"É um período muito feliz para mim ter a oportunidade de me estrear pela seleção, ainda por cima praticamente ao lado de casa, e um sentimento realmente muito especial", disse Rafael Bessa, em declarações aos jornalistas, em Lordelo, depois da participação no GoldenCup, onde somou as primeiras internacionalizações.
Natural da Sobreira, no concelho de Paredes, o avançado do Sporting, de 24 anos, destacou a integração no grupo e o rendimento coletivo, lembrando que "todas as semanas de preparação têm corrido bem".
"Tento replicar na seleção o trabalho que faço no clube: trazer agressividade, competência defensiva, dinamismo e velocidade. Senti-me bem dentro da pista na GoldenCup, houve erros, mas são situações normais nesta fase da época", sublinhou.
Sobre o equilíbrio entre ansiedade e prazer, Rafael Bessa admitiu que "nesta fase ainda pesa um bocadinho a ansiedade", mas, "logo no primeiro minuto do jogo, ela desaparece".
"As sensações estarão à flor da pele no início, mas depois entra mais foco e competitividade", garantiu.
Rafael Bessa explica que a estreia junto da família e amigos aumenta o orgulho, mas não distrai. "Claramente vou sempre dedicar os golos à família, à namorada e aos amigos. É uma forma de orgulho pessoal e, se servir de exemplo para os miúdos que começam a praticar hóquei na Sobreira, ainda melhor. Mas, neste momento, estou focado em ganhar o Europeu", precisou.
Para memória futura, ficam as sensações da convocatória para representar Portugal, o que aconteceu pela primeira vez aos 24 anos. "A primeira chamada foi do meu pai, depois a minha mãe, amigos e namorada. Foi uma alegria partilhada com todos, mas trabalho sempre primeiro para o clube. A seleção é consequência disso", recordou.
Concretizado o objetivo de representar a seleção, Rafael Bessa depara-se agora com a dificuldade de satisfazer tantos pedidos de bilhetes. "A verdade é que quando soube que tinha sido convocado, uma das primeiras coisas que me passou pela cabeça foi como é que eu vou arranjar bilhetes para tanta gente? Começaram logo a chover mensagens, a pedir bilhetes, mas não sei ainda em que zona é que eles vão ficar, mas o que importa é estarem presentes", concluiu.
O Europeu decorre em Paredes entre 1 e 6 de setembro, no Pavilhão Rota dos Móveis, em Lordelo, com oito seleções distribuídas por dois grupos.
Portugal integra o Grupo A, com Espanha, Itália e França, cuja classificação ditará o cruzamento com as formações do Grupo B, composto por Suíça, Alemanha, Andorra e Áustria, em eliminatórias a realizar a 4 e 5 de setembro. A final está marcada para 6 de setembro, às 21:15.
Mesmo sem vencer desde 2016, Portugal é a seleção mais titulada nos Europeus, com 21 troféus, seguido pela Espanha, com 19, claramente mais regular nas últimas décadas, ao vencer 10 das últimas 12 edições.
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