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Real Madrid 'pariu' uma crise e nove meses depois Zidane voltou sem CR7

Treinador francês regressa ao Real Madrid 284 dias depois da sua destituição.

Real Madrid 'pariu' uma crise e nove meses depois Zidane voltou sem CR7
Notícias ao Minuto

08:00 - 12/03/19 por Ricardo Santos Fernandes 

Desporto Análise

"A equipa precisa de uma mudança para continuar a ganhar", referiu Zinedine Zidane, a 31 de maio de 2018, cinco dias depois de conquistar a terceira Liga dos Campeões, de forma consecutiva, ao serviço do Real Madrid.

Todavia, Zizou errou. A mudança aconteceu, mas o Real Madrid não continuou a ganhar. Pelo contrário. A navegação blanca chegou ao dia 5 de março arredada das três competições em que competia. A eliminação diante do Ajax, nos oitavos de final da Liga dos Campeões, traduziu-se na 'cereja' no topo de um 'bolo' que já estava estragado, na sequência do afastamento para a Taça do Rei e da Liga Espanhola. Duas competições que caíram no espaço de quatro dias aos pés do eterno rival: o Barcelona. 

Uma semana em que as bancadas do Bernabéu registaram lotação esgotada e, após três jogos realizados, terminaram sempre com o mesmo retrato: desilusão, lágrimas, lenços brancos e um grito de 'revolta'. A geração de ouro do Real Madrid, que conquistou quatro Ligas dos Campeões no espaço de cinco anos, sentenciou a temporada 2018/19, quase três meses antes da mesma findar. 

A difícil 'gravidez' do Real Madrid começou logo com Lopetegui

Zidane partiu e regressou 284 dias depois. Nove meses de poucas alegrias e com tantas angústias. Aliás, a 'bolha' estoirou logo com a vinda de Lopetegui para Madrid. 

"Sinto-me capaz para esta aventura e para gerir o grande património de jogadores que temos", asseverou o técnico basco no dia da sua apresentação, a 14 de junho de 2018. Mas as palavras levou-as o vento e, tal como aconteceu no FC Porto, o final foi trágico. 

Apenas 14 jogos oficiais depois da sua chegada, Julen Lopetegui chegou a Camp Nou naquele que representou o seu primeiro e último Clássico como treinador blanco. Um péssimo mês de outubro deixou o técnico muito tocado e a goleada por 1-5, às mãos do Barça, foi a estocada final. Num mês para o esquecimento, em que o Real Madrid ficou mais de sete horas sem marcar e perdeu diante de CSKA, Alavés, Levante e Barcelona. Um descalabro que começou em setembro com a derrota no Ramón Sánchez Pizjuán (3-0). 

Turbulência na 'gravidez' e mudança de obstetra 

Quatro meses depois da sua chegada, os dirigentes blancos anunciaram a destituição de Lopetegui como forma de reverter uma dinâmica insustentável e Santiago Solari toma as rédeas da equipa de forma interina. Sem apresentação oficial, o argentino deu a primeira conferência de imprensa como treinador na antevisão do encontro frente ao Melilla para a Taça do Rei. 

Depois de um arranque que carregou os madridistas de esperança: bons resultados e uma imagem de melhora nítida, o Real Madrid anunciou a renovação de Solari, que abandonou a sua condição de interino e ampliou o seu contrato até 30 de junho de 2021.

De uma 'gravidez' tão turbulenta nasceu um 'nado-morto'

Todavia, 27 jogos depois, o caminho de Solari na casa blanca conheceu o seu ponto final. Numa semana, o técnico dos merengues 'atirou pela janela' a Taça do Rei e a Liga dos Campeões, sendo que a derrota diante do Barcelona para o campeonato colocou os homens do centro de treinos de Valdebebas a 12 pontos da formação blaugrana.

Os números de Solari no banco dos merengues 'desenham-se' da seguinte forma: 32 encontros dirigidos, 22 vitórias, dois empates e oito derrotas, sendo que 17 partidas foram para La Liga, onde somou 37 de 51 pontos disponíveis. O Real Madrid com Solari marcou 71 golos... mas sofreu mais do que a metade, 37. Pior do que isso: o técnico argentino contabilizou seis jogos sem marcar.

Parto terminado. Chegou o 'pai' de três filhos europeus 

"Estou muito feliz por regressar a casa", assim começou Zidane o seu discurso de apresentação, esta segunda-feira, no seu regresso ao Bernabéu O anfiteatro blanco viveu nove meses penosos na sua ausência. 

"A nossa equipa não soube responder aos reptos propostos no início deste ano. Queremos agradecer o trabalho desempenhado por Santiago Solari, que recebeu a equipa num momento bastante difícil. Este ano não alcançámos o que esperávamos. Queremos recomeçar uma nova linha e apresentar novos níveis de competitividade. Zizou, a tua paixão voltou a unir-te ao maior clube do mundo", referiu Florentino Pérez no discurso de apresentação do treinador gaulês.

Recorde-se que na sua primeira passagem pelo Bernabéu, entre dezembro de 2015 e junho de 2018, Zinedine Zidane conquistou três Ligas dos Campeões, um Mundial de Clubes, uma Liga espanhola, uma Supertaça espanhola e dois Mundiais de Clubes.

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