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Leão 'TT' não teme noites 'Frias'. As notas do Belenenses-Sporting

Azuis do Restelo sofreram cedo, mas mantiveram-se 'vivos' no jogo até bem perto do final. No entanto, a expulsão do lateral deitou tudo a perder.

Leão 'TT' não teme noites 'Frias'. As notas do Belenenses-Sporting

Depois de Famalicão e FC Porto, foi a vez de o Sporting carimbar, ao final da noite desta sexta-feira, o passaporte para os 16-avos-de-final da Taça de Portugal, ao visitar e derrotar o Belenenses, no estádio do Restelo, por categóricos 4-0.

Os leões entraram com tudo na partida da terceira eliminatória da prova-rainha do futebol nacional, e, ao fim de apenas 90 segundos, já faziam a festa, graças a um golo de Tiago Tomás, que deu o melhor seguimento possível a um cruzamento rasteiro de Rúben Vinagre a partir da ala esquerda do ataque.

Mesmo sem nunca encantar, os verde e brancos foram assumindo o comando do jogo. Foi aí que Marcelo Valverde disse 'presente', assinando uma série de grandes defesas que foram mantendo os azuis 'vivos' na luta pelo resultado.

Aqui e ali, os homens da casa foram deixando alguns sinais de aviso, ainda que sem nunca dar trabalho a João Virgínia. O Sporting respondeu e, já aos 68 minutos, garantiu alguma tranquilidade, novamente por intermédio de Tiago Tomás, desta feita de cabeça.

Apenas dois minutos depois, o jogo mudaria por completo, fruto da entrada desastrosa de André Frias em campo. O lateral começou por ver um cartão amarelo, devido a uma falta dura que lesionou Pedro Porro, e acabou por cometer uma grande penalidade e receber ordem de expulsão.

Foi, de resto, precisamente da marca dos 11 metros que Jovane Cabral e Nuno Santos fizeram o gosto ao pé, selando, desta maneira, um triunfo verde e branco que foi bem mais complicado do que os números finais deixam transparecer.

Figura

O Belenenses era uma oportunidade de ouro para demonstrar serviço, e Tiago Tomás sabia disso mesmo, o que se demonstrou, quer pela positiva, quer pela negativa. O avançado marcou dois golos, mas podia ter feito muito mais, não fosse uma exibição inspirada de Marcelo Valverde (assim como alguma ineficácia do próprio). A ansiedade de mostrar serviço foi-se notando em algumas ocasiões, mas é, claramente, a cara da vitória verde e branca.

Surpresa

Aos 17 anos, Gonçalo Esteves estreou-se pela equipa principal do Sporting, e o cartão de visita dificilmente poderia ter sido melhor. Uma grande exibição do antigo jogador do FC Porto, oferecendo um vasto leque de substituições na ala direita dos leões, sem nunca descurar o aspeto defensivo. Dificilmente alguém tocará na titularidade de Pedro Porro, mas Ricardo Esgaio sabe que terá de se aplicar para não perder o lugar na hierarquia dos alas destros.

Desilusão

Exibição desastrosa de André Frias, ele que até vinha a ser uma das principais figuras do Belenenses na nova temporada, com três assistências ao cabo de cinco jogos. No espaço de oito minutos, lesionou Pedro Porro, cometeu uma grande penalidade e viu dois cartões amarelos e o respetivo vermelho, deitando por terra qualquer réstia de esperança que o Belenenses ainda poderia ter em surpreender o Sporting.

Treinadores

Nuno Oliveira: Personalidade não falta a este Belenenses, que, mesmo sabendo que era teoricamente inferior, nunca abdicou de tentar impor um jogo apoiado. No entanto, na hora da verdade, a diferença de valor entre as individualidades fez toda a diferença, quer na defesa, quer no ataque. Ainda assim, um sinal positivo para este histórico do futebol português.

Rúben Amorim: O jogo era, pelo menos no papel, de dificuldade reduzida, pelo que o treinador do Sporting fez questão de apostar nos jovens que queriam mostrar serviço (como Gonçalo Esteve e João Virgínia) e naqueles que necessitavam de ritmo (como Gonçalo Inácio e Pedro Gonçalves). Os leões nunca passaram por percalços, mas voltaram a demonstrar alguma previsibilidade no ataque. A vitória não merece, no entanto, qualquer tipo de contestação.

Árbitro

Uma noite tranquila para Gustavo Correia, que não teve lances de dificuldade muito elevada. Poderia ter exibido o cartão vermelho direto a André Frias pela falta cometida sobre Pedro Porro, mas o amarelo não choca, até porque o jogador do Belenenses tinha acabado de entrar em campo.

Leia Também: "Marcar golos é sempre o meu objetivo. Devia ter feito mais..."

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