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O ciclo da guerra e do erro humano em 'A Árvore' de André Gil Mata

O realizador português André Gil Mata estreia na quinta-feira no IndieLisboa o filme 'A Árvore', marcado pela ideia de que o ser humano está "sempre ciclicamente a repetir os mesmos erros", como contou à agência Lusa.

O ciclo da guerra e do erro humano em 'A Árvore' de André Gil Mata
Notícias ao Minuto

14:15 - 25/04/18 por Lusa

Cultura IndieLisboa

Dois meses depois de ter integrado o festival de Berlim, 'A Árvore' fará a abertura oficial do Festival Internacional de Cinema - IndieLisboa no cinema São Jorge.

Produzido e rodado na Bósnia-Herzegovina, onde o realizador fez o doutoramento, 'A Árvore' segue uma personagem dividida por dois atores (Petar Fradelic e Filip Zivanovic) que vagueia por uma aldeia numa floresta num ambiente de desolação, de guerra e escuridão.

Em entrevista à agência Lusa, André Gil Mata, 40 anos, recorda que demorou algum tempo até decidir filmar na Bósnia-Herzegovina, para onde tinha ido em 2013 estudar, porque nele participava o cineasta húngaro Béla Tarr, uma das suas referências.

"Quando eu cheguei a Sarajevo, para mim tornava-se muito difícil pensar em filmar, porque era muito estranho filmar algo que não conheço. Foi a partir de uma fotografia que eu tirei que nasceu um bocado a ideia do filme", explicou.

Com planos longos, quase sem diálogos, sublinhando a imagem e o som, 'A Árvore' é um filme marcado pela guerra. Pode ser a guerra dos Balcãs, sabendo-se que o filme foi rodado na Bósnia, mas pode ser outro conflito atual, do passado ou de um futuro.

"Não é só uma questão central daquele lugar. Acho que é uma questão da própria natureza humana, nunca sabemos quando é que a nova guerra mundial vai surgir. (...) Ficamos sempre na iminência de que alguma coisa vai acontecer e os erros estão sempre ciclicamente a acontecer", disse.

Para André Gil Mata, o filme "joga muito com essa questão de circularidade do tempo e da repetição das coisas e dessa questão de as nossas vidas serem muito mais circulares do que lineares".

Nascido em 1978 em São João da Madeira, André Gil Mata foi curador no Festival de Cinema Luso-Brasileiro de Santa Maria da Feira e cofundador da produtora Bando à Parte. É autor das curtas-metragens 'Num globo de neve' (2017), 'O coveiro' (2012) 'Casa' (201) e 'Arca d'água' (2009) e das longas 'How I fell in love with Eva Ras' (2016) e 'Cativeiro' (2012).

Além de ser o filme de abertura do IndieLisboa, 'A Árvore' integra ainda a competição de longas-metragens portuguesas ao lado de 'Mariphasa', de Sandro Aguilar, 'Our Madness', de João Viana - ambos também apresentados em Berlim -, 'Tempo Comum', primeira ficção de Susana Nobre sobre a intimidade de um casal que acaba de ter a primeira filha, e o documentário 'Bostofrio, où le ciel rejoint la terre', primeira longa-metragem, de traço biográfico, de Paulo Carneiro.

O 15.º IndieLisboa decorrerá de 26 de abril a 06 de maio com 245 filmes, dos quais cerca de meia centena são portugueses.

As sessões decorrerão no Cinema São Jorge, na Culturgest, na Cinemateca e no Cinema Ideal, mas haverá também programação na Biblioteca Palácio Galveias e na Casa Independente.

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