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David Facucho: O português que apoiou o pai de Fehér após a tragédia

Há 15 anos, o oleirense testemunhou o trauma vivido pela família do avançado do Benfica. Jogava na cidade Natal do avô do internacional húngaro e criou forte amizade com o pai.

David Facucho: O português que apoiou o pai de Fehér após a tragédia
Notícias ao Minuto

09:37 - 25/01/19 por Fábio Aguiar 

Desporto Exclusivo

O dia 25 de janeiro de 2004 nunca mais sairá da memórias do benfiquistas, dos húngaros e, no geral, dos amantes do futebol português. Numa noite chuvosa, no Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães, o Benfica vencia o Vitória, por 1-0, graças a um golo de Fernando Aguiar. O relógio marcava já o tempo de descontos quando a euforia deu lugar ao pânico e os sorrisos... às lágrimas. O último, e aquele que hoje todos recordamos, pertenceu a Miklós Fehér, antes de cair inanimado no relvado. Horas depois, o pior dos receios foi confirmado. Hoje, 15 anos depois desse fatídico desaparecimento do eterno camisola 29 dos encarnados, o Desporto ao Minuto falou em exclusivo com David Facucho, um português que na altura se tornou um dos maiores apoios do pai do internacional húngaro.

Tudo começou em setembro de 2004, sensivelmente oito meses depois da morte de Fehér. "Fui para a Hungria para estudar, em Gyor, a cidade onde o Miki tinha nascido, e tinha um professor que era preparador físico numa equipa da 3.ª divisão, de uma vila chamada Nagyszentjános, a cerca de 20km, onde, de resto, tinham nascido o pai e o avô do Fehér. Fui lá fazer uns treinos e acabei por ficar. O pai tinha lá um restaurante. Comecei a ir lá, a levar uns amigos e criámos uma grande amizade, até pelo facto de eu ser o primeiro português a jogar na Hungria, numa altura em que essa tragédia tinha sucedido há pouco tempo", começou por contar o agora treinador-adjunto do Oleiros, equipa que recentemente defrontou o Sporting na Taça de Portugal, prosseguindo: "Passámos muitos momentos juntos, ele falava bastante do filho e da gratidão que tinha para os portugueses. Adorava Portugal e não esquecia a forma como o país acolheu a sua família naquele momento tão difícil."

A partir daí, a ligação entre Miklós Fehér (pai) e David Facucho não mais se desfez. "Lembro-me que, só por ser português, havia miúdos que no final dos jogos me vinham pedir autógrafos. E estamos a falar da 3.ª divisão! Havia uma espécie de memorial lá no restaurante, que ele fazia questão de manter, e muita gente visitava. Posso dizer que o Fehér foi um verdadeiro embaixador de Portugal na Hungria, pois nessa altura, apesar de ser o ano do Euro'2004, organizado pelo nosso país, pouco se falava. Portugal e o futebol em si passou a ser, em Gyor, sinónimo de Fehér", explicou.

Notícias ao MinutoDavid Facucho com o pai de Miklós Fehér (ao meio).© Facebook

Na temporada 2004/05, o Benfica voltou a ser campeão e no dia após a final da Taça de Portugal, perdida para o V. Setúbal, a comitiva encarnada partiu para a Hungria para homenagear uma vez mais Fehér e, acima de tudo, dedicar a conquista do título ao avançado. "Estive lá com eles e com a família. A mãe era mais reservada, notava-se que sofria de uma forma diferente, muito intensa, guardava tudo para ela, mas o pai não se cansava de agradecer tudo o que o Benfica tinha feito por eles e notava-se que tinha uma ligação muito forte a Portugal. Sempre que lá ia ao restaurante recebia-me sempre de uma forma fantástica, ficávamos horas a falar e só dizia: 'David, David...', lembrou, com um sorriso nostálgico, sublinhando: "Sentia que ele queria mesmo agradecer. Inclusive, uns tempos mais tarde, o embaixador português na Hungria organizou uma homenagem, com chefes de Estado, e convidou-me. Fomos almoçar ao restaurante dele e sempre demonstrou um enorme coração."

Em 2007, David Facucho regressou a Portugal para jogar no Sertanense, mas a distância nunca 'apagou' a amizade com o sr. Miklós Fehér. "Agora, já há uns tempos que não falo com ele", lamentou. Talvez em breve possam voltar a recordar esses tempos... E, porque não, com um grande sorriso, semelhante ao que imortalizou o avançado!

NOTA: Artigo recuperado, publicado a 25 de janeiro de 2018.

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