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Da pizzaria dos pais para o futebol: A história de Mino Raiola

Figura polémica do futebol mundial, de personalidade bem traçada, Mino Raiola começou por ajudar nos negócios do Ajax até chegar aos dias de hoje, onde é um dos mais conceituados agentes de futebol.

Da pizzaria dos pais para o futebol: A história de Mino Raiola

A figura de Mino Raiola é uma das mais polémicas e menos apreciadas no panorama internacional do futebol. Seja pela postura assertiva e pouco amigável que transmite, seja pela falta de abertura nos negócios que faz, seja pelas atitudes polémicas que toma. No entanto, a história de Mino Raiola é interessante, começando numa pizzaria local, negócio dos pais instalado nos Países Baixos, chegando até aos dias que correm, sendo reconhecido, acima de tudo, como um dos principais agentes do futebol mundial.

Tudo se desenrolou a partir de 1998. Roderick Turpijn era jogador do Ajax, equipa campeã nos Países Baixos nesse mesmo ano. O plantel era riquíssimo em talento, contando com a fornada nacional que tinha Edwin van der Saar, Danny Blind e os irmãos De Boer, mas também com o talento estrangeiro de Christophen Kanu, MIchael Laudrup, Jari Litmanen, Benni MacCarthy e o português Dani. Turpijn jogou uma mão cheia de jogos pela equipa de Amesterdão e foi pouco depois dispensado. Como opção, surgiu o De Graafschap.

É aqui que entra Raiola, que, num extraordinário ato de coragem, decidiu deixar cair as negociações com o clube, exigindo que igualassem o salário que o jogador recebia no campeão holandês. A figura de Mino Raiola construiu-se aí, quando o De Graafschap aceitou as condições, acrescentando extras ao contrato de Turpijn, que nem precisou de jogar até aos trintas para conseguir estabilidade financeira.

Na generalidade, os jogadores gostam de Raiola. A figura pouco simpática do superagente italiano é a chave para que o seus representados consigam contratos chorudos. O caso que serve de cartão de visitas de Raiola é o de Paul Pogba, que deixou o Manchester United para jogar na Juventus, onde cresceu, foi campeão e deixou, não só uma marca desportiva, como mais de 100 milhões de euros nos cofres. A mudança do médio francês não caiu bem no clube inglês, que na figura de Sir Alex Ferguson, decidiu cortar imediatamente relações com o agente de futebol.

Raiola fez-se valer da sua língua materna para conseguir trabalhar desde os Países Baixos para a Itália. Foi depois da transferência de Turpijn que o italiano cresceu no mercado e foi peça fundamental nos negócios do Ajax. Participou nas transferências de Michel Kreek para o Padova, de Marciano Vink para o Genoa, de Bryan Roy para o Foggia e até de Dennis Bergkamp para o Inter. O futebol italiano era o melhor na época e a facilidade de negociar de Mino Raiola já era bastante evidente.

Mas algo mais ficou em evidência. Raiola não fez os negócios e saiu. O italiano acompanhou os jogadores, mostrou-se amigo, ajudou aqueles que não se adaptaram imediatamente à nova vida.

"O mais importante foi a forma como ele olhou por mim depois de termos fechado o acordo. Dia e noite, eles estava sempre comigo. Queria assegurar-se de que eu ficaria da melhor forma possível ali. Isso é algo que nunca vou esquecer e serei eternamente grato por isso. Nem todos o fariam", contou Bryan Roy, que chegou a Itália com 23 anos.

A capacidade de Raiola para resolver qualquer problema maravilhava os jogadores, que se sentiam bem representados, mesmo que o italiano fosse jovem e inexperiente no mercado do futebol. "Ele era capaz de arranjar solução para tudo. Por exemplo, quando assinei contrato, não havia contrato incluído. Em dois dias ele arranjou um carro para mim através de um patrocínio pessoal. Havia coisas específicas e ele simplesmente fazia-as. Não era o trabalho dele, mas ele fazia na mesma", revelou Michel Kreek

Raiola foi pizzaiolo, tradutor, vendedor de serviços e chegou longe como agente. Atualmente com as carreiras de Paul Pogba, Erling Halland, Zlatan Ibrahimovic, Matthijs de Ligt, Gianluigi Donnarumma, Marco Verratti, Alessio Romagnoli, Moise Kean, Blaise Matuidi, Henrikh Mkhitaryan, Mario Balotelli, Xavi Simons, entre outros, não guarda grandes amigos, mas coleciona grandes negócios no futebol.

Leia Também: Mino Raiola faz ultimato ao PSG. Ou jovem estrela é 'promovida'... ou sai

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