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Notas do FC Porto-City: 'Muralha' valeu milhões e um registo histórico

Destaque para Marchesín, que se mostrou em grande nível. Do lado do City, Pep Guardiola só se pode queixar da falta de eficácia.

Notas do FC Porto-City: 'Muralha' valeu milhões e um registo histórico

O FC Porto garantiu o passaporte para os oitavos de final da Liga dos Campeões e pouco mais de 10 milhões de euros, não sem antes suar a camisola. Foi preciso correr, baixar e fechar linhas e esperar alguma desinspiração. Diante do Manchester City, a posse de bola não sai barata. Todos sabem que Pep Guardiola privilegia o controlo do jogo e, apesar de jogar em ‘terreno inimigo’, no Dragão, a formação de Manchester desde cedo mostrou o ritmo que queria impor na partida.

Sérgio Conceição montou uma estratégia com três defesas para tentar contrariar o poderio ofensivo dos citizens e conseguiu. No entanto, na saída de bola as coisas não foram fáceis. A pressão alta da equipa inglesa foi uma dor de cabeça para o conjunto da Invicta, que pouco conseguiu incomodar Ederson ao longo dos 90 minutos. Foram feitos apenas dois remates, ambos de Sérgio Oliveira.

Não que o Manchester City tenha disposto de um role de oportunidades incríveis., porém, existiram alguns momentos de sobressalto na grande área do FC Porto. Um dos mais gritantes, talvez, tenha sido no momento do remate de Sterling aos 37 minutos. Valeu Zaidu a cortar em cima da linha de golo, uma vez que Marchesín estava batido.

No segundo tempo, o City manteve a toada e foi dono e senhor do jogo. O FC Porto não conseguiu ter muita bola e os pupilos de Guardiola foram assombrando a baliza de Marchesín, sem conseguir realmente o objetivo: o golo. Sterling voltou a visar as redes azuis e brancas, tal como o português Rúben Dias, mas nem as melhores oportunidades o City conseguiu aproveitar.

Até final, o FC Porto foi aguentando a investidas britânicas no seu meio-campo e, números à parte, a eficácia do City não foi das melhores. Gabriel Jesus ainda chegou a fazer balançar as redes aos 81 minutos, mas o VAR anulou o lance por posição irregular. Este foi o quarto jogo consecutivo do FC Porto sem sofrer golos na Champions, algo que nunca tinha sido alcançado até hoje na mesma edição da prova.

Figura: A bola parecia não querer entrar na baliza do FC Porto e, mesmo se quisesse, parece-nos que Marchesín a ia agarrar. O guarda-redes do FC Porto mostrou um nível soberbo e defendeu tudo aquilo que havia para defender. De saídas na altura certa, a manchas feitas corretamente, a defesas para a fotografia... Houve momentos para todos os gostos. Bem, menos para os gostos dos jogadores do Manchester City, certamente.

Desilusão: Ferrán Torres foi aposta no City, mas parecia um corpo estranho naquela frente de ataque. Passou ao lado do jogo e desperdiçou uma bela oportunidade. Num lance em que podia ter feito golo, não conseguiu acertar na bola, desperdiçando assim a hipótese de oferecer a vitória à sua equipa.

Surpresa: Na ausência de Pepe, foi ele a comandar a defesa portista. Era preciso uma voz de comando e Mbemba esteve à altura das exigências. Sempre muito interventivo nas ações defensivas, parecia um verdadeiro polvo a aparecer em todo o lado para cortar as várias ofensivas do City.

Sérgio Conceição: É verdade que o FC Porto jogou num bloco baixo e compacto? É. É verdade que o FC Porto somou apenas dois remates em 90 minutos? É. Mas foi eficaz. O poderio das duas equipas não é comparável, tal como o técnico português disse no final da partida, e a estratégia mais defensiva, adotando um sistema com três centrais, resultou. E se resultou e se o FC Porto está nos oitavos da Champions, muito mérito é de Sérgio Conceição. Esta é a terceira vez que apura os dragões para os oitavos da prova milionária.

Pep Guardiola: Tem razões para se sentir satisfeito e frustrado ao mesmo tempo. A sua equipa jogou um bom futebol, mostrou um caudal ofensivo muito grande e pouco deixou jogar o adversário. No entanto, apesar de um FC Porto mais defensivo, o técnico catalão não poderá encontrar culpados para uma falta de eficácia que ficou demonstrada. O City dispôs de várias oportunidades e não teve arte, nem engenho para as concretizar. E a este nível... isso paga-se caro. Contudo, o o apuramento já estava no bolso e, por isso, este resultado não dará certamente muitas noites mal dormidas a Guardiola.

Árbitro, Bjorn Kuipers: Bem no lance do golo anulado a Gabriel Jesus. Ainda assim, houve um lance de possível penálti para o FC Porto que deixou algumas dúvidas e não se percebe como Fernandinho terminou o jogo sem um cartão amarelo.

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