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André Caio: Da chegada ao FCP à prenda de Herrera, até ao regresso a casa

Em entrevista ao Desporto ao Minuto, o guarda-redes de 25 anos fez um balanço da sua passagem pela formação do FC Porto, sem esquecer os treinos que partilhou com Iker Casillas.

André Caio: Da chegada ao FCP à prenda de Herrera, até ao regresso a casa

André Caio renovou o seu vínculo contratual com o Benfica e Castelo Branco, clube ao qual chegou na temporada 2017/18. O guarda-redes de 25 anos fez parte da sua formação ao serviço do FC Porto, onde conquistou a II liga (2015/16). 

No Olival, Caio trabalhou ao lado de grandes nomes do futebol nacional e internacional, como Iker Casillas, Herrera ou Quintero. 

Em entrevista ao Desporto ao Minuto, o guardião partilhou o seu trajeto, fez um balanço da sua passagem pelos dragões - onde também foi orientado por Pedro Emanuel - e apontou ainda para o futuro. 

Começando pelo mais recente, que significado tem esta renovação de contrato?

Estou muito contente com renovação. Era uma prioridade desde que acabou a época. Tive propostas mas sempre dei prioridade ao Benfica e Castelo Branco. 

É especial para ti conseguires ter esta fase de regularidade e afirmação no clube da tua cidade?

Sim, afirmar-me e mostrar o meu valor a jogar é o que pretendo. Estive no FC Porto com poucas oportunidades, muitas vezes sem saber porquê, mas abri os olhos a tempo. Podia ter ficado, mas preferi sair para mostrar todo o meu potencial e ser feliz a jogar. O Benfica e Castelo Branco é o clube ideal para o fazer, os adeptos gostam de mim o clube confia em mim e tenho condições de trabalho muito acima da média para esta divisão.

O Benfica e Castelo Branco tem condições para alcançar outros voos? Quais são os teus objetivos para a próxima época?

Tem. É muito respeitado e toda gente sabe que, ano após ano, nós estamos sempre na luta pelos primeiros lugares. Os meus objetivos passam por jogar, fazer boas exibições e ajudar a equipa a conquistar pontos, porque queremos muito ficar nos primeiros.

Notícias ao Minuto[André Caio quando o jogador conquistou a II Liga pelo FC Porto B.]© Global Imagens

Recuando um pouco no tempo, como recordas aquele menino André Caio que, em 2009, saltou do Desportivo para o FC Porto?

Recordo que era um menino que gostava muito de jogar e trabalhava muito, já com aquela idade, a pensar sempre numa possível saída da cidade para um clube grande.

Lembras-te do dia em que soubeste dessa possibilidade?  Como foi essa mudança?

Fui chamado para treinar no FC Porto e, no final do primeiro treino, o meu treinador e amigo Daniel Correia disse-me qual era o plano para a época seguinte. Eu fiquei parado a ouvir sem saber o que dizer, sem perceber muito bem o que me estava acontecer... 

Como foi essa mudança? Que impacto tiveste na chegada à Invicta e que dificuldades tiveste?

Foi uma mudança boa e fácil, até porque a vontade de ir era muito grande. Gostei muito da cidade, apesar não estar habituado a sair da minha zona. O impacto maior foi o facto de ser uma cidade grande com imensa gente. Uma das maiores dificuldades foi estar sozinho, sem os meus pais, sem o meu irmão e sem amigos... Em Castelo Branco estava habituado ir jogar com amigos ou ir fazer outro desporto, tinha maior liberdade. No Porto, estávamos ali para jogar, treinar e estudar como profissionais. Mas rapidamente me habituei e gostava muito dessa vida.

Logo na primeira época (2009/10), o teu primeiro treinador foi o Pedro Emanuel. Como o recordas?

O Pedro Emanuel foi meu treinador na primeira época. Era tranquilo, transmitia bem o que era ser jogador profissional e o que era ser jogador do FC Porto. Nas palestras gostava muito de escrever no quadro e ir apontando para as palavras chaves.

Quais foram os teus principais apoios? O Ricardo Alves e o Tiago Ferreira já eram grandes promessas, certo?

O Lima Pereira, central, foi a primeira amizade que fiz lá. Jogava lá o Adriano, que joga agora na Covilhã, ainda chegou a ser meu companheiro de quarto passado umas épocas. Já me dava muito bem com toda a gente. Sim, os dois já eram muito falados quando cheguei e estão os dois a fazer boas carreiras... Nessa equipa lembro-me que o Lupeta também era muito falado, tal como o Paulinho. 

Que histórias lembras desse balneário?

A memória mais marcante que tenho foi quando fomos campeões no Olival. O presidente Pinto da Costa desceu ao balneário para dar os parabéns à equipa. Foi a primeira vez que o ouvi falar à minha frente.

Mais tarde, apanhaste o Herrera na equipa B. Como é que ele era na altura?

Convivi mais com o Herrera na equipa A, sempre foi uma pessoa humilde e trabalhadora. Recordo-me de uma vez eu levar umas botas um bocado rotas para o treino e ele reparou... No final do treino, deu-me umas novas.

O Quintero também estava nessa equipa. Por que é que nunca conseguiu triunfar no FC Porto?

Penso que o Quintero nunca se enquadrou no futebol português ou nas ideias dos treinadores que apanhou. Mas que tem muita qualidade e isso está à vista de toda a gente. 

Outro dos jogadores dessa equipa era o Bruno Costa, que, segundo parece, será uma grande aposta nesta nova época. Tem capacidade para conseguir o seu espaço? Como é que ele é?

O Bruno Costa está conseguir o espaço dele aos poucos e acho que está a conseguir e bem. Não estive muito tempo com ele mas pareceu-me um miúdo tranquilo e com vontade de subir na carreira no FC Porto. 

Gonçalo Paciência e André Silva já eram goleadores que demonstravam que podiam chegar ao nível que têm atualmente?

O Gonçalo Paciência e o André Silva têm estilos diferentes mas já davam muito trabalho nos treinos (risos). São puros pontas de lança.

Chegaste a treinar várias vezes com a equipa principal. Como é trabalhar com Casillas?

Sim, fui treinar muitas vezes com a equipa principal. Treinar com o Casillas é estares sempre atento ao que ele faz. O primeiro impacto foi estranho, eu via muitos videos dele... As características que ele tem são muito parecidas as minhas, então foi muito bom eu ter conseguido trabalhar com ele. 

Qual foi o primeiro impacto ao treinares ali junto de uma estrela do futebol mundial? Deu-te alguns conselhos? 

Foi muito bom ter conseguido treinar com ele, ajudava-me sempre que era preciso no treino. Era muito calmo e tranquilo. Não era de falar muito. 

Notícias ao Minuto[André Caio no treino do FC Porto com Iker Casillas.]© Global Imagens

Qual é a tua principal referência no futebol?

A minha referência, neste momento, é o Ederson. Acho-o muito completo, mas também sigo o Ter Stegen. 

Onde te imaginas a jogar nos próximos anos?

Gostava muito de jogar na I Liga e na Premier League. Mas estou muito focado no Benfica e Castelo Branco e quero muito ajudar o clube a crescer ainda mais. Sinceramente, nos próximos anos, vejo-me a disputar ligas profissionais com o Benfica e Castelo Branco. 

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