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Seleção de ténis de mesa orgulhosa mas queria mais

A portuguesa Jieni Shao, prata em singulares e bronze em equipas, e João Geraldo, bronze em singulares e prata em equipas, mostraram-se hoje orgulhosos da prestação portuguesa nos Jogos do Mediterrâneo Oran2022, mas queriam mais.

Seleção de ténis de mesa orgulhosa mas queria mais

A seleção foi a todos os pódios na modalidade, com a equipa masculina na prata, o lugar que hoje Jieni Shao conquistou para si em singulares, e a feminina no bronze, lugar hoje consumado por João Geraldo em masculinos.

Frente à 13.ª jogadora mundial, a monegasca Xiaoxin Yang, o cansaço acumulado e o facto de não se "sentir bem" pesaram para Shao, 53.ª, que perdeu por 11-4, 11-8, 11-7 e 11-9.

Também Geraldo, 42.º no 'ranking' mundial, apresentava uma carga de jogos elevada, e depois de perder na meia-final, venceu na repescagem o 116.º jogador mundial, Niagol Stoyanov, por 4-0 (11-9, 11-3, 11-5 e 11-7).

"O cansaço era muito, senti que estávamos ambos muito exaustos, e jogar depois de uma derrota é sempre difícil, quase não tive tempo de aceitar a derrota da meia-final. Ainda vou ter de processar a derrota, senti mesmo que podia ter ganho o jogo e chegado à final, e ter uma boa oportunidade para trazer o ouro para Portugal", explicou Geraldo à Lusa.

Apesar disso, "acabou por ser o bronze", o que o deixa "bastante orgulhoso", sobretudo depois de ter estado em todos os jogos de equipas e até ao último no torneio de singulares, uma dezena e meia de combates.

"Cumpri com o que me é entregue, e no individual já sabia que ia sofrer um pouco essas consequências. Estou aqui para lutar, é este o meu trabalho, estou contente com o resultado. Estava para o primeiro lugar, mas o bronze também é positivo", avaliou.

Portugal apresentava um nível "bastante bom" em relação a grande parte da competição, mesmo que tenham participado, em masculinos e femininos, atletas do 'top 20' mundial, e assim "vir aqui e não tentar lutar por medalhas não seria ambicioso".

"É normal estarmos a lutar por medalhas", justificou.

Jieni Shao mostrou a mesma ambição, ao confessar "alguma pena" pela prata. "O objetivo era ganhar o ouro", admitiu.

A conquista do bronze em equipas e a prata em singulares "foi boa" e fortalece o objetivo de voltar aos Jogos Olímpicos em Paris2024. "Primeiro entrar e depois vê-se o que podem ser os sonhos. O sonho é o pódio", atirou.

É a sexta medalha portuguesa em Oran2022, a terceira de hoje, depois do ouro do ciclista Rafael Reis no contrarrelógio individual, e a quarta do ténis de mesa, que também tem uma prata em equipas masculinas (João Monteiro, João Geraldo e Diogo Chen).

Jieni Shao já tinha vencido o bronze ao lado de Inês Matos e Matilde Pinto no torneio por equipas, e a ginasta Filipa Martins foi terceira na final das barras paralelas assimétricas.

Os Jogos do Mediterrâneo Oran2022 arrancaram no sábado e decorrem até 06 de julho, com mais de três mil atletas de 26 países diferentes, incluindo 159 portugueses em 20 disciplinas.

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