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"Se juntar os dois títulos esta época, Jorge Jesus vai ficar na história"

O antigo avançado brasileiro Chiquinho Carioca, que venceu pelo Flamengo a Taça Libertadores de futebol em 1981, acredita que o técnico português Jorge Jesus fica na história do clube se conquistar a prova continental e o campeonato brasileiro.

"Se juntar os dois títulos esta época, Jorge Jesus vai ficar na história"

"O campeonato está assegurado e, pelo que a equipa vem apresentando, é favorita a vencer o River Plate na final. Se juntar os dois títulos esta época, Jorge Jesus vai ficar na história do clube e do futebol brasileiro", sublinhou hoje à Lusa o antigo atacante, que jogou em Portugal na década de 80 e 90, representado clubes como o Boavista ou União de Leiria.

O Flamengo, orientado pelo treinador português Jorge Jesus, defronta no sábado, às 15:00 locais (20:00 em Lisboa), o River Plate, da Argentina, no Estádio Monumental de Lima, no Peru, para a final da Taça Libertadores, que pode dar o segundo troféu ao clube brasileiro, que conquistou a prova há 38 anos.

Com quatro jogos por disputar no principal campeonato brasileiro, o 'Fla' está ainda a dois pontos de se sagrar campeão pela sexta vez e primeira desde 2009.

Chiquinho Carioca, de 59 anos, integrou o plantel que ficou na história no emblema 'rubro-negro', ao vencer no mesmo ano o campeonato carioca, a Taça Libertadores e ainda a Taça Intercontinental, numa final com o Liverpool (3-0).

"Ainda hoje, eu e os meus companheiros somos lembrados no Flamengo, mas não conseguimos vencer campeonato [eliminados nos quartos de final] e Libertadores na mesma época, algo que pode acontecer agora e ser histórico", lembrou.

Apesar de alertar para um River Plate "muito forte", o brasileiro está convicto de que o Flamengo é atualmente a equipa que pratica um melhor futebol.

A chegada de Jorge Jesus ao futebol brasileiro é positiva e está a ser bem aceite por todos no clube carioca, com Chiquinho Carioca a realçar ainda a boa relação com os adeptos.

Por vir de fora, o português levou para o Brasil "novas ideias" o que permite a todos evoluírem.

"O Flamengo oferece hoje excelentes condições a qualquer treinador que lá trabalha e ele, como bom treinador que é, está a fazer um bom trabalho", apontou.

Para o antigo avançado, o facto de juntar resultados a um bom futebol também permite aumentar a reputação do antigo treinador do Benfica e Sporting.

Com Jorge Jesus a caminhar para uma primeira época de sucesso no Brasil, Chiquinho Carioca acredita ainda que o técnico pode ficar vários anos naquele lado do oceano atlântico.

"O futebol brasileiro passa em Portugal na televisão, mas não há nada como vivê-lo pessoalmente. Pelo que ele tem dito, está muito impressionado com o futebol brasileiro e acredito que pense em ficar mais tempo", vincou.

Atualmente a viver no Rio de Janeiro, e com um projeto de formação em nome próprio, 'Chiquinho Carioca', forma jogadores sem cobrar mensalidades ou material.

Mas o avançado, não esquece nem os tempos no Flamengo, nem os 18 anos que viveu em Portugal.

"A equipa era espetacular e até se pode assemelhar à atual, mas penso que na altura tínhamos mais soluções e muitos jogadores que representavam a seleção do Brasil", recordou, lembrando nomes como Leandro, Júnior, Vítor, Tita ou Mozer.

Zico merece uma referência à parte, por ser um jogador que atualmente se "compararia a um Cristiano Ronaldo ou um Messi, por fazer a diferença dentro de campo".

Após o Flamengo, Chiquinho Carioca representou o Guarani, antes de se mudar para o futebol português, onde representou o Boavista, por quatro temporadas, e ainda União de Leiria, Desportivo das Aves, Feirense e Vila Real.

Após terminar a carreira de jogador, foi treinador do Desportivo das Aves, Cesarense, Arrifanense, Feirense e Paços de Brandão, antes de regressar ao Brasil.

A sua ligação a Portugal vai para além do futebol, e a mudança também se deveu aos laços familiares, pelo lado do pai, na zona da Póvoa do Varzim, e da sua mulher, na zona de Vila Nova de Gaia.

"Estava em casa. Os meus avós ainda eram vivos quando fui para Portugal e foi uma das coisas que me levou a mudar, pois o salário que fui ganhar era semelhante ao do Guarani. Foram tempos muitos bons e a minha filha nasceu em Portugal", contou.

Com dupla nacionalidade e o quarto nível de treinador, depois de ter treinado em escalões inferiores e apesar de alguns "bons resultados" acabou por "não ter mais oportunidades", mas Chiquinho Carioca confessa que com uma proposta certa ainda pensaria em voltar a viver em Portugal.

"Se houvesse a oportunidade de um bom clube me dar condições para fazer um bom trabalho, voltaria, porque ainda tenho família, e poderia tentar fazer em Portugal o que Jorge Jesus está a fazer no Brasil", realçou.

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