Boeck: "Hoje Chapecoense morreu junto. Parece algo surreal"

O guardião ainda não acredita na tragédia que aconteceu.

© Reuters
Desporto Marcelo Boeck

Em entrevista ao Show dos Esportes, Marcelo Boeck, 32 anos, contou como recebeu a notícia da tragédia do Chapecoense.

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"Hoje o dia foi estranho. Ontem foi o aniversário do meu filho e eu dormi tarde. Às três horas da manhã o telefone começou a tocar, eu desliguei. Tocou de novo e de novo. Quando toca a essa hora, nunca é coisa boa. Eram os meus familiares a ligar. Eu dizia "alô" e todos diziam "Graças a Deus você atendeu". Quando liguei a televisão, vi as primeiras imagens, com pouquíssimas informações, foi um choque muito grande", sublinhou.

O guarda-redes, emprestado pelo Sporting, garantiu que nunca irá esquecer o dia em que perdeu os seus colegas de equipa.

“Hoje Chapecó morreu junto. Se olharmos pela janela, parece algo surreal (...) Os amigos dos meus filhos não têm mais os pais. As amigas dos meus companheiros agora não tem mais maridos", comentou.

São coisas que vão ficar guardadas na nossa memória. Nunca achamos que isto vai acontecer com a gente. Eu luto tanto para ser titular, estar nos jogos, etc. Em momentos como este, vemos que o futebol não é tudo na nossa vida", garantiu o guardião.

 

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