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Presidente do Novo Banco avisa que reestruturação terá implicações

O presidente executivo do Novo Banco, António Ramalho, disse hoje que o plano de reestruturação do banco terá implicações na sua rentabilidade, depois de hoje ter divulgado lucros de 60,9 milhões de euros no primeiro trimestre.

Presidente do Novo Banco avisa que reestruturação terá implicações
Notícias ao Minuto

20:11 - 11/06/18 por Lusa

Economia rentabilidade

Em declarações enviadas às redações, António Ramalho considerou que "apesar do resultado positivo, o banco continuará a dar total prioridade ao seu plano de reconstrução" e que esse vai "custar tempo e dinheiro".

O responsável indica, designadamente, que o banco quer reduzir a carteira de crédito malparado, o custo do passivo de mercado e os ativos não estratégicos.

"Nós, no Novo Banco, estamos focados na recuperação sustentável e não nos lucros imediatos. Estes objetivos de longo prazo ainda irão afetar a nossa rentabilidade por mais algum tempo", disse António Ramalho.

O gestor considera ainda "francamente positiva" a redução de custos e os "sinais de estabilização da margem bancária ainda com sinais de alguma redução da margem financeira e com aumento da receita de serviços".

O Novo Banco teve lucros de 60,9 milhões de euros no primeiro trimestre, o que compara com o prejuízo de 130,9 milhões de euros dos primeiros três meses de 2017.

O grupo bancário disse que para este resultado contribuiu o "efeito positivo das atividades em descontinuação resultante, nomeadamente, a classificação da [seguradora] GNB Vida como atividade em descontinuação (mais 51,2 milhões de euros)", mas que esse impacto positivo foi "compensado com uma variação negativa em reservas de igual valor".

"Sem este último efeito, o Grupo Novo Banco teria apresentado um resultado positivo de 9,7 milhões de euros no trimestre", acrescentou.

A instituição destaca ainda que o resultado operacional (antes de imparidades e impostos) foi de 130,2 milhões de euros entre janeiro e março, "mais do dobro do valor registado no período homólogo do ano anterior", o que justifica com "os resultados de mercado e outros resultados de exploração".

O produto bancário cresceu 39,5%, em termos homólogos, para 252,2 milhões de euros, com a margem financeira a cair 18% para 97,4 milhões de euros, enquanto as comissões avançaram 3,8% para 78,7 milhões.

Já os resultados de operações financeiras passaram de prejuízos a lucros de 39,2 milhões de euros, tendo beneficiado de "ganhos obtidos com as transações realizadas no âmbito da carteira de dívida pública".

Os custos operativos reduziram-se em 9,8% para 121,9 milhões de euros e os custos com pessoal caíram 8,2% para 65,9 milhões de euros.

O banco tem reduzido trabalhadores a agências, mas nos resultados hoje divulgados não há dados sobre este processo.

Em imparidades e provisões foram constituídos, no primeiro trimestre deste ano, 37,8 milhões de euros, bem abaixo dos 137,4 milhões dos primeiros três meses de 2017.

Quanto ao balanço, o Novo Banco tinha em março 28,6 mil milhões de euros em depósitos, mais 13,5% do que no mesmo mês do ano anterior.

"Esta evolução evidencia, por um lado, a consolidação da relação com os clientes no âmbito da retoma da normalidade operacional e da recuperação do funding e, por outro, os efeitos da operação de LME [recompra de dívida] concretizada no último trimestre do ano de 2017 (novos depósitos no montante de cerca de 1,8 mil milhões de euros)", diz o banco.

Já o crédito a clientes caiu 8,4% para 25,5 mil milhões de euros.

O crédito a empresas destacou-se ao ceder 10% para 19,98 mil milhões de euros, enquanto o crédito a particulares ficou estável (0,3%) nos 11,3 mil milhões de euros.

O Novo Banco foi criado em agosto de 2014 na sequência da resolução do BES, detido pelo Fundo de Resolução Bancário (entidade na esfera do Estado financiada pelas contribuições dos bancos).

Em outubro de 2017, foi vendido ao fundo de investimento norte-americano Lone Star em 75%, ficando o Fundo de Resolução com os restantes 25%.

A Lone Star não pagou qualquer preço, tendo acordado injetar 1.000 milhões de euros, o que já aconteceu.

Em 2017, o banco teve prejuízos recorde de 1.395,4 milhões de euros, num ano em que constituiu mais de 2.000 milhões de euros de imparidades (provisões para perdas potenciais).

Na sequência deste nível elevado de perdas, o Novo Banco ativou o mecanismo de capital contingente (negociado com o Estado português aquando da venda), pedindo que o Fundo de Resolução o recapitalizasse, o que aconteceu em finais de maio num montante de 792 milhões de euros.

Para isso, uma vez que o Fundo de Resolução não tinha todo o dinheiro necessário, o Tesouro público emprestou 430 milhões de euros.

O Novo Banco referiu, ainda hoje no comunicado ao mercado que, no primeiro trimestre de 2018, "não se registaram factos ou transações relevantes com impacto nos ativos do Grupo, incluindo nos herdados e protegidos pelo Mecanismo de Capital Contingente, pelo que nenhum efeito excecional afeta as contas deste trimestre".

Contudo, acrescentou, o montante de compensações a solicitar referentes a 2018 apenas serão apuradas definitivamente no final do ano, isto "tendo em conta eventuais perdas (já incorridas ou a incorrer) nos ativos protegidos pelo mecanismo de capital contingente, bem como pelas exigências regulatórias definidas para o período".

Em março, segundo o Novo Banco, o seu rácio de solvabilidade CET1 era de 13,5% e o rácio de capital total de 13,9%.

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