Confuso com as leis do jogo? Conselho de Arbitragem deu 'aula' aos clubes

O Conselho de Arbitragem da FPF explicou quais são os comportamentos que um árbitro português deve ter em conta.

© Reuters
Desporto FPF

O Conselho de Arbitragem e os clubes profissionais portugueses encontraram-se ontem, quarta-feira, para discutir diversos assuntos relacionados com o tema 'quente' da atualidade: a arbitragem portuguesa. O Desporto ao Minuto decidiu fazer uma análise do que foi tratado ao longo do encontro, desde as recomendações aos árbitros aos problemas que têm afetado a I Liga.

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Dinâmica de jogo é a nova palavra de ordem do árbitro português

Na reunião do Conselho de Arbitragem foi transmitido aos clubes que existem recomendações especificas na arbitragem nacional.

A dinâmica de jogo é uma das prioridades do CA, que pretende que os árbitros não interrompem a partida por “pequenos contactos ou quedas injustificáveis”, que até então tem sido um problema na I Liga.

É pretendido, acima de tudo que o juiz da partida tenha maior tolerância na exibição de cartões aos jogadores, de maneira a fomentar um "jogo com mais pedagogia" e com "um ambiente cordial com todos os intervenientes".

Contudo, apesar da tolerância disciplinar haverá um foco muito grande no combate aos comportamentos violentos dentro de campo (entre jogadores) e fora dele (técnicos ou dirigentes). Tema que tem ‘aquecido’ o futebol português nos últimos tempos (um dos exemplos é o Canelas 2010).

Mão na bola ou bola na mão?

Aos clubes presentes no evento foram-lhes transmitidas informações sobre a velha questão da bola na mão.

Na ótica do organismo da Federação Portuguesa de Futebol, é preciso ter em conta cinco factores:

• A posição dos braços;

• Ação deliberada da mão/braço na direção da bola;

• Volumetria do corpo;

• Distância do remate;

• Se a bola sofre um desvio/ressalto e é inesperada.

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Para o Conselho de Arbitragem só existe infracção se houver "vontade evidente de querer jogar a bola com o braço, seja para impedir que a bola passe, intercetar o remate ou ainda dominá-la para ficar na sua posse."

O outro infrator está relacionado "com a posição natural ou inatural dos braços". Por exemplo se um jogador saltar de braços abertos e afastados ou atirar-se de carrinho, são exemplos que devem ser punidos.

O combate ao anti-jogo é resolução de 2017 para a arbitragem

Os últimos problemas que o CA destacou estão relacionados com o anti-jogo e com os tempos de compensação. No primeiro caso é pedido aos árbitros que sejam mais exigentes e imperativos quanto à “conduta para gastar tempo”, é necessário que “sejam mais interventivos” nessas situações.

O que tem acontecido no campeonato português é o facto de várias equipas utilizarem a estratégia de ‘queimar’ tempo para segurar certos e determinados resultados do seu agrado.

Para combater esse problema os juízes da partida, em caso de interrupções de jogo devido a lesões, devem informar os capitães de equipa de quanto tempo irá de dar compensação no final da 1.ª ou 2.ª parte.

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