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Dragão foi 'traVARdo' em Madrid. As notas do Atlético-FC Porto

Num jogo com muita intensidade e poucas ocasiões, um dos lances capitais do jogo foi o golo anulado a Taremi. FC Porto sai de Madrid com um ponto.

Dragão foi 'traVARdo' em Madrid. As notas do Atlético-FC Porto

O FC Porto saiu esta quarta-feira de Madrid com um ponto, depois de um empate frente ao Atlético na jornada inaugural da fase de grupos da Liga dos Campeões. Mais um jogo onde a equipa lusa deixou muito boa imagem, até porque poderia ter deixado o Wanda Metropolitano com uma vitória. Mas comecemos pelo início. Já se pode falar num ‘FC Porto à Champions’?

Os dragões são uma equipa que se apresenta cada vez mais madura e segura em jogos europeus e nem o facto de jogar no terreno do campeão espanhol os melindrou.

A equipa de Sérgio Conceição entrou bem, com a habitual atitude e intensidade, tendo dificultado a vida ao Atlético de Madrid, que desde início denotou problemas na criação de oportunidades. Sempre que os homens de Simeone chegavam ao último terço eram ‘abafados’ pelos defensores portistas. Diogo Costa fez algumas defesas no 1.º tempo, mas à exceção do remate de Suárez logo nos primeiros minutos, pouco teve de se aplicar.

As dificuldades do Atlético deixaram o seu treinador insatisfeito e Simeone mexeu na equipa logo aos 36 minutos. Lemar saiu para dar entrada a Rodrigo De Paul, mas os efeitos da substituição foram praticamente nulos até à ida para os balneários. O FC Porto deixou uma boa impressão na primeira parte, com posse de bola, com acutilância no ataque, com organização defensiva, e a segunda metade prometia.

Contudo, apesar de Otávio ter ficado perto de marcar logo aos 50 minutos após um cruzamento que embateu no poste, o Atlético subiu de rendimento e começou a pressionar mais a equipa azul e branca. O FC Porto foi recuando no terreno, muito por culpa da subida de rendimento dos colchoneros, mas sempre com a maior parte dos lances controlados.

A intensidade manteve-se, mas lances de perigo escassearam, tal como na primeira parte. O lance mais polémico acabou por dar… ‘sururu’. Taremi adiantou o FC Porto à passagem do minuto 80, depois de um verdadeiro ‘embrulhanço’ com Oblak. No entanto, o árbitro entendeu que a bola entrou depois de um toque involuntário do braço do iraniano e, após consultar o VAR, anulou o golo dos azuis e brancos. O FC Porto protestou, mas de nada valeu.

Já perto do final, Mbemba viu também o cartão vermelho direto após falta sobre Griezmann, mas uma vez mais ficou a ideia de que o juiz do encontro, Ovidiu Hategan, foi demasiado ‘rigoroso’. Chamemos-lhe assim. Tudo terminou com honras repartidas no Wanda Metropolitano.

Figura

Em 90 minutos de grandes combates, principalmente a meio-campo, Grujic tem de ser enaltecido pelo seu trabalho ao longo de todo o jogo. Foi lançado por Conceição para este jogo e foi aposta ganha. Exímio na recuperação de bolas, muito bem a fechar espaços e um elemento importante também no início da construção ofensiva do FC Porto. Alguém diria que foi o seu primeiro jogo a titular esta época?

Surpresa

O que Luis Díaz consegue fazer mesmo com tão pouco espaço é sempre surpreendente. O colombiano tem muito futebol nos pés e é um dos elementos mais preponderantes no ataque portista. Tentou sempre imprimir velocidade ao jogo, mesmo que algumas vezes o fizesse quase sozinho. É diferenciado e mesmo não tendo brilhado, deixou alguns apontamentos positivos em Madrid.

Desilusão

Zaidu voltou ao onze do FC Porto e tinha uma excelente oportunidade para se redimir, depois da sua última atuação. Conceição disse que o retirou ao intervalo pelo amarelo que já tinha, mas na retina ficaram também as más recepções de bola e alguns cruzamentos mal tirados. Foram 45 minutos pobres por parte do lateral nigeriano.

Diego Simeone

Sempre muito interventivo, não pareceu gostar da equipa logo nos minutos iniciais. Prova disso foi a primeira substituição ter ocorrido ao minuto 36. O 3x4x3 que montou nunca conseguiu verdadeiramente destabilizar a equipa do FC Porto e, apesar de na segunda metade os colchoneros terem tido mais bola, pedia-se mais volume ofensivo ao campeão espanhol. 

Sérgio Conceição

Mudou algumas peças do onze inicial e acertou em quase todas. A estratégia estava bem preparada e, apesar de apenas ter somado um ponto, a sua equipa foi igual a si mesma e deu mais uma vez mostras de ser uma equipa talhada para grandes jogos. Faltou algum primor ofensivo na criação de oportunidades, mas do outro lado estava também o campeão espanhol.

Ovidiu Hategan, árbitro

Nove amarelos e um vermelho é muito cartão. É verdade que as duas equipas jogaram sempre no limite mas o árbitro romeno teve um critério sempre muito apertado. Inevitavelmente ficará ligado à história do jogo devido ao golo anulado a Taremi. Bem ou mal anulado? Vamos aos factos. Primeiro, Oblak derruba o avançado do FC Porto e deveria ter sido marcada grande penalidade. Depois, mesmo havendo toque involuntário com o braço na bola, ela parecia encaminhar-se para a baliza. O resto deixamos para os especialistas da UEFA analiseram.

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