os da EVA", a única das quatro empresas em causa onde existe Acordo de Empresa, destacou.

Paulo Silva criticou o Grupo EVA por querer "nivelar os trabalhadores, mas por baixo", e os sindicatos advogam "que se pare esta prática, seguida nos últimos anos, e os salários se nivelem por cima e não por baixo".

A concentração que vai assinalar o início da greve destes trabalhadores está marcada para quinta-feira, às 10:00, frente à gare rodoviária de Faro e tem confirmadas as presenças de Catarina Martins, coordenadora do Bloco de Esquerda, de Arménio Carlos, secretário-geral da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP), e de representantes do Comité Central do PCP.

Paulo Silva considerou que a participação destas personalidades "ajuda a dar visibilidade à luta" destes trabalhadores e disse esperar uma participação elevada na greve, embora reconhecendo que "há algum receio" de represálias por parte dos funcionários.

"Vamos concentrar-nos à porta da empresa e lutar para que a equiparação salarial seja uma realidade", afirmou.

A Lusa tentou, sem sucesso, obter da administração do Grupo EVA a sua posição sobre a matéria.

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