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Argentina tem sido 'aposta falhada' para o Benfica nos últimos anos

Últimos argentinos a jogar pelo clube da Luz não tiveram muito sucesso. A exceção é Franco Cervi.

Argentina tem sido 'aposta falhada' para o Benfica nos últimos anos

A Argentina tem sido mercado preferencial dos mais diversos clubes portugueses, principalmente do Benfica. Nomes como Javier Saviola, Pablo Aimar, Enzo Pérez, Gaitán e Di María brilharam com a camisola do clube da Luz, mas, nos últimos anos, os argentinos que chegaram ao clube da Luz não conseguiram comprovar em pleno a aposta feita neles. Ter-se-á a Argentina tornado um 'mercado negro' para as águias, ou este facto será resultado apenas de uma mudança de paradigma no que toca a contratações?

Olhemos para as contratações de argentinos por parte do Benfica desde 2014. Chegaram à Luz seis atletas: Lisandro López (2014/15), Óscar Benítez (2016/17), Franco Cervi (2016/17), Germán Conti (2018/19), Cristián Lema (2018/19) e Facundo Ferreyra (2018/19). De todos estes atletas, apenas Cervi conseguiu ser bem sucedido no Benfica, ainda que esta temporada esteja a ter menos minutos de jogo até agora.

Esta fraca propensão dos argentinos para brilharem na Luz pode explicar-se de duas maneiras. Por um lado, o futebol português, nos últimos anos, passou a ser mais discutido a nível tático, o que para um atleta argentino, naturalmente mais tecnicista e menos trabalhado taticamente, torna mais complicado na altura da adaptação. Por outro lado, os encarnados passaram a olhar mais para os jovens formados no Seixal para colmatar as deficiências do plantel principal, invertendo um paradigma de contratações de talentos de créditos firmados.

Notícias ao MinutoLisandro López com a camisola do Benfica© Global Imagens 

Lisandro López é o argentino com a ligação mais antiga aos encarnados. O defesa-central, de 30 anos, chegou à Luz em 2014. Depois de três temporadas em que se apresentou em forma razoável ao serviço das águias, o internacional albiceleste foi cedido ao Inter de Milão e, na época 2018/19, ao Génova. A passagem por Itália foi frustrante uma vez que disputou apenas dois jogos em Itália. O central rumou depos, na segunda parte da temporada 2018/19, ao Boca Juniors, também por empréstimo, e tem-se assumido como um dos esteios no eixo central dos argentinos. O emblema 'xeneize' está satisfeito com as suas exibições e deverá avançar para a sua contratação a título definitivo.

Óscar Benítez é, provavelmente, um nome que pouco diz aos adeptos do Benfica. O extremo é um caso estranho no clube da Luz uma vez que nunca chegou a vestir a camisola dos atuais campeões nacionais. Agora ao serviço dos mexicanos Atlético San Luis, o jogador, de 26 anos, chegou a Portugal em 2016/17 e foi desde logo emprestado ao Sporting de Braga, clube no qual realizou apenas cinco jogos - apenas dois deles como titular. A falta de oportunidades de jogo nos bracarenses levou a que fosse emprestado ao Boca Juniors, clube onde cumpriu época e meia, mas também sem jogar com regularidade. Na última temporada, Benítez foi cedido ao Argentinos Juniors, mas acabaria por deixar o país das Pampas a meio da temporada para rumar em definitivo ao Atlético San Luis.

Notícias ao MinutoCervi assumiu em entrevista quer lutar por um espaço no plantel de Bruno Lage © Reuters

Na mesma temporada em que Benítez chegou à Luz também foi contratado Franco Cervi. O extremo que tinha sido apontado ao Sporting nesse mercado de transferências acabou por rumar ao Benfica e conseguiu brilhar logo na primeira época de águia ao peito. 'Chucky', alcunha com que chegou a Portugal, marcou sete golos e foi autor de sete assistência em 41 jogos. As épocas seguintes foram de menor efetividade em termos de remates certeiros, mas o nível de assistências manteve-se: quatro golos e 10 assistências em 2017/18 e cinco golos mais cinco assistências na última temporada. Esta épocaCervi tem sido utilizado menos vezes por Bruno Lage. As boas exibições de Rafa Silva e Pizzi nas alas retiraram minutos de jogo ao argentino, mas com a lesão do ex-Sp. Braga o extremo tem surgido mais  vezes entre os eleitos.

A última temporada ficou marcada pela contratação de três argentinos. Conti e Lema chegaram para suprir um problema na zona central levantado pela reforma do eterno capitão Luisão. Mas acabariam por ser ultrapassados, no decorrer da temporada, pelo jovem Ferro.

Conti disputou os primeiros jogos de águia ao peito na equipa B, para se adaptar à nova realidade, mas acabaria por, em setembro do ano passado, estrear-se pelo plantel principal num jogo da Taça da Liga frente ao Rio Ave. Desde então, Conti foi lançado com regularidade, numa altura em que o treinador ainda era Rui Vitória, mas sem convencer por completo as hostes encarnadas. A chegada de Bruno Lage ao comando técnico da equipa principal remeteu-o para um segundo plano, dada a promoção de Ferro. Esta época Conti é um dos três jogadores ainda sem minutos disputados - os outros são Svilar e Zivkovic.

O caso de Lema é diferente do de Conti. O experiente defesa central chegou à Luz a custo zero depois de épocas muito positivas, e com muitos golos, ao serviço dos argentinos do Belgrano. No entanto, a sua passagem pelos encarnados foi quase desastrosa. O jogador, de 29 anos, vestiu a camisola das águias num jogo da Liga dos Campeões com o AEK, onde cumpriu 45 minutos, e foi titular no clássico com o FC Porto dias depois. A prestação no encontro com os portistas ficou muito abaixo do esperado, sendo que até acabou por ir mais cedo para o balneário frutos de dois cartões amarelos. Lema não voltou mais a jogar pelo Benfica e, sendo um jogador com elevados encargos financeiros para a SAD liderada por Luís Filipe Vieira, acabou por ser emprestado primeiro ao Peñarol e já está época aos argentinos dos Newell's Old Boys.

Facundo Ferreyra é, provavelmente, o caso mais surpreendente nesta lista. O avançado assinou a custo zero pelo Benfica depois de épocas muitos positivas ao serviço do Shakhtar Donetsk, clube onde marcou muitos golos. Mas a verdade é que o ítalo-argentino não conseguiu impor-se nos encarnados. Ferreyra teve inúmeras oportunidades, mas apenas conseguiu marcar um golo em nove jogos, um pouco à semelhança do que acontece com Raúl de Tomás esta temporada. Na segunda metade da época passada foi cedido por temporada e meia ao Espanyol, onde voltou a reencontrar o caminho para os golos.

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