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Paulo Madeira: "É quase uma obrigação ganhar o próximo jogo"

Antigo central e capitão das águias diz que encarnados precisam de uma resposta positiva já contra o Estoril para curar a ‘ressaca’ da Champions. “Dias seguintes são sempre complicados”, assume

Paulo Madeira: "É quase uma obrigação ganhar o próximo jogo"
Notícias ao Minuto

08:11 - 07/12/17 por David Marques

Desporto Análise

Seis jogos, seis derrotas; um golo marcado e 14 sofridos. Foi com este registo, o pior de sempre de uma equipa portuguesa na Liga dos Campeões, que o Benfica se despediu das competições europeias nesta temporada.

O percurso da equipa de Rui Vitória na principal prova de clubes do velho continente não encontrou paralelo em qualquer equipa, já que o Feyenoord, que chegou à última jornada sem qualquer ponto, redimiu-se e bateu o Nápoles.

Aos encarnados restam agora as competições internas, com prioridade máxima para o ataque ao pentacampeonato e a necessidade imperativa de uma resposta positiva já no próximo sábado na receção ao Estoril para a 14.ª jornada. É pelo menos isso que defende Paulo Madeira.

“É quase uma obrigação ganhar o próximo jogo. Acho que com uma vitória sobre o Estoril, tudo volta ao normal”, começa por dizer o antigo capitão do Benfica em conversa com o Desporto ao Minuto.

Paulo Madeira considera que a equipa técnica de Rui Vitória tem pela frente a missão de remotivar um plantel a lamber as feridas. “Essa é uma tarefa difícil. Os dias seguintes são sempre complicados, mas há que olhar em frente. Enquanto jogador, eu queria que o próximo jogo viesse rapidamente para tentar esquecer um mau resultado”, diz o antigo futebolista, que fazia parte da equipa do Benfica que, em 1999, perdeu em Vigo com o Celta por 7-0, naquele que foi um dos momentos mais negros da história das águias nas competições europeias.

“Essas situações não se ultrapassam a ficar em casa ou a evitar ler jornais ou ver televisão. Os jogadores não se podem esconder e é aí que está também a diferença entre quem é top e quem é mediano: na capacidade em superar rapidamente as situações más”, acrescenta.

Paulo Madeira reconhece que a participação europeia do Benfica foi má, mas não vê motivos para uma espécie de efeito ‘contágio’ no campeonato. Até porque, entende, há qualidade no plantel para lutar pelo título com os rivais FC Porto e Sporting.

Haverá, por isso, um Benfica suficiente para consumo interno mas curto para a Europa, onde os crónicos rivais estiveram muitos furos acima das águias? Para o antigo futebolista, a falta de experiência e de adaptação de alguns jogadores novos pode ajudar a explicar a campanha para esquecer dos encarnados na Liga dos Campeões, uma competição mais exigente do que o campeonato a todos os níveis.

“Houve saídas de jogadores importantíssimos no Benfica. Tão importantes que renderam valores muito altos ao clube. Quem os substituiu ainda não atingiu o mesmo grau de maturidade porque estamos a falar de jovens”, explicou dando os exemplos de Svilar e Rúben Dias. “São jogadores com qualidade e que podem eventualmente atingir a dimensão dos outros e chegar lá, mas ainda não chegaram. E isso nota-se mais na alta roda”, remata.

[Notícia atualizada às 11h]

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