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"A minha mãe liga a perguntar se está tudo bem e tenho de dizer que sim"

Em entrevista ao Desporto ao Minuto, o médio português fez o balanço da época vivida na Roménia, ao mesmo tempo que revelou o desejo de regressar ao futebol português.

"A minha mãe liga a perguntar se está tudo bem e tenho de dizer que sim"

Pedro Moreira é mais um jogador português que decidiu abraçar um projeto desportivo além-fronteiras. Terminada a ligação contratual com o Rio Ave, o médio de 30 anos decidiu aceitar, no último verão, uma aventura internacional rumando à Roménia. 

O médio está a viver uma época especial no Hermannstadt e revela, em entrevista exclusiva ao Desporto ao Minuto, os medos e os sonhos de um jogador português que partiu para a primeira experiência internacional. 

Nascido em Lousada, Pedro Moreira, que já representou clubes como Rio Ave, Boavista e FC Porto, deixa ainda o futuro em aberto e não esconde o desejo de poder voltar, num futuro próximo, ao futebol português, até porque as saudades da família assim o pedem. 

Tinha na minha cabeça experimentar outra coisa e sair da minha zona de conforto

Que balanço faz desta temporada que está prestes a acabar? 

Poderia estar a ser melhor, mas é uma experiência nova e algo que eu queria. Quando cheguei as coisas começaram a correr bem. A equipa estava com poucos pontos, mas as coisas mudaram. Fui jogando e fui ganhando a confiança das pessoas aqui do clube e dos adeptos. Não encontrei um clube fácil. Este clube foi criado em 2015 e apanhei uma fase difícil. Estavam a fazer obras no estádio e tínhamos de jogar sempre fora. Isso fazia com que tivéssemos poucos adeptos presentes nas bancadas. As próprias condições de trabalho… Andávamos sempre com a casa às costas. Não havia posto médico, não havia ginásio e não tínhamos campo próprio. Foi um choque ao início, mas lá me adaptei e ambientei.

Notícias ao MinutoEstilo de jogo de Pedro Moreira impressionou romenos© DR

Entretanto sofreu uma lesão…

Sim. Lesionei-me e tive de ficar de fora alguns jogos. Não foi fácil porque aqui não há posto médico. Aqui, nesse aspeto, eles não são tão fortes. Não é como em Portugal. Tive de arranjar aqui uma clínica fora do clube para me tratar. Tratei-me, mas não ficou bem curado. Ainda tenho umas dores e, por isso, não tenho jogado os últimos jogos. Mas estou a ficar bem… De resto, ainda estamos na luta pela manutenção. Faltam dois jogos e esperamos conseguir esse objetivo.

Achava que tinha tido feito um jogo normal, mas para eles foi uma coisa incrível

Presumo que tenha sentido uma grande diferença entre o Portugal e a Roménia.

Sim. É tudo muito diferente. É uma realidade completamente distinta. Não quer dizer que aqui seja amadora, mas a mentalidade e as condições de trabalho em Portugal são muito boas. Nunca falta nada. Aqui encontrei outra realidade. Infelizmente, a maior parte destes clubes ficam um bocado a desejar nas condições dos materiais e dos relvados. Mas eles estão adaptados. Quem vem de fora, como eu, tem de se adaptar. É normal. Foi um choque ao início e estava arrependido da minha decisão, mas depois fui-me ambientado e tive a sorte de ter apanhado um grupo de pessoas humildes que me ajudaram. Isso foi muito importante. É uma realidade completamente diferente daquela que se vive em Portugal.

E que tipo de jogo encontrou na Roménia?

Aqui procura-se jogar menos. Eles querem é baliza. É mais físico. Passam os 90 minutos a correr. Não têm cãibras, não têm nada. Não sei o que é que eles comem em casa (risos). É sempre a correr o jogo todo, para a frente e para trás. É só baliza, baliza, baliza… Em Portugal estamos habituados, e eu no clube onde estava, a ter posse de bola e a pausar o jogo no momento certo. Aqui não. É sempre a andar e não há pausas. Temos de estar preparados para isso. Tive que me adaptar ao estilo de jogo romeno. Claro que tentei ser sempre eu a jogar. Eles não estavam à espera do meu estilo de jogo, mas coisas correram-me bem. Ficaram tão surpreendidos que até me chamaram Busquets (risos)! Tentava pausar o jogo, tal como gosto de jogar, e eles ficaram cativados com isso. Sentia-me um líder dentro de campo quando jogava e isso fez-me sentir bem. No primeiro jogo a titular fui eleito o melhor em campo. O carinho que recebi no final desse jogo foi uma coisa do outro mundo. Eu achava que tinha tido feito um jogo normal, mas para eles foi uma coisa incrível. Estiveram a falar comigo muito tempo e a dar-me confiança e moral.

Ou seja, no meio de tanta correria, o Pedro Moreira chegou e implementou um lado mais racional que causou impacto…

Sim. O jogador romeno tem umas certas características... Dá para ver, quando se assiste aos jogos, quem é do país e quem vem de fora. Espanhol, português… Nota-se logo alguma coisa de diferente. Praticam um futebol diferente. Não digo que seja melhor ou pior. É o estilo, mas eu tentei sempre adaptar-me e ir metendo o meu futebol.

Notícias ao MinutoPedro Moreira garante ter encontrado um grande grupo de jogadores na Roménia© Reprodução FC Hermannstadt

Que país encontrou?

Eu vou ser sincero… Quando surgiu a hipótese de vir para cá, eu achei interessante, mas depois as pessoas falavam algumas coisas negativas sobre a Roménia. Estava um bocado reticente e pensava: ‘Será que são malucos?’. Na cidade em que eu estou é tudo muito civilizado. Tudo muito seguro, as pessoas são tranquilas e os adeptos são fantásticos. Agora temos jogado em casa, no nosso estádio, e as bancadas estão cheias. Estão sempre a apoiar do primeiro ao último minuto. Falhas um passe ou falhas um golo, eles não insultam nem assobiam. Estão sempre a apoiar.

Vou dar o exemplo do último jogo em que perdemos (0-2) em casa. Era um jogo importante e no final os adeptos estavam a bater palmas e a apoiar-nos como se tivéssemos ganho. Eu a ver aquilo pensei: ‘Fogo, o que é isto? Incrível’. É tudo muito tranquilo e apanhei um grupo espetacular. Os meus colegas ajudaram-me sempre. Mal cheguei, convidavam-me para jantar e para ir a casa deles. Foram fantásticos. Tentei ser quem sou e fazer as minhas brincadeiras. É difícil com a língua, mas eles gostaram (risos).

Pegando na questão da língua. Como está a lidar com essa barreira?

Quando vim para cá o Kuca também veio. Pensava que ele falava bem inglês , porque já tinha estado no estrangeiro. Quando me encontrei com ele aqui disse-lhe: “Epá, tu falas inglês bem, vais ajudar-me’. Ele respondeu: ‘Eu? Eu não sei falar inglês!’; e eu: ‘Estás a brincar?!’ (risos). Pensámos que estávamos feitos. O meu inglês não é nada de especial. Percebo perfeitamente, mas tinha algumas dificuldades em falar. Agora já estou muito melhor. Havia um jogador espanhol, um brasileiro e mais dois da Colômbia. Isso ajudou-me um bocado. A maior parte dos jogadores romenos falam inglês e lá nos fomos entendendo. Depois tive o azar de que o pessoal com quem me dava melhor ter ido todo embora em janeiro. Fiquei aqui sozinho (risos). Custou um bocado e está a custar, mas vou-me entendendo com o inglês. Agora, romeno não falo. Falo algumas coisas, mas não entendo tudo. Já deixou de ser uma barreira.

Em relação ao futuro, já tem alguma coisa planeada?

Eu assinei contrato válido por um ano. Eles queriam mais anos, mas eu queria ver como as coisas funcionavam. Entretanto, a meio da época, há cerca de dois meses, eles quiseram renovar comigo, mas eu fui adiando. Já vim cá, ja experimentei isto e no final da temporada logo se vê. Era esse o acordo. Queria ver como me sentia e acabei por ir adiando esta hipótese. Quero deixar acabar a época, mas admito que tenho sentido muitas saudades do meu país, da minha família, dos meus amigos e do próprio futebol português. Vou ser sincero: Se aparecer alguma coisa de interessante gostaria de voltar [a Portugal].

Falou na família e nos amigos. Como é que se gere essa distância?

É difícil porque sou muito apegado à minha família e aos meus amigos. Gosto muito de estar com eles, mas também quis testar-me a mim mesmo e perceber como reagiria a uma experiência fora de portas. Em Portugal já tinha jogado muitos anos, já tinha marcado o meu nome e as pessoas já me conhecem. Tinha na minha cabeça experimentar outra coisa e sair da minha zona de conforto. Vim para aqui muito entusiasmado, mas depois bateu aquela saudade da família. Sou mesmo muito apegado a eles. Às vezes as coisas não correm como nós queremos. A minha mãe liga a perguntar se está tudo bem e tenho de dizer que sim, porque se não vamos deixá-los mal a eles [família]. Mas ela percebe logo e mete-se lá com as coisas dela a chorar e tal… São saudades, muitas saudades. Mas isto está quase a acabar. No Natal tive a possibilidade de estar lá duas semanas com eles e já foi bom. Mas sim, custa, claro. Foi a primeira experiência fora. Acho que toda a gente é assim. Como eu digo, não há nada como Portugal e como a nossa terra.

Sentia falta de uma experiência internacional na sua carreira?

Sentia. Tinha metido isso na minha cabeça. Acabava a minha ligação contratual com o Rio Ave, e até havia a hipótese de ficar lá, e queria experimentar algo novo. Queria ir lá para fora. Queria ir sofrer um bocado (risos). Queria ver como me iria sentir e reagir a uma realidade completamente distinta. Surgiram algumas possibilidades para outros países e fui rejeitando, até que surgiu esta e aceitei. Não me arrependo, mas admito que tenho muitas saudades de Portugal. Isso é uma coisa normal. Há sempre aquela saudade que bate em determinado momento. Quando estás a jogar e as coisas estão a correr bem, isso não se sente tanto, mas como eu tive esta lesão… Fiquei mais por casa e pensava mais nas coisas. Está tudo bem e daqui a pouco estou de volta à minha família. Ao futebol português não sei (risos). Se aparecer alguma coisa interessante, eu acho que assino de olhos fechados. Assino por quem tiver de assinar. Claro que tenho clubes especiais e que gostei de representar. Já vim aqui, já fiz aquela maluqueira que tinha metido na cabeça e não me arrependo. Quando sair, vou sair com uma boa imagem. Gostava muito de voltar a Portugal.

FC Porto? Era impensável perder sete pontos de vantagem

Passou pelo Rio Ave, Gil Vicente, Portimonense, FC Porto e Boavista. Qual destes clubes o marcou mais?

Marcaram todos de uma maneira diferente. O Boavista foi o clube que me formou. Joguei lá nas camadas jovens e foi o clube que me fez homem. É um clube espetacular. No Gil Vicente, que agora até está de volta à I Liga, fui muito feliz durante dois anos. Fiz amizades para a vida. Em relação ao Portimonense… Também adorei jogar no Algarve. Era um grande grupo! Tive a sorte de todos os clubes por onde passei apanhei sempre grandes grupos e grandes homens. O FC Porto, claro, é um clube especial. É um grande em Portugal. Aprendi a ser dragão e o que é ser Porto. É um clube diferente. E o Rio Ave, onde estive mais tempo, é um clube que adorei representar. Por tudo. Pelas pessoas, pelo clube, pela cidade e pelos adeptos. Marcaram-me todos de uma maneira especial. O próprio Lousada, que foi onde comecei e é o clube da minha terra, também é especial. Fui sempre acompanhando esses clubes e é ótimo ver que está tudo a correr bem. Merecem isso e foram clubes fantásticos para mim. Sou um sortudo por ter jogado em grandes clubes estruturados e que não deixam faltar nada aos jogadores.

Notícias ao MinutoPedro Moreira num intenso e chuvouso duelo com Sérgio Oliveira numa partida no Estádio dos Arcos entre Rio Ave e FC Porto. © Global Imagens

Sente alguma pena pelo facto no FC Porto nunca ter tido uma oportunidade na equipa principal? 

Não guardo rancor nenhum. Fiquei desiludido comigo mesmo por não ter feito nenhum minuto na equipa principal do FC Porto. Treinava com eles muitas vezes e já me sentia muito bem. Foi fantástico partilhar o balneário com o Lucho González, com o Quaresma e outros grandes craques daquela altura.

Na equipa B era capitão... 

Na equipa B as coisas correram super bem. Foram daquelas épocas em que tudo saía bem. Estava sempre com a esperança de chegar lá acima e ter uns minutos. Infelizmente, naquela altura a equipa principal não estava muito bem e, pela lógica das pessoas, pensava-se que eles iam apostar no pessoal da equipa B. Tenho pena de não ter conseguido isso. Tenho pena, mas não tenho rancor. A culpa foi minha, não foi de mais ninguém. Não culpo ninguém. Deveria ter dado e exigido mais de mim próprio. Gostava de ter tido uns minutos no Estádio do Dragão. Depois de estar lá dentro a minha carreira poderia ter mudado. Poderia ter corrido muito bem ou poderia ter corrido muito mal. Era só uma oportunidade, mas não a tive. Não há nada a fazer. Sublinho que foi um grande orgulho jogar na equipa B e ser capitão.

Notícias ao MinutoPedro Moreira foi capitão da equipa B do FC Porto e garante ter sido um orgulho enorme. © Global Imagens

Como era o convívio entre equipa A e equipa B? 

Nós estávamos ao lado uns dos outros. O nosso balneário era quase ao lado. O treino era quase à mesma hora, embora em campos diferentes, claro. Fomos criando amizades. Ser capitão daquela equipa que tanto se falou do FC Porto B. A qualidade dos jogadores… Eu lembro-me do presidente Pinto da Costa ter dado uma entrevista naquela altura e falar sobre os jogadores da equipa B que poderiam ter uma hipótese na equipa A. Falou do meu nome e eu senti-me muito feliz. Estava numa fase fantástica e tinha a esperança de que iria surgir [uma oportunidade]. Não surgiu, bola para a frente. Saía de cabeça levantada e de peito aberto com aquela braçadeira. Sentia-me mesmo bem. Não era a equipa A, mas era um grande grupo. Sentia-me bem por liderar um grupo de meninos que agora são homens e orgulho-me de ver a evolução deles todos. Sinto-me muito feliz de ter sido capitão daquela geração que marcou a história do FC Porto.

Continua a acompanhar o futebol português?

Ui…. Agora aqui vejo mais jogos do que quando estava em Portugal. E dá para matar as saudades. Vejo quase todos os jogos. Acompanhei os jogos todos daquelas equipas especiais para mim.

Que análise faz?

Foi um campeonato bonito e dividido. Houve uma mudança lá em cima. O FC Porto esteve sete pontos à frente e o Benfica foi campeão. Era impensável perder sete pontos de vantagem. Dou os parabéns ao Benfica e espero que o FC Porto volte a reerguer-se. Estão com o orgulho ferido, mas tenho a certeza que vão dar a volta.

Já falámos dos clubes que o marcaram. Tenho de lhe perguntar sobre os treinadores com quem trabalhou. Que memórias guarda?

Tive vários treinadores que me marcaram, tal como acontece com os clubes. Houve um com o qual gostei muito de trabalhar. Pelo homem que ele é, pela pessoa que ele é e pela maneira como ele tratava os jogadores. Um bocado à imagem do Klopp, que dizem que é como um pai para os jogadores, eu sentia isso com o míster Pedro Martins, que agora está no Olympiakos. Foi ele quem me levou para o Rio Ave. Sinto um grande apreço e uma grande admiração por ele. O míster Pedro Martins percebe muito de futebol, mas o que me marcou mais foi o lado humano. A maneira como nos motivava, sem ter de usar palavras bonitas. Tinha aquela maneira humilde como perguntava como estavam as nossas famílias. Se tivéssemos algum problema em casa, ele dizia-nos para irmos embora e para voltarmos no dia seguinte. É uma pessoa especial. Marcou-me muito.

Uma pessoa muito parecida nesse aspeto é o míster Luís Castro. Trabalhei com ele no FC Porto B e depois no Rio Ave. Pela ideia que ele tinha de jogo, que era sempre bola, bola, bola. Era uma pessoa fantástica. Temos uma relação especial.

Fico muito contente por ambos estarem a ter sucesso. Só lhes desejo o melhor. Marcaram-me todos de uma forma especial… O próprio míster Miguel Cardoso. Apesar de não ser muito utilizado, tenho uma admiração por ele. Depois há o míster Paulo Alves, o míster Rui Quinta... E, claro, o míster Jaime Pacheco. Foi ele quem me lançou na I Liga e eu tinha apenas 18 anos. Faz parte da minha carreira.

O lado humano é muito importante nos treinadores?

Eu valorizo muito isso e acho que a grande maioria dos jogadores também. Perceber de futebol, grande parte das pessoas percebe. Eu, por exemplo, sei montar um treino. Já tenho alguns anos de futebol e sei fazer isso. Agora, o difícil é motivar os jogadores e fazer com que os quem jogam 90 minutos, ou os que não são convocados, apresentem a mesma vontade de irem para o treino. É isso que faz os jogadores gostarem dos treinadores. Falando do Pedro Martins, acho que não havia um jogador que não gostasse dele. São esses treinadores que nos fazem levantar de manhã e ir para o treino com aquela vontade de dar tudo. Quando chegamos lá, está lá alguém por quem queremos dar a vida. Agora há muitos treinadores que falam mais de táticas e usam palavras bonitas... Depois há aqueles treinadores mais humildes e que são realmente especiais. Claro que tens de entender o futebol e perceber o futebol, mas muito importante é gerir um grupo de homens e de egos diferentes e colocá-los a remar para o mesmo lado.

Notícias ao MinutoPedro Moreira chegou e tornou-se um líder dentro de campo. © Reprodução FC Hermannstadt

Tem 30 anos e muitas épocas pela frente, tem algum sonho por concretizar?

Quando vim para aqui tinha muitas coisas em mente: 'Vou fazer uma grande época, vou rebentar com isto e vai aparecer-me uma grande proposta e vou ser feliz noutro lado'. Agora, depois de estar aqui, comecei a pensar mais dia a dia. Tento não pensar muito sobre o futuro. Não penso muito no que passou ou no que vem aí. Claro que tenho 30 anos e estou numa fase madura da minha carreira. Sinto-me super bem e o objetivo é ir época a época. Se me perguntarem o que gostaria agora? Voltar a Portugal e começar do zero. Já estive um ano fora e as pessoas já não se lembram tanto de mim. Fazer uma época em grande e depois logo se vê. Quero ir dia a dia e época a época. O que tu pensas hoje, amanhã pode mudar. O que importa é sermos feliz com o que temos.

É um jogador diferente e uma pessoa diferente após esta experiência na Roménia?

Mudei algumas coisas que eu pensava e mudei a forma como vejo as coisas. Tive mais tempo para pensar. Pensei mesmo muito. Sou uma pessoa diferente, não sei se para pior ou para melhor. Acho que foi para melhor. Sinto-me mais homem, mais jogador e mais confiante. Estou diferente. Esta experiência, no fim das contas, foi boa para mim.

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