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Cinco anos, cinco temas. 'O' verão, 'aquele tal verão' que tudo resume

O Notícias ao Minuto completa este sábado cinco anos de história e elegeu os cinco principais momentos dos últimos cinco anos do desporto português. Ou melhor, quatro momentos... e uma personagem que vale por um agregado de feitos sem igual.

Cinco anos, cinco temas. 'O' verão, 'aquele tal verão' que tudo resume
Notícias ao Minuto

08:03 - 12/08/17 por Carlos Pereira Fernandes

Desporto Especial

'O' verão. 'Aquele' verão de 2016. 'Aquele tal verão' em que o desporto, como nunca o havia feito, fez rejubilar um povo português que, nos últimos cinco anos, poucos motivos teve para festejar efusivamente.

É injusto resumir cinco anos de Notícias ao Minuto num par de meses de conquistas, tão injusto quanto pensar que essas mesmas conquistas se resumiram a ‘meia dúzia’ de dias, ao invés do trabalho árduo de, não cinco, mas mais anos.

Mas ‘o’ verão, ‘aquele tal verão’, está intrinsecamente ligado ao mais dourado período da história do desporto nacional. Foram quatro conquistas sem igual, que só encontram paralelo na importância àquela que um certo madeirense adquiriu, não só em Portugal… como no mundo. 

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A luta de Telma que 'deu' num bronze histórico

Começamos com uma das maiores histórias de superação de que há memória no desporto português. A menos de um ano dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, uma lesão – mais uma – obrigou Telma Monteiro a uma operação ao joelho esquerdo.

O período de recuperação demorou, sensivelmente, cinco meses. Regressou no Grande Prémio de Budapeste, a 25 de junho, onde conquistou a medalha de bronze. A menos de dois meses do início da prova, a chama olímpica começava a tomar conta do coração da judoca portuguesa.

E, ao contrário do que muitos vaticinavam, Telma Monteiro, com 30 anos, voltou a brilhar. Conquistou a única medalha olímpica para Portugal no Rio de Janeiro. Um bronze histórico, não só para ela, como para o judo nacional, como refere Luís Monteiro.

O diretor do Alto Rendimento e das Seleções Nacionais considera o contributo de Telma para o judo luso, nos últimos anos “máximo e imensurável”. Em tom de brincadeira, diz ainda que “Telma Monteiro é o Cristiano Ronaldo do judo” nacional.

“É a atleta mais medalhada do judo português, com medalhas em Taças do Mundo, Grand Slams, Grandes Prémios, Campeonatos da Europa e Campeonatos do Mundo. É das atletas a nível internacional com maior longevidade e com resultados de topo”, recorda, em declarações ao Desporto ao Minuto.

E, embora reconheça que “o prazo da Telma está a ficar mais curto”, diz acreditar que, com a sua “determinação, resiliência e vontade de competir ao mais alto nível", irá “conseguir bons resultados”: “Quem sabe, se ela não ganha já uma medalha no próximo Mundial. E até quanto aos próximos Jogos Olímpicos, se a Telma quer ir, é porque vai querer fazer o seu melhor”. 

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Alegria a sextuplicar em Amesterdão, com sangue búlgaro à mistura

Ao contrário de Telma Monteiro, o atletismo português não conseguiu trazer qualquer medalha dos Jogos Olímpicos. Mas, no mês anterior, deixou o povo luso repleto de orgulho ao trazer, não uma, não duas, não três… mas seis medalhas no Campeonato da Europa.

Tsanko Arnaudov, um atleta de ascendência búlgara que, até então, pouco dizia à generalidade dos adeptos do desporto português, saltou para a ribalta, ao conquistar a primeira medalha da história para Portugal no Lançamento do Peso, em Campeonatos da Europa ao ar livre.

Em declarações ao Desporto ao Minuto, Tsanko admite que o bronze foi “uma surpresa”, mas também o fruto de “cinco anos cheios de trabalho, suor e muitas conquistas”: “Foi uma coisa que nem eu esperava, cheguei lá sem pressão nenhuma. Sabia que ia ser muito difícil, mas não impossível… e aconteceu. Foi muito bom, dentro das nossas expetativas. Mas queremos sempre mais”.

“Lembro-me muito bem de onde vim, onde cresci, o que me custou para vestir a camisola de Portugal. Só eu e o meu treinador sabemos o significado que tem vestir esta camisola”, refere, recusando comprometer-se com novas conquistas, embora admita que… “tudo é possível”.

"Prefiro encarar uma prova de cada vez. Cada prova tem o seu significado, importância e dificuldade. Todas são diferentes, com atletas e condições diferentes. Abordo cada prova a seu tempo. Prefiro não arriscar pensar a muito longo-prazo e concretizar os meus objetivos”, remata.

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Um jejum de 18 anos que foi despachado… de patins

O Campeonato da Europa de Atletismo terminou a 10 de julho de 2016. Apenas uma semana depois, Portugal já festejava nova conquista histórica. Desta feita, no hóquei em patins.

Outrora colosso, com uma história invejável num dos desportos que chegou a estar entre os mais praticados da Europa, Portugal recuperou o estatuto e colocou ponto final num jejum de 18 anos sem qualquer título europeu.

Em Oliveira de Azeméis, perante um pavilhão Dr. Salvador Machado completamente lotado, Portugal acabou com a ‘maldição’, ao golear a seleção italiana na final por 6-2.

João Rodrigues esteve nessa histórica final e até marcou. Em conversa com o Desporto ao Minuto, o hoquista diz não esquecer o sentimento que o atravessou na altura: “Quando chegou o apito final e vi consumada a vitória por que tanto trabalhámos… foi simplesmente único”.

“Estivemos a perder 0-2 até ao intervalo e, nesse período, a palestra do nosso selecionador foi muito importante para conseguirmos dar a volta ao resultado”, lembra o jogador português, que refere que, no entanto, esta conquista não foi obra do acaso.

“O selecionador nacional tem apostado numa geração que joga junta há já alguns anos e isso ajudou imenso”, reconhece.

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De patinho feio a belo cisne. Assim foi Éder. Assim foi o futebol

Mas esse glorioso mês de julho, que ‘açambarcou’ todo o brilhantismo do desporto português nos últimos cinco anos, não ficou por aqui. O futebol, o mais mediático desporto em Portugal, mas também um dos poucos que nunca tinha contribuído com qualquer título internacional - a nível do futebol senior -, juntou-se, por fim, ao ‘comboio’ das restantes modalidades.

Em França - um país com grande preponderância de emigrantes portugueses – a equipa das quinas, pelo ‘pé’ de um dos mais improváveis heróis, de nome Éderzito António Macedo Lopes, quebrou milhões de corações gauleses, com aquele mítico pontapé de fora da área aos 109 minutos de jogo.

“Foi feliz, fez aquele golo, era o patinho feio, e aos patinhos feios acontecem estas histórias, tal como nos filmes da Disney. Todos nós temos uma simpatia pelo Éder, não só pelo golo que ele marcou como pela pessoa que ele é, mas temos de perceber que há sempre gente que fica de fora. Dói mas é assim”, diz António Boronha, ex-vice-presidente da Federação Portuguesa de Futebol, ao Desporto ao Minuto.

Éder concretizou o lance da histórica vitória, mas, na opinião do antigo dirigente, o verdadeiro obreiro foi outro: Fernando Santos, que teve a humildade de “encarar os adversários com o máximo respeito”.

“Da minha experiência, todos nós reconhecemos que os nossos selecionadores anteriores - não esquecendo os seus méritos - tinham uma coisa: era Portugal. Nós íamos jogar e os outros que se ‘amanhassem’. Nós éramos os maiores. A postura de Fernando Santos foi totalmente inversa, com humildade e respeito”, assinala. E funcionou.

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O maior de Portugal que está a um passo de ser o maior do mundo

Três Ligas dos Campeões, duas Supertaças europeias, um título de campeão espanhol, uma Taça do Rei e uma Supertaça espanhola pelo Real Madrid. Um Campeonato Europeu pela seleção nacional. 261 golos e 80 assistências em 250 jogos. Quatro vezes melhor marcador da Liga dos Campeões. Duas vezes melhor marcador da Liga espanhola. Duas Botas de Ouro. Três Bolas de Ouro.

Resumir a carreira recente de Cristiano Ronaldo, o mais destacado atleta português dos últimos cinco anos e um dos melhores da história – não entraremos por essa discussão – não é uma tarefa fácil. Entre tantos jogos, golos, assistências, recordes e títulos, torna-se complicado condensar tanta informação sem perder de vista aquilo que é mais importante.

A importância de um avançado está diretamente relacionada com o seu contributo na hora de finalizar. Ronaldo é mais que decisivo. É indiscutível. É presença obrigatória na frente de ataque naquele que é considerado, por muitos, como o melhor clube do mundo.

Poucos conquistaram mais títulos coletivos do que ele neste período de tempo e ninguém conquistou mais títulos individuais. Está num patamar ao alcance de poucos. Na origem do sucesso estão dois fatores fundamentais: ambição e trabalho. Foi essa dedicação ao jogo e a 'obsessão' pela melhoria constante que deixou alguns antigos companheiros impressionados, como é o caso de Ricardo Sá Pinto.

“O Ronaldo sempre foi um jogador muito empenhado e obstinado . Lembro-me que, sempre que podia, ficava a treinar sozinho, até mais tarde. Principalmente o drible e o remate. Tem um dom. Estou muito feliz que tenha chegado onde chegou: número um do mundo”, atira o antigo companheiro de CR7 no Sporting.

O passado está revestido de ouro, mas se houve coisa a que Cristiano Ronaldo nos habituou, foi que capítulos históricos nunca são demais. A quinta Bola de Ouro, aquela que o igualará a Lionel Messi, está ao virar da esquina. E o Mundial de 2018 também.

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