Joe Lima: Da construção para o futebol com olhos postos no futuro

Em entrevista ao Desporto ao Minuto, o investidor da portuguesa GIC Career Management explica o que o levou a investir numa das suas áreas prediletas.

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Desporto Entrevista

Homem de sucesso na área da construção, Joe Lima regressou recentemente a Portugal para embarcar numa nova aventura no mundo do futebol. O empresário investiu na GIC Career Management em busca de conseguir igual êxito numa das suas áreas prediletas.

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Ainda que nem tudo tenha vindo a correr às mil maravilhas – a experiência nos moldavos do Zimbru, onde se viu forçado a abandonar o projeto após um dos dirigentes desviar verbas, é o maior exemplo – Joe Lima, em entrevista ao Desporto ao Minuto, mostra-se confiante no futuro.

Ficou desiludido com o que se passou no Zimbru?

Fiquei, claro. Nunca desconfiei de nada. Já trabalhei noutros países e sei que, quando as coisas correm bem, correm bem, mas quando não correm e não há alternativas em vista, terminam-se as relações.

Levou-o a pensar que, afinal, o futebol não era aquilo que estava à espera?

Não, nem sequer me chateou nada. Foi um pouco triste, porque pensávamos que era um projeto que poderia vir a ter um grande valor, mas obrigou-me a voltar a Portugal, o que é bom [risos].

Entrar no futebol foi como juntar o útil ao agradável?

Sempre gostei de futebol, mas aquilo que mais me motivou foi o conhecimento e a amizade que mantenho com o César Boaventura [CEO da GIC Career Management]. Trabalhei em Portugal durante dois anos e meio, na área da construção, no início do século. Depois regressei ao Canadá e, entretanto, o César entrou no futebol. Ele precisava de um investidor e pareceu-me uma boa oportunidade. Ainda estou a começar nisto, mas conto com os conhecimentos do César para lançar ainda mais a empresa.

E tem dado frutos?

Tem e vai dar ainda mais. Nem tudo é positivo, como aquilo que aconteceu na Moldávia, mas os negócios são assim. Tenho contribuído, principalmente na parte financeira. Estou confiante para o futuro.

Tem correspondido financeiramente?

Sim, não posso dizer que houve algo de negativo que me surpreendesse. Bem pelo contrário. Com o capital com que começámos, fizemos muito. Talvez outros não tivessem conseguido fazer o dobro com os nossos recursos.

Por aquilo que tem visto, o futebol é tão bonito por dentro como é por fora?

É tão bonito por fora como é por dentro. O futebol é complicado, por isso é que há tanta zanga entre adeptos. Por dentro é igual.

Foi uma área complicada de entrar?

Sim, claro, entrei no negócio do qual não percebia nada. Entrei pela confiança que tenho no César. Sei que ele não entra num negócio se não for para o conquistar.

Esperava um crescimento tão acentuado em tão pouco espaço de tempo?

Não, porque também não percebia o suficiente deste negócio. A curto-prazo o objetivo passa por tornar a empresa auto-sustentável. A longo-prazo, tenho esperança que seja uma empresa que imponha respeito e traga mais valor além do financeiro, nomeadamente na área social.

Alguma vez sentiu que a sua decisão de entrar no futebol tenha gerado desconfiança?

Para mim, isto é tanto uma oportunidade como uma aventura. Não estou interessado em abrir portas para outros negócios, não tenho mais nada com que beneficiar.

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