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Um por um: Herói mexicano 'vingou' as críticas do passado

Herrera apontou o golo do triunfo azul e branco e 'apagou' a contestação de que foi alvo na última época, após ter cedido um canto do qual resultou o golo do empate do Benfica, no Dragão.

Um por um: Herói mexicano 'vingou' as críticas do passado
Notícias ao Minuto

07:57 - 16/04/18 por Fábio Aguiar 

Desporto Análise

Hector Herrera acabou por ser o grande herói do escaldante clássico entre o Benfica e o FC Porto, ao apontar, já nos descontos, o golo que deu a vitória (0-1) e que permitiu aos dragões ultrapassar as águias na tabela classificativa e reassumir a liderança isolada do campeonato, com dois pontos de vantagem. Um jogo de sentimento oposto para o médio mexicano, que na última temporada foi bastante criticado após ceder um canto do qual resultou o golo do empate do Benfica, no Dragão.

Numa primeira parte dominada pelos comandados de Rui Vitória, que dispuseram de três golos situações de golo - Rafa (19'), Cervi (22') e Pizzi (45') - o nulo manteve-se, até porque, no último lance antes do intervalo, Marega protagonizou a única verdadeira situação de perigo dos azuis e brancos.

Após o descanso, o FC Porto melhorou, ameaçou o golo e, ao mesmo tempo, conseguiu suster a pressão das águias. O 'tiro' triunfante de Herrera, já com o relógio perto dos 90', acabou por premiar a equipa de Sérgio Conceição, que se revelou mais eficaz.

Confira, à lupa, a exibição dos protagonistas:  

Bruno Varela: Depois de uma primeira parte em que não teve necessidade de intervir, 'fechou a porta' a Marega logo no início do reatamento. Não tinha quaisquer hipóteses no lance que acabaria por ditar o desfecho do encontro.

Casillas: Tal como nos anteriores jogos com o Benfica, voltou a estar em destaque. Com duas intervenções de alto nível, negou o golo a Cervi (23') e a Pizzi (45') e demonstrou sempre a segurança e tranquilidade de um dos maiores guarda-redes da história do futebol.

André Almeida: Certo a defender, não teve grandes chances para se aventurar no processo ofensivo da equipa. No entanto, quando o fez, conseguiu desequilibrar. Deparou-se com alguns problemas perante Brahimi, mas resolveu sempre com eficácia, mesmo que recorrendo à falta. Viu o amarelo aos 62'.

Ricardo Pereira: Foi um dos melhores do FC Porto. Após as dificuldades iniciais em parar a dupla Grimaldo e Cervi, partiu para uma exibição brilhante, revelando-se o maior foco de desequilíbrio dos dragões. Esteve perto do golo (44') e na segunda parte (66') assinou uma arrancada que terminou com Brahimi a falhar o alvo por centímetros.

Jardel: Esteve seguro durante toda a partida, mas demonstrou alguma apatia no lance do golo de Herrera. Não atacou a bola e deixou o mexicano rematar para o fundo das redes da baliza de Varela. No entanto, há injusto avaliar a sua exibição apenas por esse momento infeliz.

Felipe: Tentou, juntamente com Marcano, anular Raúl Jiménez. Nem sempre o conseguiu, mas há que dizer que, à excessão da ocasião de Pizzi, ainda no primeiro tempo, não foi na sua zona de ação que o Benfica criou mais perigo.

Rúben Dias: Foi durante grande parte do jogo o 'polícia' de Soares e a exibição 'apagada' do avançado brasileiro prova que, de facto, o jovem central voltou a estar em bom plano. Na sequência de bolas paradas ofensivas ainda tentou causar estragos, mas sem sucesso.

Marcano: Tal como Felipe, cumpriu a tarefa de dificultar ao máximo a missão de Jiménez. Os constantes movimentos diagonais do mexicano a 'cair' para as alas baralharam-lhe a marcação, mas a experiência acabou por ser decisiva.

Grimaldo: Era uma das dúvidas no Benfica. Porém, recuperou e integrou o onze. Na primeira parte formou com Cervi uma ala temível, que criou várias situações de perigo, mas no segundo tempo, após a saída do argentino, perdeu gás e já não auxiliou tanto as ações atacantes de Zivkovic.

Alex Telles: Estranhamente, apresentou-se bem longe do nível a que acostumou os adeptos desde que chegou à Invicta. Além dos escassos envolvimentos pelo lado esquerdo, que tantos problemas têm gerado aos adversários, o brasileiro não esteve com a mira afinada nas bolas paradas. Viu ao amarelo (72').

Fejsa: Impressionante! Voltou a funcionar como um autêntico pêndulo à frente da defesa encarnada. Possuidor de um pulmão enorme, correu imenso, recuperou bolas e assumiu o papel de primeiro construtor de jogo desde trás.

Sérgio Oliveira: Não teve um fim de tarde para recordar. Na primeira parte sentiu muitas dificuldades para 'pegar' no jogo portista e, sobretudo, para estancar as rápidas inclusões em velocidade, quer de Zivkovic, quer de Pizzi. Viu o amarelo logo aos 39' e foi o primeiro jogador a ser substituído po Sérgio Conceição (74').

Pizzi: Em cima do intervalo, teve nos pés a melhor ocasião de golo de toda a partida para o Benfica, mas não conseguiu desfeitear Casillas. Emprestou qualidade na circulação de bola da equipa, mas sem a dinâmica que lhe é característica. Deu o lugar a Seferovic numa altura em que Rui Vitória decidiu arriscar (87').

Herrera: O herói do clássico! O mexicano marcou o golo da vitória e 'vingou' as críticas de que foi alvo na última época, após ter cedido um canto que acabaria por dar o empate ao Benfica, no Dragão. É esse 'tiro' que fica na retina, mas o que é facto é que o médio rubricou uma exibição competente, de resto, como é habitual.

Zivkovic: Esteve 'ligado' à corrente no primeiro tempo e foi, à semelhança de Cervi, um dos mais irrequietos do Benfica. Combinou diversas vezes com o argentino e deixou Sérgio Oliveira com a cabeça 'em água'. Após a saída do camisola 22, derivou para a ala esquerda e perdeu 'chama'.

Otávio: Pareceu sempre um 'corpo estranho' no xadrez azul e branco. À falta de bola, o brasileiro demonstrou ainda incapacidade para ligar com Herrera e Sérgio Oliveira nos momentos defensivos. Viu o amarelo (59') e acabou substituído a 10 minutos do fim.

Rafa: Manteve-se firme no onze apesar do regresso de Salvio e é notória a confiança que tem nesta altura. Nunca se escondeu, procurou ter bola, mas, por vezes, perdeu-se em dribles. Acertou no poste naquela que foi a primeira oportunidade de golo do jogo (19') e na segunda parte decidiu mal um lance que poderia ter sido muito perigoso (59').

Brahimi: Tentou 'remar' contra a maré quando o FC Porto mais precisou. Embora menos exuberante do que noutras alturas, o argelino foi, contudo, um dos mais esclarecidos nos dragões. Ficou a centímetros de um grande golo (66'), num belo remate em arco que rasou o poste.

Cervi: Não deu descanso a Ricardo Pereira na primeira meia hora e foi seu o remate que obrigou Casillas à primeira boa defesa do clássico. Sempre em alta rotação, o argentino dinamizou a ala esquerda, mas no segundo tempo perdeu fulgor e acabou preterido para a entrada de Samaris (74').

Marega: Foi a grande surpresa no onze de Sérgio Conceição. Voltou à competição um mês e meio depois, mas não acusou a falta de ritmo. Ameaçou o golo logo após o intervalo, mas Varela saiu bem e evitou o 21.º golo do maliano no campeonato.

Raúl Jiménez: Depois de ter sido determinante na última jornada, o mexicano voltou a substituir Jonas no onze e a verdade é que foi igual a si próprio. Esforçado e lutador, ficou perto de marcar ainda na primeira parte (32') e ofereceu o golo a Pizzi num dos últimos lances antes do intervalo (45'). No segundo tempo teve menos bola, mas nunca deixou Felipe e Marcano em descanso.

Soares: Acabou sacrificado pela pobre primeira parte do FC Porto. Mesmo assim, foi do brasileiro o primeiro remate dos dragões na partida (25'). Já muito desgastado, deu o lugar a Aboubakar (83').

Salvio: Até era expectável a sua inclusão no onze, mas o argentino acabou por iniciar o encontro no banco. Foi lançado pouco depois da hora de jogo (66') e acrescentou velocidade e irreverência ao ataque encarnado.

Óliver: Primeira 'carta' lançada por Sérgio Conceição, o espanhol revelou-se uma mais-valia na tentativa do FC Porto ter mais posse de bola.

Samaris: Entrou com o intuito de 'congelar' o ímpeto portista no derradeiro quarto de hora, mas não conseguiu.

Corona: Esteve em dúvida, iniciou a partida no encontro e só foi lançado para os últimos 10 minutos. Refrescou o ataque.

Seferovic: Entrou aos 87' e não teve tempo para se mostrar.

Aboubakar: 'Vítima' do regresso de Marega ao onze, o camaronês foi a terceira aposta do técnico dos dragões e viu de perto o golo de Herrera.

Análise aos treinadores: 

Rui Vitória: Voltou a não poder contar com Jonas e é óbvio que a ausência do melhor marcador do campeonato (33 golos) limita qualquer treinador. No entanto, reforçou a aposta em Jiménez e a verdade é que o Benfica, não só se monstrou confiante, lúcida e tranquila, como dominou toda a primeira parte. Com o objetivo de oferecer maior segurança defensiva, lançou Samaris no jogo, tentando formar, com Fejsa, um duplo pivot à frente dos centrais que pudesse estancar o jogo ofensivo do FC Porto. Para os últimos minutos arriscou, colocando Seferovic ao lado de Jiménez, mas, tal como todos os benfiquistas, foi surpreendido pelo grande golo de Herrera. 

Sérgio Conceição: Foi 'premiado' com o regresso de Marega - e Corona - e causou surpresa ao lançar o maliano no lugar de Aboubakar. No entanto, não escondeu a irritação por uma primeira parte 'apagada' da sua equipa e no intervalo viu-se obrigado a retificar alguns aspetos. A equipa do FC Porto melhorou e, pela primeira vez no encontro, importunou Bruno Varela. Na tentativa de refrescar o meio-campo e impedir a expulsão de Sérgio Oliveira, que já tinha arriscado após ver o amarelo, lançou Óliver. Corona e Aboubakar foram as últimas opções na missão de colocar toda a 'carne no assador', mas seria Herrera a servir-se o... melhor 'prato'.

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