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Exposição mostra como a natureza exuberante fascinou Europa e Mongólia

Uma exposição com tapetes, livros e pinturas, vai mostrar, a partir de hoje, em Lisboa, como a natureza exuberante revelada pelos Descobrimentos, a partir do século XVI, fascinou a Europa e a Índia Mogol, influenciando a cultura e a arte.

Exposição mostra como a natureza exuberante fascinou Europa e Mongólia
Notícias ao Minuto

15:10 - 08/02/18 por Lusa

Cultura Gulbenkian

Intitulada 'As Flores do Imperador - Do Bolbo ao Tapete', a mostra é inaugurada hoje, às 18:30, na Fundação Calouste Gulbenkian, abre ao público na sexta-feira, e ficará patente até 21 maio.

"É uma exposição esteticamente apelativa e tem muita história. Em Portugal, há pouco conhecimento da cultura mogol e da sua grande sofisticação", disse à agência Lusa Clara Serra, uma das curadoras, em conjunto com Teresa Nobre de Carvalho.

As curadoras tinham feito uma proposta conjunta para organizar esta mostra, que faz uma viagem entre o Ocidente e o Oriente, para mostrar como as flores encontradas durante os Descobrimentos fascinaram, pela sua beleza e exotismo, tanto os europeus, como a cultura mogol, a partir do século XVI.

A exposição parte dos motivos decorativos de dois tapetes da Coleção do Fundador, produzidos no Império Mogol, provavelmente no reinado do Xá Jahan (1627-1658).

"Quando começaram a surgir na Europa, plantas, bolbos e sementes, foram feitos vários estudos por especialistas, compilados em livros, e criados jardins que se tornaram moda, conferindo prestígio e estatuto aos seus proprietários", comentou Teresa Nobre de Carvalho.

Questionada pela agência Lusa sobre se alguns desses jardins tinham acesso público, a comissária referiu que a maioria era privada, mas também havia alguns públicos, nomeadamente ligados a universidades.

"Na Europa do século XVI, os especialistas pensavam que já conheciam todo o tipo de plantas. Portanto, a chegada das novas espécies do Oriente provocou uma grande curiosidade e fascínio", indicou a comissária.

A beleza destas plantas acabou por influenciar a arte, tanto na Europa como na Índia Mogol, onde os compêndios de botânica acabariam por chegar, e o naturalismo marcou as peças de arte com maior diversidade, sobretudo os tapetes, peças que demoravam meses a tecer, manualmente, em teares, fio a fio.

Levados por embaixadores, missionários e mercadores europeus nas suas missões diplomáticas, religiosas e comerciais, alguns destes livros terão chegado à longínqua corte Mogol, onde muitas das flores neles representadas eram, desde há muito, conhecidas e admiradas.

Da Europa, a exposição apresenta, entre outras obras, uma pintura da Flandres, da Virgem com o Menino, a qual inclui várias flores, outra de grandes dimensões, representando um estudo botânico com variadas flores e os seus bolbos, e, da Turquia, uma caneca do século XVI, em cerâmica, totalmente decorada com motivos naturalistas.

Vários compêndios ilustrados pontuam a exposição, que apresenta os dois tapetes e outras peças que revelam "a sofisticação e riqueza da corte mogol da época".

Além de várias peças pertencentes ao Museu Calouste Gulbenkian, esta exposição reúne obras vindas da Galeria Uffizi, de Florença, em Itália, do Museu das Artes Decorativas de Paris, da Biblioteca Nacional de França, da Biblioteca da Universidade de Leiden, na Holanda, e também de instituições nacionais como a Biblioteca Nacional, a Biblioteca da Universidade de Coimbra e o Museu Nogueira da Silva, de Braga, entre outras.

A coleção de tapetes do Museu Calouste Gulbenkian é constituída por oitenta e cinco exemplares, oriundos sobretudo da Pérsia, da Índia e do Cáucaso, adquiridos maioritariamente entre 1907 e 1939.

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