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Fernando Pimenta já em Portugal: "Medalha é incontestável mas quero mais"

Canoísta português confessou que só esta quarta-feira se apercebeu de "quão perto" ficou da medalha na final de K1 1.000 metros.

Fernando Pimenta já em Portugal: "Medalha é incontestável mas quero mais"

Fernando Pimenta chegou, ao início da manhã desta quarta-feira, a Portugal, após a medalha de bronze conquistada nos Jogos Olímpicos de Tóquio, na categoria de K1 1.000 metros. Um feito que o orgulha, mas que, garante, não o 'deslumbra'.

Em declarações prestadas aos jornalistas, o canoísta português reforçou que nunca se dá por "satisfeito", e afirmou que já está a pensar nos Mundiais... e nos Jogos Olímpicos de 2024, que se irão realizar em Paris.

Entrou para a história: Ainda não estou a acreditar bem no momento. Foi um dia extremamente cansativo, ainda nem deu para rever a regata. Comentava agora com um amigo que só hoje me apercebi de quão perto fiquei da prata. Ainda não estou dentro da realidade nem a sentir o peso da medalha. Ontem, foi subir ao pódio, fazer rápido a conferência, ir ao doping, correr para a aldeia olímpica, fazer as malas e arrancar para vir embora. Ainda não estou a tomar bem a consciência deste momento. Na história, já estava, através do currículo que tenho vindo a apresentar. No currículo olímpico, ainda posso apresentar mais alguma coisa.

O que o mantém motivado: O combustível é querer mais, é essa ambição de não estar satisfeito. Claro que fiquei contente por esta medalha de bronze, era uma coisa que andava à procura. No Rio de Janeiro, fugiu por motivos alheios à minha preparação. Conseguir atingir este pódio é, sem dúvida, um marco importante. Acho que ainda tenho muito para dar ao desporto nacional. Sinto-me capaz para continuar, nos próximos anos, a conquistar resultados e medalhas para Portugal. Uma medalha olímpica é incontestável, mas, na minha cabeça, quero sempre mais. Depois de, na meia-final, bater o recorde olímpico, o que me passava pela cabeça era fazer uma final ainda mais rápida e bater o recorde que tinha imposto. Infelizmente, o húngaro bateu o recorde. Claro que fico contente por estar na história da canoagem e do desporto, mas é continuar a trabalhar.

O que se segue: No Porto, certamente vou ter a minha família. É com eles que quero estar, porque foram quase três semanas sem eles, principalmente sem a minha filha. Agora, é tentar estar com eles dois ou três dias, e depois voltar ao trabalho.

O que significa a medalha: Esta medalha significa muito, sem dúvida. Quando saí daqui, referi que já tinha a medalha da minha vida, que é a minha filha. A partir de agora, na minha carreira desportiva, tudo o que vier será um acrescento e um motivo de orgulho para ela. No futuro, muito provavelmente, vai sentir muito orgulho quando chegar à escola e disser 'O meu pai conquistou estes resultados'. Tento criar, não só nela, como também nos mais novos, este incentivo de procurarem superar-se. O mais importante é termos objetivos de vida, porque, se não tivermos, não andamos cá a fazer nada. Com estas medalhas, espero que os mais novos encontrem sempre o seu caminho e trabalhem para atingir os objetivos.

Jogos Olímpicos de 2024, em Paris: Claro que Paris já está na mente, porque, se sou o atleta que sou hoje, é porque tenho objetivos a curto, a médio e a longo prazo. A longo prazo, Paris'2024, a curto prazo, o Campeonato do Mundo, em setembro. Tenho de trabalhar de forma disciplinada até lá. Até final desta semana, o treinador já me disse que me dá um bocadinho de rédea solta, mas não de descanso, porque o corpo tem que continuar em movimento. A seguir, é trabalhar para o Mundial. Depois disso, acho que já não tenho mais nada, e aí vou descansar e preparar a próxima época.

Sentimento de chegar ao pódio: Para mim, foi um momento que quis agarrar de forma diferente. Qualquer atleta dá aqueles dois passos para chegar ao pódio, mas eu queria fazer de maneira diferente. Consegui isso mesmo. Para mim, o momento em que beijo o pódio, a medalha e a chupeta da minha filha vai ficar eternizado na minha história, na história do desporto nacional e mesmo da canoagem mundial.

Tempos aproximados: Quando saí daqui, disse que ia ser das competições mais disputadas de sempre de K1 1.000 metros, e viu-se. Tivemos dois húngaros no pódio, mas podíamos ter dois franceses, dois russos... Foi a primeira vez em Jogos Olímpicos que um país colocou dois atletas no pódio. Ver o meu colega russo, que foi terceiro no Rio de Janeiro, ficar de fora das medalhas e da final, trouxe à tona o que tinha dito. Para alguns atletas, era uma competição sem pressão, porque não tinham resultados para a ter.

Mensagem para portugueses e benfiquistas: A mensagem é igual para todos. Que sejam autênticos, que procurem ter pessoas de bem à volta, com energia positiva. É o mais importante. Quando estamos num núcleo onde há duas ou três pessoas que estão a tentar perturbar, temos que tentar eliminar o ruído, que não nos ajuda em nada. E focarmo-nos nos nossos objetivos e da nossa equipa, não fazer chacota das outras equipas ou de outros países. Temos que afirmar que Portugal pode vir a ser uma grande potência ao nível do desporto e não só. Basta um pouco mais de incentivos e apoios para que isso aconteça. Que se continue a trabalhar com objetivos, sem ouvir as pessoas que são pautadas pelo insucesso e que vão dizer que não vamos conseguir. O impossível está na nossa cabeça.

Leia Também: Fernando Pimenta conquista medalha olímpica de bronze em K1 1.000

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