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"Queria terminar a minha carreira assim: alegre e feliz"

Passadas 24 horas da despedida dos relvados, o agora antigo jogador brasileiro concedeu uma entrevista à BTV.

"Queria terminar a minha carreira assim: alegre e feliz"

Jonas concedeu, esta quinta-feira, uma entrevista à BTV, passadas 24 horas do momento em que se despediu dos relvados. Confira o essencial das palavras do agora antigo jogado brasileiro. 

Futuro: "Vou descansar um pouco. Tenho os meus projetos com os meus irmãos. Eu gostaria de tirar alguns cursos de administração e finanças e fazer alguns trabalhos sociais. Quero estar com a minha família e passar algum tempo com ele." 

Luisão: "Foi das pessoas que mais acolheu a minha família. Abriu as portas da casa dele para e para minha família. O Luisão é um amigo que fiz no futebol e que vai ser para sempre."

Rui Costa: "Muitas conversas, muitos conselhos. A admiração que tenho por ele. Ajudou-me muito no início. Foi muito bom o carinho e o respeito. Será eterno. Às vezes estava com algum problema físico e ele dizia-me que queria me dentro de campo no fim de semana." 

Título mais importante: "O primeiro. Foi marcante. Foi muito merecido e comerei muito em 2014/15."

Benfica: "Vou acompanhar, claro. Eu vou estar mais calmo, mas sempre acompanhar. Quero descansar nos próximos meses, mas estar sempre ligado ao Benfica." 

Herdeiro camisola 10: "Eu gostava muito de combinar com o Pizzi. Até brinquei com ele ontem: 'Vou passar [a camisola], então pega!'. Mas eu percebo que ele queira continuar com o 21."

Futuro de João Félix: "Ele está preparado para isto. É um menino maduro apesar da idade. Tem uma família a apoiá-lo. Os treinos eram animados, mas contra eu ficava bravo. Ele vai ter um futuro brilhante e uma carreira vitoriosa. Tem qualidade para dar este salto e vai ser um menino que vai dar muitas alegrias." 

João Félix: "Sem dúvida que seria o herdeiro. O Pizzi também tem qualidade de número dez, mas o Félix tinha tudo para fazer esta trajetória." 

Jardel: "É uma pessoa que marca. O Jardel é muito humilde [emocionado]. Eu tenho um carinho enorme pela família dele. Aquilo que eu vivi aqui com ele foi fantástico." 

Ernesto Valverde: "Ajudou-me muito no Valencia! Incrível. Ele colocou-me numa posição diferente. Deslocou-me para extremo esquerdo e colocou mais um médio. Eu comecei a fazer golos com ele. Foram poucos meses. Foi incrível. É uma pessoa fantástica, muito do estilo do Bruno Lage. Passava muita calma aos jogadores." 

Último golo pelo Benfica: "O Bruno Lage disse-me que aquele golo é uma prova de que temos de fazer pela vida. Um jogador de 35 anos, baixou, recuperou a bola e depois fez o golo."

Bruno Lage: "É um senhor da bola. É um ser humano fantástico e incrível. O Benfica está em boas mãos. O Bruno Lage tem uma competência tremenda." 

Lágrimas no último jogo da última época: "Já tinha decidido que terminaria a minha carreira. Tinha 99,9 de certezas. Só faltava partilhar isso com a minha família. Foi um momento marcante. O João dispensa comentários. Ele a sair, eu a entrar. Foi emocionante."

Acordo com o Benfica: "Não teve nada disso, até porque eu tinha mais um ano de contrato. Se eu pensasse na questão financeira ia continuar a jogar. A questão aqui foi mesmo a questão física que eu expliquei ao Presidente e a todos que não continuaria a jogar futebol por causa deste problema que tenho. Depois disso houve um acordo que correu dentro da normalidade. Tudo isso que saiu – e eu também acompanhei – são informações falsas. Na rescisão houve respeito, carinho, e o lado financeiro não foi a principal questão."

Troca de presentes com Vieira: "Da minha parte foi um agradecimento ao clube e por me ter ido buscar ao Valencia. Quando eu venho para cá com as minhas malas do Valencia. Eu tinha encerrado o ciclo lá, mas não tinha uma proposta concreta do Benfica. Quando venho com o meu irmão para cá, para sentar com o presidente, foi a primeira vez que estive presente numa negociação. Foi muito legal para mim e para a minha família. Não havia nada de concreto, mas vim para cá para mostrar o meu desejo de jogar no Benfica. Vou levar isso para sempre."

Relação de amizade com Vieira: "Quando fizemos o acordo eu agradeci ao presidente e disse-lhe que identificava-me muito com ele. O presidente tem uma humildade incrível. A proximidade dele com os jogadores é uma coisa impressionante. Nunca vivi uma coisa igual. O presidente está sempre connosco no Seixal e a trabalhar para nós. É alguém que trabalha 24 horas por este clube. Vou levar sempre este carinho e respeito." 

Dores nas costas: "Não dava. Há dois anos que tenho a lesão na lombar. No último ano as dores foram mais intensas, as dificuldades, os treinos, as viagens… No início da época passada arranquei mais tarde do que os meus colegas, perdi algum tempo, mas voltei confiante e joguei até dezembro. Em agosto tive a primeira crise, em janeiro tive outra e parei de novo. Mandei uma mensagem à minha família a dizer que, a partir de agora, vou ver se consigo ir até ao fim da época. Estava a ser difícil treinar, acordava com dores, terminava os treinos com dores. Depois veio o Bruno Lage e foi fundamental. Tive uma conversa com ele… falei com o Tiago Pinto, com o Rui Costa, queria falar com o Presidente, mas não deixaram. Falei com o Bruno Lage e explicou-me a minha programação até ao fim da época. Ele disse-me: ‘Como queres acabar a tua carreira no fim da época, tem de ser dentro de campo, como um campeão’. Essa conversa deu-me confiança e força, e agradeci-lhe muito. Tive treinos em que estive apenas 20 minutos e depois ia fazer alongamentos, tinha treinos que nem ia… Foi tudo programado. O Bruno Lage tratou-me de uma forma que me deixa muito grato."

Adeptos a gritarem pelo seu nome: "Foi uma mistura de muitas coisas. Senti que seria o meu último momento como jogador profissional, passou pela minha cabeça o início de jogar em casa. Era um sonho que tive e acabou por ser realizado. Estava muito sorridente e eu queria terminar a minha carreira assim: alegre e feliz." 

Despedida: "Ainda estou meio emocionado com aquilo que aconteceu ontem. A minha decisão foi muito pensada. Ao mesmo tempo que me emociono, eu também sinto-me feliz por ter terminado a minha carreira no momento certo. Eu sabia que a partir de agora já não conseguiria jogar aquilo que eu gostaria."

Estado de espírito: "Estava muito ansioso, confesso. Desde do meu período no Brasil, já tinha definido que terminaria a minha carreira aqui. Confesso que está a ser difícil dormir, mas faz parte. O que eu vivi ontem aqui deixa-me, de uma certa forma, feliz por ter acabado carreira aqui. Era o que eu desejava. Eu e a minha família estamos muito felizes por ter cumprido esse desejo."

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22h39: Agora sim, a entrevista com Jonas vai arrancar. 

22h30: Jonas ainda não compareceu nos estúdios da BTV por conta do trânsito cortado no acesso a Lisboa. 

21h30: A entrevista está atrasada por conta de Jonas estar preso no trânsito. O avançado brasileiro encontra-se na ponte de 25 de abril que está cortada por conta de um carro que está a arder. Confira o vídeo desse mesmo incidente. 

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