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Matheus Nunes decide, Paulinho nem tanto: As notas do Sp. Braga-Sporting

Médio internacional português foi peça chave da equipa de Rúben Amorim, marcando presença em momentos defensivos e ofensivos. Enquanto o motor de Matheus Nunes carborava, Paulinho pouco ajudava na frente.

Matheus Nunes decide, Paulinho nem tanto: As notas do Sp. Braga-Sporting

Sporting e Sp. Braga dividiram pontos neste domingo (3-3), em jogo bastante animado na Pedreira. Na retina, ficaram os vários lances de espetáculo que abrilhataram o arranque da I Liga de 2022/23, mas também os pontos fortes e fracos de ambas as equipas.

Se, de um lado, o Sporting tem de acertar, espcialmente, a pontaria do ataque, o Sp. Braga tem a missão de acertar os posicionamentos defensivos e o trabalho conjunto da linha defensiva.

Os golos do Sporting chegaram de alguns erros entre Niakaté e Victor Gómez, que não se posicionaram bem perante o adversário. Já o Sporting, que, diga-se, também falhou defensivamente, não teve acutilância para fechar o jogo logo na primeira parte, tendo tido várias oportunidades de golo.

Pedro Gonçalves, Nuno Santos e Marcus Edwards atiraram a contar para os leões, enquanto Simon Banza, Niakaté e Abel Ruiz igualaram as contas para os minhotos. Apesar das falhas, este jogo foi um pronúncio para o que espera o adepto português nesta nova época.

Dito isto, vamos às notas do jogo.

A figura

A criação de oportunidades do Sporting não partiu tanto dos extremos Trincão e Pedro Gonçalves, que estiveram mais vezes nos momentos de finalização. Essa criação das jogadas com vista ao golo partiram, na sua maioria, dos pés de Matheus Nunes. Foi o médio quem levou a bola mais vezes para a frente e forçou a equipa do Sp. Braga a sair da posição para lhe tirar a bola, abrindo espaço para os colegas. Foi também o internacional português quem fez o passe genial para Porro assistir Pedro Gonçalves, bem como o cruzamento milimétrico para o pé esquerdo de Nuno Santos, que rematou de primeira para o segundo golo do Sporting.

A surpresa 

Numa altura em que Artur Jorge procurava estabilidade a meio campo e atrevimento na frente, entraram em campo André Castro e Rodrigo Gomes. Dos dois, o último foi o mais surpreendente. Já em Alvalade, na segunda metade da última época, tinha deixado o aviso à equipa de Rúben Amorim. Desta vez, esteve mais perto do golo. Foi matreiro, causou alguns calafrios à defesa do Sporting, tirando Matheus Reis e Matheus Nunes do sério. O Sp. Braga tem jogador para os próximos anos.

A desilusão

A pré-época do Sporting serviu de teste para novas ideias de jogo e, depois deste empate frente ao Sp. Braga, é esperado que Rúben Amorim desfaça a sua ideia inicial para o onze. Paulinho passou completamente ao lado desta partida. No ano em que chegou a Alvalade, fez-se valer pelo trabalho de pivô que fazia, abrindo espaços para os colegas e servindo, compensando os golos que não marcava. Desde então, deixou de assistir e continuou a não marcar. Nesta partida, falhou abordagens a lances de grande oportunidade, não conseguiu ter presença assertiva na grande área. Marcus Edwards teve mais ações em menos minutos de jogo e não seria de estranhar se entrasse no onze inicial no próximo jogo.

Os treinadores 

Artur Jorge

Mostrou as ideias destemidas que tem para este Sp. Braga. Já se sabia que era um treinador ambicioso, apaixonado pela profissão e, sobretudo, pelo clube que representa. Essa paixão acabou por facilitar-lhe a tarefa de transmitir a mensagem à equipa. Viu-se que, mesmo sendo o primeiro jogo oficial da época, este Sp. Braga já tem muito de Artur Jorge, tal como Artur Jorge tem muito de Sp. Braga.

Rúben Amorim

Teve a felicidade de poder levar Adán na baliza e, verdade seja dita, poderá ter assegurado com essa decisão que não perdia o jogo. Foi o espanhol que 'salvou' várias vezes uma equipa que ainda se assusta com a forte presença ofensiva do adversário. O golo de Banza mostrou que ainda há muito trabalho pela frente para que esta equipa, que Rúben Amorim já reconheceu como mais adulta, possa crescer e tornar-se realmente sólida. Decidiu bem ao lançar Edwards e Rochinha no jogo, não tem culpa da condição física de St. Juste nem do erro defensivo de Esgaio, que, em parte, custou a vitória ao Sporting. Ainda assim, pela dificuldade do jogo, pelo tamanho do desafio, acaba por ter um começo satisfatório, com margem para progressão, mas apressada.

O árbitro da partida 

Boa arbitragem no global por parte de Fábio Veríssimo. Teve uma grande decisão para tomar ao anular o golo do Sp. Braga, por fora-de-jogo numa jogada entre Ricardo Horta e Simon Banza. De resto, não teve de ligar com grandes problemas e acertou a maioria das decisões.

Leia Também: Sporting e Sp. Braga dividem pontos em tarde com 'Pote' de golos

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