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Nem a Covid-19 lhes tirou o esplendor: As sete revelações de 2020

Do futebol ao basquetebol, sem esquecer o ciclismo, o ténis e o motociclismo, o Desporto ao Minuto teve a difícil tarefa de escolher aquelas que considera ter sido as revelações de 2020.

Nem a Covid-19 lhes tirou o esplendor: As sete revelações de 2020

O ano de 2020 será sempre recordado como o ano da pandemia do novo coronavírus. De repente, em pleno mês de março um vírus espalhou-se pelo mundo fora, obrigou grande parte dos países a entrar em confinamento e, durante meses, o desporto ficou em suspenso. Foram semanas e semanas em que os adeptos ficaram privados dos jogos e eventos que habitualmente nos fazem desligar das nossas vidas, independentemente das modalidades. 

Ainda assim, e apesar de um ano atípico, foram vários os rostos que se destacaram de forma até algo inesperada. Falamos, pois claro, das revelações de 2020. 

Do futebol ao basquetebol, sem esquecer o ciclismo, o ténis e o motociclismo, o Desporto ao Minuto teve a difícil tarefa de escolher aquelas que considera ter sido as sete revelações de 2020. 

Vamos a elas. 

Pedro Gonçalves 

A ascensão de Pote, como é conhecido no mundo do futebol, aconteceu ainda em 2019, mas foi em 2020 que deu o salto definitivo. Depois de uma temporada de afirmação no Famalicão, o jovem médio foi pedido expresso de Rúben Amorim no Sporting e tem brilhado em Alvalade. É, talvez, o melhor jogador do nosso campeonato por esta altura - os números não mentem - e dá outro colorido ao jogo dos leões. 

Falta apenas o passo que lhe é inteiramente merecido: a devida chamada de Fernando Santos à seleção nacional. 

João Almeida 

O ciclismo constituiu parte importante na história do desporto português neste ano civil. João Almeida vestiu de rosa na Volta a Itália durante várias etapas e fez o país inteiro acompanhar aquilo que se passava em terras transalpinas. Num ano em que a Volta a Portugal foi adiada para 2021, aquilo que João Almeida fez além-fronteiras foi devidamente acompanhado pela imprensa portuguesa. Terminou o Giro de Itália em quarto lugar e foi recebido pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, tal como Rúben Guerreiro, outro ciclista português que brilhou na mesma prova com a conquista da etapa da montanha. 

Diogo Jota 

Jota foi uma das boas surpresas neste ano de 2020. É certo que quase toda a gente já sabia aquilo que o internacional português era capaz de fazer, mas a transferência para o Liverpool tornou tudo mais mediático. Apesar do elevado grau de dificuldade que é jogar numa equipa candidata ao título em Inglaterra, a verdade é que Jota 'despachou' os mais céticos com golos e exibições que merecem elogios de Jurgen Klopp e de diversos ex-jogadores. Infelizmente, sofreu uma lesão no início de dezembro que o impediu de terminar o ano em grande estilo. 

Ainda assim, 2020 foi um ano memorável para Jota e pode ser resumido em dois momentos: assinar pelo Liverpool e ser peça essencial na seleção nacional. 

Daniil Medvedev

Daniil Medvedev inscreveu o nome na história do ténis depois de vencer as ATP Finals, em Londres. O tenista russo venceu o o austríaco Dominic Thiem na grande final, mas esta conquista não se resumiu ao derradeiro jogo. 

Até chegar à grande final do torneio, o tenista de 24 anos foi deixando para trás nomes consagrados como Djokovic (grupos) e Rafa Nadal (meias-finais). Feitas as contas, Medvedev venceu, num curto período de cinco dias, os três primeiros do ranking mundial. Um feito ao alcance de poucos. 

Medvedev foi, assim, a maior revelação do ténis mundial em 2020 e é agora apontado como um dos grandes candidatos a conquistar um título do Grand Slam em... 2021.

Jimmy Butler

Butler foi um dos principais rostos da NBA em 2020. Depois de chegar aos Miami Heat em junho de 2019 rodeado de olhares desconfiados, o antigo jogador de Chicago Bulls, Minnesota Timberwolves e Philadelphia 76ers foi conquistando o seu lugar na equipa e acabou por ser um dos principais responsáveis por levar os Miami Heat à primeira final da NBA depois da saída de LeBron James. 

No terceiro jogo diante dos LA Lakers, Jimmy Butler assinou umas das melhores exibições da carreira coroada com um triplo-duplo de 40 pontos, um feito somente alcançado por LeBron James e Jerry West até aos dias de hoje. 

O mérito de Butler é ainda mais assinalável tendo em conta o passado do jogador dos Miami Heat. A infância foi palco de vários momentos capazes de causar consequências a longo prazo. Jimmy foi abandonado pelo pai em criança e expulso de casa pela mãe aos 13 anos. A partir daí, o ala norte-americano passou por diversos degraus até chegar à NBA onde, por esta altura, é uma das figuras de relevo. Com toda a justiça, diga-se.

Joan Mir

Joan Mir conquistou o título de campeão do Mundo de MotoGP em 2020 com a Suzuki, numa temporada que terminou em Portimão. Com 23 anos e conhecido por ser um piloto sem espaço para egos, a paixão de Mir pelas motos até nem começou muito cedo. Aliás, os skates e as trotinetes foram as paixões de duas rodas para o espanhol durante a infância. Apenas aos 10 anos, Mir começou a olhar para as motos com olhos de competição e em 2020 conseguiu alcançar aquilo que muitos desejam mas poucos têm. 

Numa temporada marcada pela pandemia do novo coronavírus, Joan Mir foi o exemplo de que o isolamento é, de facto, a melhor arma para combater o vírus. Treinou sozinho em Andorra e apenas saiu em caso de necessidade. Um sacrifício com resultados práticos e que colocou fim ao jejum de 20 anos sem títulos por parte da marca japonesa.

Dominik Szoboszlai

É justo dizer que 2020 tem mais más memórias do que boas, mas o ano que está prestes a terminar será para ser recordado pela afirmação de Dominik Szoboszlai. O jogador do RB Salzburgo brilhou ao serviço do clube, mas foi pela seleção da Hungria que assinou o momento mais brilhante da sua ainda curta carreira. Haverá melhor sensação do que marcar o golo que garante um lugar no Euro'2020 - que vai ser disputado no verão de 2021 -, à sua seleção? Certamente poucos momentos terão tamanha importância para Szoboszlai nos próximos anos.

O internacional húngaro é considerado um diamante sem limites de potencial e foi seguido de perto pelos mais diversos tubarões europeus, incluindo o FC Porto e o Benfica. Entretanto foi o RB Leipzig quem conseguiu assegurar, desde já, a sua contratação.

Ah, e Szoboszlai confessou ser fã de Cristiano Ronaldo. No próximo verão vão defrontar-se na fase de grupos do campeonato da Europa. Será apenas mais uma etapa de sonho para este craque do futuro.  

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